Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou a semana passada em forte alta, com o IBOV subindo 4,9% e o ISE 5,4%. O pregão de sexta-feira também terminou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 1,12% e 0,79%, respectivamente.
• No Brasil, (i) a Vale começará a construir, neste ano, uma usina de processamento de rejeitos e estéril com capacidade para produzir 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano – a usina, que deve entrar em operação a partir de 2027, faz parte da meta da empresa de reaproveitar matérias-primas antes rejeitadas e avançar em programa de economia circular; e (ii) após o recorde de 2025, as vendas de veículos eletrificados seguem em forte expansão no Brasil em 2026 – de acordo com a Fenabrave, no acumulado do primeiro trimestre de 2026, os eletrificados somaram 94.700 unidades, crescimento de 89% em relação ao mesmo período de 2025.
• No internacional, o primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, afirmou na sexta-feira que o país vai dobrar o apoio estatal para 10 bilhões de euros por ano até 2030, a fim de acelerar a transição do uso de petróleo, gás e seus derivados para a eletricidade – as medidas, que incluem o incentivo ao uso de veículos elétricos, visam reduzir a dependência da França de energia importada.
Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mail? Clique aqui.
Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!
Brasil
Empresas
Vale construirá nova usina para produzir minério de ferro com rejeitos de barragem, em MG
“A Vale começa a construir, neste ano, usina de processamento de rejeitos e estéril com capacidade para produzir 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Projeto faz parte de sua meta de reaproveitar matérias-primas antes rejeitadas e avançar em programa de economia circular. A usina deverá operar a partir de 2027, integrando projeto de descaracterização de uma barragem em Minas Gerais, informou a companhia à Reuters. A empresa, uma das maiores produtoras de minério de ferro do mundo, mais do que dobrou sua produção de minério de ferro a partir de estéril ou rejeito no ano passado, alcançando 26,3 milhões de toneladas, alta de 107% em relação a 2024, com cerca de 80% desse volume produzido em Minas Gerais. Até 2030, a companhia projeta que cerca de 10% de sua produção anual de minério de ferro venha de fontes circulares. O projeto será implantado na mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), que está paralisada desde 2016, e utilizará rejeitos da descaracterização da barragem Sul Superior, além de materiais de duas pilhas existentes na unidade, informou a empresa. O escoamento da produção ocorrerá pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). A construção da usina deve durar cerca de 19 meses, e a descaracterização da barragem Sul Superior está prevista para ser concluída em 2029. A estrutura integra o programa de mineração circular da Vale e foi desenhada para operar de forma integrada às obrasde descaracterização da barragem.”
Fonte: Valor Econômico; 10/04/2026
Gás Verde dribla a Guerra do Irã e mira a maior planta de biometano do mundo
“Enquanto o barril de petróleo Brent superava os US$ 120 e conflitos no Oriente Médio mantinham os mercados de energia e combustíveis em estado permanente de alerta, uma empresa brasileira assistia seu modelo de negócios escapar dessa turbulência. A Gás Verde, maior produtora de biometano da América Latina, cobra contratos indexados ao IPCA — sem exposição ao dólar ou ao Brent —, o que garantiu estabilidade de preços durante a crise mundial. A companhia, que está expandindo sua operação em novas regiões do país, planeja construir em Seropédica (RJ) o maior complexo de produção de biometano do mundo, com capacidade projetada de até 280 mil metros cúbicos/dia. A proteção cambial não é detalhe menor. Com o diesel superando R$ 7,30 em capitais e a metodologia de revisão tarifária do gás natural sendo atualizada trimestralmente, a pressão sobre os combustíveis fósseis tende a se intensificar nos próximos meses. “Quando o cliente firma contrato conosco, conseguimos ter uma base de custos atrelada ao IPCA. Isso se descola dos riscos internacionais de Brent e de dólar”, diz Eduardo Lima, diretor comercial da Gás Verde. A expansão mais imediata está em Igarassu, Pernambuco — primeira planta da empresa no Nordeste, já em construção e com operação prevista para o segundo semestre deste ano. Com capacidade de 45.600 metros cúbicos de biometano por dia, a unidade já tem mais de 60% da produção negociada antes mesmo de entrar em funcionamento.”
