Aprenda em 5 minutos o que NÃO fazer na hora de selecionar um fundo

Se você tem dúvidas sobre como investir em fundos, listamos em 3 etapas alguns erros comuns à maioria dos iniciantes. Fique atento a esta lista para não correr o risco de prejudicar o desempenho de sua carteira!

access_time 12/11/2019 - 10:23
format_align_left 5 minutos de leitura

Eu sei, investir em fundos de investimento pode parecer muito complicado, às vezes. Isso pode acabar nos levando a simplificar demais nossos processos de escolha de produtos, o que pode ser um perigo para o seu bolso quando se trata de investimentos. Tudo que é simples é bom, mas quando simplificamos demais, podemos nos dar mal.

Abaixo, listamos em 3 passos de maneira irônica e descontraída um processo de investimento simplificado adotado por muitos investidores que pode levar sua carteira a um péssimo desempenho no longo prazo. Fique atento para saber se você não está adotando esse mesmo processo, pois isso pode minar sua aposentadoria!

1) Utilize ao máximo os rankings de performance

O primeiro passo é simples: vá ao site do seu banco ou corretora preferida e procure a lista de fundos disponíveis para aplicação. Encontre a coluna de retornos no ano ou em 12 meses e ordene as opções do maior para o menor valor.

Essa etapa pode ser substituída por algum ranking disponível em sites de finanças ou naquela revista de negócios que você adora ler aos fins de semana.

Os nomes dos fundos são fictícios, utilizados somente para fins ilustrativos

O QUE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO: com exceção de fundos de renda fixa muito conservadores, a maioria dos fundos deveria ser analisada em períodos mais longos (3 a 5 anos, pelo menos). Como saber se os retornos de curto prazo (no ano ou em 12 meses) não foram somente sorte ou uma aposta concentrada (um “all in”) que acabou dando certo?

Como atestar que os retornos de longo prazo terão o mesmo padrão observado nessas janelas mais curtas? Não dá para saber olhando somente a rentabilidade, é necessário verificar dezenas de outros aspectos da estratégia do fundo para se ter um melhor embasamento.

2) “Keep it simple”: gaste o menor tempo possível na hora de decidir

Após a ordenação dos fundos, aplique naquele que mais rendeu da lista. No máximo, aplique em dois ou três, para atender àquele guru chato do Youtube que fica falando da tal da “diversificação”. Dois está bem diversificado já, não?!

E não gaste tempo tentando entender a estratégia de cada fundo, seus custos, como o gestor chegou aos resultados passados ou mesmo quem faz a gestão do produto. Também não importa se o risco do produto é adequado ao seu perfil. Se está no topo da lista, é só aplicar!

O QUE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO: tirando o fato de não se basear somente em retornos de curto prazo na hora de aplicar, deve-se ter em mente que uma carteira bem diversificada deveria ter, no mínimo, 6 ou 7 fundos de diferentes estratégias e escolhidos depois do claro entendimento da função de cada um deles no seu portfólio. Isso se você investir em títulos de renda fixa e ações diretamente também.

Se sua carteira for composta somente por fundos, no entanto, um número saudável de produtos poderá passar dos 10, dependendo do seu perfil. Lembre-se que, quanto mais arriscada a estratégia de um fundo, menos você deveria aplicar nele e mais espalhados deveriam ser seus investimentos.

3) Tolerância zero: captou e não rendeu, o resgate comeu!

“E não me venha com chorumelas!”

Se depois de 5 ou 6 meses das suas aplicações os fundos escolhidos por você estiverem rendendo abaixo das suas expectativas, resgate!!! Afinal, é um absurdo ficar 6 meses sem apresentar bons retornos ou rendendo abaixo do esperado, não é?

Provavelmente o gestor que está há 15 ou 20 anos fazendo gestão de recursos deve ter desaprendido tudo em 6 meses e, nesse caso, é melhor resgatar o fundo antes que ele piore, né?

Assim que os recursos do resgate forem pagos (com rendimento baixo e pagando alíquota de IR de 22,5%, em muitos casos), volte para o passo 1 e inicie o seu processo de investimentos novamente.

E boa sorte nessa jornada rumo a fracos rendimentos no longo prazo! Você está no caminho “certo” para chegar lá, é só continuar repetindo esses três passos para todos os seus investimentos em fundos!

