Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançando 1,24% e 1,91%, respectivamente.
• No Brasil, (i) a WEG, que acaba de anunciar a construção de uma nova fábrica em Itajaí para produzir sistemas de armazenamento de energia com baterias, está com uma visão bastante positiva para as perspectivas do setor, segundo Harry Schmelzer Neto, diretor de Solar, BESS e Building – a companhia aposta agora no leilão organizado pelo Ministério de Minas e Energia, previsto para abril, mas ainda sem edital; (ii) de olho em governança, a Petrobras informou nesta quarta-feira que recebeu indicações para a eleição do conselho de administração, que acontece na assembleia geral ordinária de 16 de abril – as indicações ainda serão submetidas à análise de requisitos pelo comitê de elegibilidade da companhia.
• Nos EUA, Google, Microsoft, Meta, Amazon, e várias empresas de inteligência artificial assinaram ontem um compromisso na Casa Branca de arcar com o custo da nova geração de eletricidade para abastecer seus data centers – o acordo tem como objetivo ajudar a mitigar preocupações de que os data centers das grandes empresas estão aumentando os custos de eletricidade para residências e pequenas empresas no país.
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Brasil
Empresas
Governo e minoritários fazem indicações para eleição do conselho da Petrobras
“A Petrobras informou nesta quarta-feira (4) que recebeu indicações para a eleição do conselho de administração, que acontece na assembleia geral ordinária de 16 de abril. As indicações ainda serão submetidas à análise de requisitos pelo comitê de elegibilidade da Petrobras. Entre as indicações do governo, acionista controlador da petroleira, estão oito nomes, sendo cinco reconduções. Entre os conselheiros que já estão na formação atual da companhia, apenas Rafael Dubeux, secretário-adjunto do Ministério da Fazenda, não foi indicado para recondução. Os apontados pelo acionista controlador para continuarem no colegiado da Petrobras são: a presidente da companhia, Magda Chambriard; o atual presidente do conselho, Bruno Moretti; Renato Galuppo; José Fernando Coura; e Marcelo Pogliese. Os novos nomes que aparecem entre as indicações do governo são: Fabio Henrique Terra, Benjamin Alves Rabello e Ricardo Baldin. O colegiado da estatal é formado por 11 conselheiros, dos quais, no mandato atual, seis foram eleitos pela União, quatro por minoritários e um pelos representantes dos empregados. Haverá mais candidatos que vagas e, a repetir-se o processo das últimas assembleias, dois nomes da União devem ficar pelo caminho.”
Fonte: Valor Econômico; 04/03/2026
WEG quer “encher a fábrica” com baterias. Negócio “pode ser maior que o solar”
“A WEG, que acaba de anunciar a construção de uma nova fábrica em Itajaí para produzir sistemas de armazenamento de energia com baterias, os “BESS”, está bastante empolgada com as perspectivas do setor. A multinacional catarinense tem fechado diversos negócios para fornecer seus BESS a comércios e indústrias, e a grande aposta agora é o leilão organizado pelo Ministério de Minas e Energia – previsto para abril mas ainda sem edital – que vai viabilizar projetos maiores. “Minha expectativa é que o leilão vai contratar 8 gigawatts/hora, ou seja, 2 GW de potência para 4 horas. Acho que isso é consenso do mercado. Eu quero pegar 2 GW/h nesse leilão, 25%. It’s enough, dá pra encher nossa fábrica,” Harry Schmelzer Neto, diretor de Solar, BESS e Building da WEG, disse ao Brazil Journal. Diversas empresas devem cadastrar projetos na licitação, incluindo grupos como AXIA Energia e ISA Energia. Do lado da indústria, a concorrência para fornecer os equipamentos será entre fabricantes locais, como a WEG e a Moura, e estrangeiros como a americana Tesla e as gigantes chinesas CATL, BYD e Huawei.”
Fonte: Brazil Journal; 04/03/2026
Política
Frentes do Agro defendem elevação da mistura no diesel para B16 diante do cenário global
“A presidência de três Frentes Parlamentares do agronegócio divulgou um manifesto, nesta quarta-feira (4/3), defendendo a elevação da mistura para 16% de biodiesel no diesel (B16) com o objetivo de diminuir a importação de combustíveis e reduzir a exposição cambial. A medida é necessária diante do cenário de instabilidade global, de acordo com o comunicado. A chamada Lei do Combustível do Futuro já prevê, no cronograma obrigatório de mistura, a elevação para 16% em março deste ano. A formalização depende, contudo, do aval do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A próxima reunião do colegiado está prevista para este mês. O manifesto é assinado pelo presidente da Frente do Biogás e Biometano e coordenador da Coalizão pelos Biocombustíveis, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP); pelo presidente da Frente do Biodiesel, deputado Alceu Moreira (MDB/RS); e pelo presidente da Frente Agropecuária, deputado Pedro Lupion (Republicanos/PR). “A elevação da mistura para o B16 é absolutamente necessária neste momento de instabilidade internacional. Cada ponto percentual adicional de biodiesel reduz a necessidade de importação de diesel fóssil, diminui a exposição cambial, amplia a segurança energética e fortalece a produção nacional”, diz o grupo de parlamentares.”