Fonte: Exame; 10/04/2026
PepsiCo reduz consumo de água em mais de 50% no Brasil
“A PepsiCo, fabricante de alimentos e bebidas, vem acelerando mudanças na forma como usa água, em meio à pressão crescente sobre o recurso no mundo. No Brasil, isso já aparece em um dado forte: a empresa reduziu em 52% o consumo de água na produção desde 2015, chegando a 2,15 litros por quilo de alimento nos últimos anos. Para alcançar esse resultado, a companhia tem investido principalmente em reuso. Tecnologias como biorreatores de membrana e osmose reversa permitem tratar a água usada nas fábricas e colocá-la de volta no processo produtivo. Em Itu (SP), por exemplo, isso representa uma economia de cerca de 18 milhões de litros por mês. Esse modelo já foi replicado em outras unidades, como Curitiba (PR) e Sete Lagoas (MG), com a ideia de reduzir tanto a captação de água da rede quanto o descarte de efluentes. No campo, onde está parte relevante do consumo, a empresa tem incentivado mudanças entre produtores de batata em estados como Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Sistemas de irrigação mais eficientes, como aspersão e miniaspersão, vêm sendo usados em áreas onde o pivô central não funciona bem, reduzindo perdas por evaporação. Os dados mais recentes mostram algum avanço: na safra 2023/2024, houve redução de 27% no uso de água em etapas como a lavagem da batata em comparação com anos anteriores. Além disso, 83% das operações já reutilizam água ao menos parcialmente, e 72% usam água da chuva.”
Fonte: Exame; 11/04/2026
Brasil registra alta de 89% nas vendas de carros eletrificados em 2026
“Após o recorde de 2025, as vendas de veículos eletrificados seguem em forte expansão no Brasil em 2026. De acordo com a Fenabrave, foram emplacadas 39.621 unidades em março, considerando apenas automóveis, resultado que confirma a aceleração da transição energética no país. Do total registrado no mês, 13.991 unidades correspondem a veículos 100% elétricos (BEVs), enquanto 25.630 são híbridos. A entidade agrupa nessa última categoria os modelos HEV, PHEV e MHEV, sem distinção entre os diferentes níveis de eletrificação. No acumulado do primeiro trimestre, o avanço é ainda mais expressivo. Os eletrificados somaram 94.700 unidades, crescimento de 89,23% em relação ao mesmo período de 2025. Desse total, os híbridos responderam por 63.865 emplacamentos, enquanto os elétricos alcançaram 30.835 unidades. Para uma análise mais detalhada e uma melhor divisão entre os tipos de propulsão, os dados da ABVE permitem identificar a composição tecnológica do mercado. Os modelos plug-in, que incluem BEVs e PHEVs, responderam por cerca de 75% das vendas do mês, deixando claro o avanço das tecnologias com recarga externa no mercado brasileiro.”
Fonte: Uol; 12/04/2026
Política
“Os produtores de etanol do Brasil estão prontos para aumentar a produção caso o governo eleve, ainda neste ano, a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, disseram representantes do setor, acrescentando que a produção caminha para um nível recorde. O governo brasileiro quer elevar a mistura de etanol para 32% no primeiro semestre do ano, afirmou nesta semana o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em meio à alta dos custos dos combustíveis fósseis, com o aumento do preço do petróleo após o conflito no Irã. “É um momento excelente para essa decisão, porque estamos no início da safra… as usinas estão na fase inicial de definição de seu mix de produção”, disse à Reuters Mauricio Muruci, analista de açúcar e etanol da consultoria Safras & Mercado. Uma mistura maior de etanol aumentaria a parcela da cana‑de‑açúcar processada para biocombustível no Brasil. A Safras & Mercado estima que a proporção de cana destinada à produção de etanol, em vez de açúcar, subiria para 54%, um ponto percentual acima da previsão anterior após os comentários do ministro, ante 51% na safra passada, afirmou Muruci. Com mais cana direcionada ao etanol e a contínua forte expansão do etanol de milho, a produção total no Brasil pode chegar a entre 44 bilhões e 44,5 bilhões de litros — um nível recorde e cerca de 15% superior ao da última safra, disse a Safras & Mercado.”
Fonte: Reuters; 10/04/2026
Internacional
Empresas
Ações de diversidade perdem força em empresas globais
“As diretrizes ESG nas empresas globais estão perdendo tração. O número de propostas ligadas a temas ambientais, sociais e de governança barrado nas assembleias corporativas saltou de 45, em 2024, para 111 em 2025, um aumento de 146,6%. Já o apoio dos acionistas ao debate das questões caiu de um patamar de 40% em 2021, para 20% em 2024, chegando a 115% dos sócios, no ano passado. O desmanche inclui programas de diversidade, equidade e inclusão (DE&I). Os dados fazem parte da pesquisa “Top Governance & Stewardship Trends for 2026” (“Principais tendências de governança e gestão responsável para 2026”), realizada pela ISS Toxx, multinacional de pesquisa e tecnologia para o mercado de capitais. O levantamento, que acaba de ser divulgado pelo Fórum sobre Governança Corporativa da Faculdade de Direito da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, analisou dados de 3.503 companhias listadas no S&P 500 e Russell 3000, dois dos principais índices de ações do mundo. O estudo abrange companhias de grande, médio e pequeno porte com atuação global,em todos os setores. “O principal ponto revelado pela pesquisa é o aumento significativo das barreiras à aprovação de propostas ESG apresentadas por acionistas nas assembleias de empresas com sede nos EUA”, destaca Paulo Saliby, fundador e CEO da consultoria especializada em remuneração estratégica SG Comp Partners, que analisou os dados do relatório para o Valor.”