O QUE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO: obviamente não recomendamos que você resgate seus recursos após tão pouco tempo aplicado. Assim como os retornos de curto prazo (menos de 12 meses) não devem ser levados em consideração isoladamente para se aplicar num fundo, da mesma forma não devem ser levados em conta sozinhos para a tomada de decisão de resgatar ou não.

Se você permanecer aplicado no fundo (supondo que o gestor não “emburreceu” do dia para a noite), sempre haverá a possibilidade de os resultados ruins de curto prazo serem revertidos ao longo do tempo (2 ou 3 anos). Se você resgatar, no entanto, terá a certeza de que os retornos ruins nunca serão recuperados por você, dado que estará fora do fundo.

Além disso, no Brasil muitos fundos caem numa alíquota de IR de 22,5% para aplicações inferiores a 6 meses ou 20,0% para aplicações inferiores a 1 ano. Ao repetir esses resgates em fundos com má performance de curto prazo diversas vezes ao longo da sua vida de investidor, o retorno da sua carteira pode ficar bastante comprometido e sua reserva de longo prazo também.

Agora que você entendeu um pouco o que NÃO RECOMENDAMOS fazer, confira a nossa próxima publicação, em que detalharemos o que você DEVE observar para aumentar as chances de escolher os melhores fundos da indústria, em como selecionar um fundo.

Disclaimer:

Este conteúdo tem propósito exclusivamente informativo e se baseia em dados estatísticos, metodologias probabilísticas, fatos concretos do mercado financeiro e em resultados financeiros apurados. Em nenhum momento, o conteúdo desta mensagem representa opiniões pessoais ou recomendações de investimento financeiro de qualquer natureza. Não se configuram, portanto, como ideias, opiniões, pensamentos ou qualquer forma de posicionamento por parte da XP Investimentos CCTVM S/A. É terminantemente proibida a utilização, acesso, cópia ou divulgação não autorizada das informações presentes neste conteúdo. O investimento em ações é um investimento de risco. Na realização de operações com derivativos existe a possibilidade de perdas superiores aos valores investidos, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Para avaliação da performance de um fundo de investimentos é recomendável a análise de, no mínimo, 12 (doze) meses. Leia o prospecto e o regulamento antes de investir. Todas as informações sobre os produtos, bem como o regulamento e o prospecto e regulamento aqui listados, podem ser obtidas com seu agente de investimentos, em nosso site na internet ou no site do referido gestor. Fundos de investimento não contam com garantia do administrador, do gestor, de qualquer mecanismo de seguro ou fundo garantidor – FGC. A taxa de administração máxima compreende a taxa de administração mínima e o percentual máximo que a política do FUNDO admite despender em razão das taxas de administração dos fundos de investimento investidos. Os fundos de ações e multimercados com renda variável /sem renda variável podem estar expostos a significativa concentração em ativos de poucos emissores, com os riscos daí decorrentes. Os fundos de crédito privado estão sujeitos a risco de perda substancial de seu patrimônio líquido em caso de eventos que acarretem o não pagamento dos ativos integrantes de sua carteira, inclusive por força de intervenção, liquidação, regime de administração temporária, falência, recuperação judicial ou extrajudicial dos emissores responsáveis pelos ativos do fundo. Os fundos de cotas aplicam em fundos de investimento que utilizam estratégias com derivativos como parte integrante de sua política de investimento. Tais estratégias, da forma como são adotadas, podem resultar em perdas patrimoniais para seus cotistas. Os fundos de renda fixa estão sujeitos a risco de perda substancial de seu patrimônio líquido em caso de eventos que acarretem o não pagamento dos ativos integrantes de sua carteira, inclusive por força de intervenção, liquidação, regime de administração temporária, falência, recuperação judicial ou extrajudicial dos emissores responsáveis pelos ativos do fundo. Para informações e dúvidas, favor contatar seu agente de investimentos. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura. As rentabilidades divulgadas não são líquidas de impostos e taxas de saída e performance. As informações publicadas não levam em consideração os objetivos de investimento, situação financeira ou necessidades específicas de qualquer investidor. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento. Caso os ativos, operações, fundos e/ou instrumentos financeiros sejam expressos em uma moeda que não a do investidor, qualquer alteração na taxa de câmbio pode impactar adversamente o preço, valor ou rentabilidade. A XP Investimentos não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização dessa plataforma. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao valor total do capital investido.

Receba nosso conteúdo por e-mail

Receba resumos diários, semanais e mensais e fique sempre bem informado sobre nossas análises, relatórios e recomendações de investimentos.

Clique para se cadastrar