Fonte: Eixos; 04/03/2026
Congresso brasileiro tem 70 propostas que podem ameaçar o meio ambiente, diz Observatório do Clima
“Ao longo deste ano, a pauta socioambiental deve enfrentar uma ofensiva no Congresso Nacional. Levantamento do Observatório do Clima aponta que 70 propostas em tramitação no Legislativo representam potenciais ameaças ao meio ambiente. De acordo com o mapeamento, entre os principais riscos para 2026 estão projetos que preveem o enfraquecimento do licenciamento ambiental, a facilitação da grilagem de terras públicas, ataques às terras indígenas e aos direitos de comunidades tradicionais, além de iniciativas que buscam reduzir instrumentos de fiscalização ambiental. O estudo considerou proposições apresentadas entre 2018 e 2026, incluindo projetos de legislaturas anteriores que seguem em tramitação e iniciativas mais recentes. Textos já aprovados ou arquivados foram excluídos da análise. No recorte das propostas consideradas mais sensíveis, o observatório destaca a proposta de emenda à Constituição (PEC) que institui o marco temporal para a demarcação de terras indígenas. O texto foi aprovado pelo Senado no ano passado e ainda aguarda análise da Câmara dos Deputados.”
Fonte: Valor Econômico; 04/03/2026
Internacional
Empresas
Marca Scout da Volkswagen, antes totalmente elétrica, vê forte demanda por modelos híbridos
“A nova marca Scout Motors, da Volkswagen, recebeu mais de 160.000 reservas para seu primeiro modelo, com a maioria dos clientes optando por uma versão híbrida de autonomia estendida em vez de totalmente elétrica, disse um executivo de alto escalão nesta quarta-feira (4). A Scout começará a construir modelos protótipos neste ano em uma fábrica que a montadora está construindo no Estado americano da Carolina do Sul, disse o diretor-presidente da Scout, Scott Keogh, em um evento da Automotive Press Association em Detroit. Das 160.000 reservas, 87% são para o chamado elétrico de autonomia estendida (Ou EREV, na sigla em inglês), uma versão dos utilitários robustos da Scout, refletindo uma perspectiva mais fraca para veículos totalmente elétricos nos Estados Unidos. Um EREV usa um pequeno motor a gasolina que funciona como gerador para recarregar a grande bateria do veículo enquanto ele está em movimento. A Volkswagen apresentou a Scout como uma marca totalmente elétrica em 2022, mas mudou de rumo alguns anos depois para incluir EREVs, à medida que o crescimento das vendas de veículos elétricos nos EUA desacelerava.”
Fonte: Valor Econômico; 04/03/2026
Vendas da Ford nos EUA caem em fevereiro por pressão de veículos elétricos e híbridos
“As vendas de veículos da Ford nos Estados Unidos caíram em fevereiro, prejudicadas pelo declínio em seus veículos elétricos e híbridos. A montadora vendeu um total de 149.962 veículos nos EUA no mês passado, uma queda de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas de veículos elétricos despencaram 71%, para 2.122 unidades, e as vendas de veículos híbridos caíram 22%, para 12.010. Enquanto isso, os carros a combustão interna registraram uma leve queda de 0,1%, para 135.830 unidades. As vendas de utilitários (SUVs) recuaram 2,4%, e as de picapes caíram 9,4%, enquanto as vendas de carros de passeio saltaram 55%. O negócio de veículos elétricos da Ford tem enfrentado dificuldades, recentemente, com o esfriamento da demanda, em parte devido ao fim de um lucrativo crédito fiscal federal. A empresa afirmou em dezembro que esperava assumir US$ 19,5 bilhões em despesas atreladas principalmente à sua divisão de elétricos, e a diretora financeira, Sherry House, declarou que a companhia continuará perdendo dinheiro com seus veículos elétricos até 2029.”