Fonte: Valor Econômico; 11/04/2026
Nova arma das montadoras para combater a ansiedade com a autonomia dos carros elétricos
“As diretrizes Montadoras ocidentais estão apostando em uma tecnologia de nicho que permite que veículos elétricos rodem distâncias maiores com um pequeno motor, na tentativa de enfrentar concorrentes chineses sem desestruturar as cadeias de suprimento europeias. Os veículos elétricos com extensor de autonomia (range-extended EVs) ficam em um meio-termo entre os híbridos plug-in e os elétricos puros. Eles contam com um pequeno motor que atua apenas como gerador para recarregar a bateria, como ocorre em alguns híbridos. Isso significa que, segundo seus defensores, eles são mais eficientes na redução de emissões do que os híbridos convencionais. A chinesa Leapmotor é atualmente a única montadora que vende esses chamados veículos elétricos com extensor de autonomia na Europa. No entanto, Volkswagen, Renault e BMW estão entre as empresas que consideram oferecer essa tecnologia a consumidores que ainda não estão prontos para migrar totalmente para carros 100% elétricos. O motor elétrico dos veículos com extensor de autonomia é mais potente do que seus motores a combustão, o que lhes permite operar principalmente com energia elétrica. Eles contrastam com o que o presidente-executivo da Renault, François Provost, chamou de “híbridos plug-in de fachada”, que têm apenas uma curta autonomia elétrica. A montadora francesa anunciou recentemente que produzirá carros elétricos de médio porte em uma nova plataforma específica para EVs, que oferecerá 750 km de autonomia na versão totalmente elétrica e 1.400 km na versão com extensor de autonomia.”
Fonte: Financial Times; 13/04/2026
Política
França dobra subsídios à eletrificação para reduzir dependência de combustíveis fósseis
“A França vai dobrar o apoio estatal para 10 bilhões de euros (US$ 12 bilhões) por ano até 2030 para apoiar sua transição do uso de petróleo e gás e seus derivados para a eletricidade, disse o primeiro-ministro Sébastien Lecornu na sexta-feira. As medidas, que incluem o incentivo ao uso de veículos elétricos e a modernização dos sistemas de aquecimento residencial, têm como objetivo reduzir a dependência da França de energia importada, a fim de evitar disrupções como as causadas pela guerra no Irã, que interrompeu o envio de cargas de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz e destruiu parte da infraestrutura de energia no Golfo. “Hoje, 60% do nosso consumo de energia vem desses combustíveis fósseis importados, embora a energia produzida internamente seja três vezes mais barata”, disse Lecornu em um pronunciamento televisionado. “Enquanto continuarmos dependentes de petróleo e gás, continuaremos a pagar o preço das guerras dos outros, que infelizmente vão continuar e vão nos empobrecer”, acrescentou. Lecornu não especificou de onde virão os recursos, dizendo apenas que isso será feito sem dinheiro novo, para garantir que a França cumpra suas metas de déficit público.”
Fonte: Reuters; 10/04/2026
Canadá cria conselho para desenvolver taxonomia de finanças sustentáveis
“A iniciativa canadense de investidores focados em clima, Business Future Pathways (BFP), anunciou a nomeação, por um comitê independente, do novo Conselho de Taxonomia e Planejamento de Transição, criado para supervisionar o desenvolvimento e a aprovação de uma nova taxonomia de finanças sustentáveis no Canadá, o futuro sistema de categorização destinado a identificar investimentos verdes e de transição. Além de orientar o desenvolvimento da Taxonomia, o novo conselho também será responsável por supervisionar a criação de diretrizes de planejamento de transição climática para empresas canadenses. A criação do conselho ocorre após o anúncio do governo do Canadá, no fim do ano passado, de seus planos de lançar uma nova taxonomia de investimentos sustentáveis até o final de 2026, com o objetivo de estabelecer um conjunto de critérios para identificar investimentos elegíveis ao selo de “verde” ou de “transição”, permitindo que empresas emitam títulos verdes ou de transição e que investidores avaliem a credibilidade de produtos de investimento sustentável. O governo nomeou o Canadian Climate Institute (CCI) para liderar o desenvolvimento da Taxonomia, em parceria com a iniciativa de investidores Business Future Pathways.”
Fonte: ESG Today; 10/04/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!
![YA_2026_Banner_Intratexto_-_download[1]](https://conteudos.xpi.com.br/wp-content/uploads/2025/12/YA_Banner_Intratexto_-_download1.jpg)