Fonte: Valor Econômico; 04/03/2026
Política
EUA aprovam construção de reator nuclear apoiado por Bill Gates em Wyoming
“O regulador nuclear dos EUA anunciou na quarta-feira que aprovou a construção do pequeno reator nuclear TerraPower, apoiado por Bill Gates, em Wyoming, a primeira aprovação para uma usina que deve operar com um combustível especial de urânio mais enriquecido. A aprovação, a primeira para um reator comercial pela Comissão Reguladora Nuclear dos EUA em quase uma década, foi para a construção do reator refrigerado a sódio de 345 megawatts da TerraPower em Kemmerer, na parte oeste do estado. Espera-se que ele esteja operacional no início da década de 2030. A TerraPower planeja iniciar a construção nas próximas semanas e apresentar uma solicitação de licença operacional à NRC no final de 2027 ou início de 2028, segundo o informe. A NRC informou que a usina inclui um sistema de armazenamento de energia para aumentar temporariamente a produção até 500 MW. Os grandes reatores de hoje têm em média cerca de 1 gigawatt, ou cerca de 1.000 MW. O presidente Donald Trump, que quer que os EUA quadruplicem a capacidade nuclear para 400 gigawatts até 2050, emitiu ordens executivas no ano passado para acelerar a concessão de licenças da NRC, buscando encurtar um processo plurianual para 18 meses. A NRC concluiu sua revisão técnica do projeto da TerraPower em menos de 18 meses.”
Fonte: Reuters; 04/03/2026
“Google (GOOGL. O), Microsoft (MSFT. O), Meta (META. O), Amazon (AMZN. O), e várias empresas de inteligência artificial assinaram um compromisso na Casa Branca na quarta-feira de arcar com o custo da nova geração de eletricidade para abastecer seus data centers. O acordo tem como objetivo ajudar a mitigar preocupações de que os data centers das grandes empresas de tecnologia estão aumentando os custos de eletricidade para residências e pequenas empresas nos EUA, justamente em um momento em que a administração do presidente Donald Trump busca conter a inflação. “Isso significa que as empresas de tecnologia e os data centers poderão obter a eletricidade de que precisam, tudo isso sem aumentar os custos de eletricidade para os consumidores”, disse Trump no evento de assinatura do compromisso. “Esta é uma vitória histórica para inúmeras famílias americanas, e também tornaremos nossa rede elétrica mais forte e resiliente do que nunca.”
Fonte: Reuters; 04/03/2026
Europa reage à China com lei para indústria verde
“A Comissão Europeia publicou nesta quarta (4/3) sua proposta para alavancar a demanda por tecnologias de baixo carbono fabricados no bloco, a chamada Lei do Acelerador Industrial (IAA, em inglês). É uma resposta direta à concorrência chinesa, que já domina mercados como o de painéis fotovoltaicos e carros elétricos, e tem avançado também sobre os eletrolisadores para produção de hidrogênio renovável. O novo regulamento ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento e pelo Conselho da União Europeia antes de entrar em vigor. O braço executivo da UE está propondo requisitos específicos para compras públicas e subsídios nos setores de aço, cimento, alumínio e automóveis, além das tecnologias de emissões líquidas zero. Segundo a Comissão, esse quadro poderá ser ampliado futuramente para incluir outras indústrias com “elevada intensidade energética”, como indústria química. A intenção é que, quando houver financiamento público na fabricação ou compra de carros elétricos e turbinas eólicas, por exemplo, uma parcela mínima seja destinada à produção na Europa.”
Fonte: Eixos; 04/03/2026
China revela plano para descarbonizar a economia, mas não chega a abandonar o carvão
“A China divulgou na quinta-feira um novo plano econômico de descarbonização que busca colocar seu programa de redução da intensidade de carbono novamente nos trilhos, principalmente confiando em seu setor renovável em expansão para limitar o consumo de carvão e conter as emissões. O novo plano quinquenal da China, divulgado na quinta-feira, previa que ela reduzisse sua intensidade de carbono, ou emissões de carbono por unidade de produto interno bruto, em 17% entre 2026 e 2030. Também estabeleceu metas para atingir o pico de carvão e substituir 30 milhões de toneladas métricas por ano de carvão por renováveis, mas não impôs limites gerais adicionais ao consumo de carvão. Durante o plano quinquenal que terminou no ano passado, a China reduziu sua intensidade de carbono em 12%, ficando abaixo da meta de 18%. Em 2026, planeja reduzir sua intensidade de carbono em cerca de 3,8%, segundo um relatório do principal planejador estatal da China, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC). A China afirmou que espera que suas emissões de carbono atinjam o pico antes de 2030.”
Fonte: Reuters; 05/03/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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