XP Expert

Huawei e Powersafe fecham contrato para baterias de armazenamento de energia no Brasil | Café com ESG, 19/03

Governador de Goiás assina memorando com os EUA sobre parceria em terras raras; Huawei e Powersafe fecham acordo para BESS no Brasil

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail
YA_2026_Banner_Intratexto_-_download[1]Onde Investir 2026 mobile

Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território negativo, com IBOV e o ISE recuando 0,43% e 0,48%, respectivamente.

• No lado das empresas, a Huawei, empresa de tecnologia, e a Powersafe, companhia de soluções de armazenamento de energia, assinaram um contrato para a comercialização de sistemas de baterias (em inglês, BESS) no mercado brasileiro – o objetivo do acordo é ampliar o portfólio de soluções energéticas inteligentes no país a partir de baterias. 

• Na política, (i) o ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, afirmou que o leilão de reserva de capacidade desta quarta-feira (18) vai dar segurança energética ao país ao longo da próxima década – em entrevista coletiva, ele afirmou ainda que este “talvez seja o último leilão de térmicas de fontes não renováveis ou não limpas”, dada a transição energética em andamento no país; e (ii) o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, assinou um memorando de entendimento entre seu Estado e o governo dos EUA para estabelecer uma parceria na exploração de minerais críticos e terras raras – o acordo afirma buscar cooperação mútua para pesquisa e capacitação.

Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mailClique aqui.
Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Huawei e Powersafe fecham parceria para soluções de armazenamento de energia no Brasil

“A Huawei, empresa de tecnologia, e a Powersafe, companhia de soluções de armazenamento de energia, assinaram um contrato para a comercialização de sistemas de baterias (em inglês, BESS — Battery Energy Storage Systems) no mercado brasileiro. O objetivo do acordo é ampliar o portfólio de soluções energéticas inteligentes no país a partir de baterias, a fim de elevar a segurança no sistema elétrico e atender às demandas dos consumidores. Segundo as companhias, há uma crescente demanda por soluções de armazenamento no país. As empresas citam a necessidade de elevação da confiabilidade e resiliência energética em ambientes comerciais e o crescimento de projetos de geração distribuída com demanda por armazenamento inteligente. A meta é alavancar a adoção de BESS no país por meio de um ecossistema sustentável, que permita aos clientes reduzir custos operacionais e tarifários, além de ter uma gestão inteligente de consumo e maior autonomia energética.”

Fonte: Eixos; 18/03/2026

Nildemar sai, Inpasa entra: o novo conselho da Vibra

“A Vibra Energia propôs uma nova chapa para seu conselho de administração, garantindo um assento para a Inpasa, a gigante do etanol de milho que já é dona de 10% da companhia. A Previ, que tem cerca de 9% do capital e estava com dois conselheiros depois da saída de Ronaldo Cezar Coelho do board, volta a ter apenas um representante. Outro conselheiro de saída é Nildemar Secches, o ex-CEO da Perdigão e ex-chairman da BRF, que estava no board desde sua primeira configuração, quando a empresa se tornou uma full corporation em 2021. No lugar dos dois, entrarão Eder Lopes, o CEO da Inpasa e filho do fundador, José Odvar Lopes; e Flávia Bittencourt, a ex-CEO da Sephora no Brasil e hoje chefe da Adidas na América Latina. Flávia também está nos conselhos da TIM Brasil e da RD Saúde, a dona das drogarias Raia e Drogasil, e já foi conselheira da BRF, Lojas Marisa e Oncoclínicas. A indicação da executiva teve a ver com o desejo da Vibra de ter no board uma mulher com perfil executivo e experiência como CEO — além de trazer um histórico de varejo num momento em que a Vibra quer repensar o formato e a funcionalidade de suas lojas BR Mania.”

Fonte: Brazil Journal; 18/03/2026

Consumidores de energia e ambientalistas criticam resultado do LRCAP

“Entidades ligadas aos consumidores de energia e ambientalistas manifestaram contrariedade com o resultado do 2º Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), realizado nesta quarta-feira (18/3), devido aos altos custos envolvidos na contratação – e com a vitória de três termelétricas a carvão. Ao todo, o certame contratou 18,977 GW de potência, com um deságio de 5,52% e um custo de R$ 38,9 bilhões por ano – valor relativo à receita fixa anual ao qual as usinas vencedoras terão direito ao longo da vigência dos contratos. O Ministério de Minas e Energia (MME) estima uma economia de R$ 33,6 bilhões para os consumidores de energia elétrica ao longo do horizonte dos contratos firmados. “Temos um parque termelétrico sobretudo com contratos antigos, que carregam inflexibilidade, unit commitment, requisitos operativos defasados, e que agora será substituído e isso terá um impacto muito agressivo na tarifa do consumidor”, disse o secretário-executivo do MME, Gustavo Ataíde, durante coletiva de imprensa sobre o resultado do leilão. O ministro Alexandre Silveira também celebrou, ao dizer que o leilão marca um “dia histórico para o setor elétrico brasileiro”, ao garantir segurança energética e modicidade tarifária.”

Fonte: Eixos; 18/03/2026

Publicação de decretos para hidrogênio é prioridade na agenda do setor para 2026

“Com marcos legais aprovados desde 2024, a indústria brasileira de hidrogênio cobra regulamentação para poder definir investimentos e aproveitar janela de oportunidade no mercado internacional. Na terça (17/3), a Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (Abihv) lançou, na Câmara dos Deputados, a Agenda Estratégica 2026 do setor em busca de articulação política para avançar com pautas prioritárias ainda no primeiro semestre. A principal demanda, conta a diretora-executiva da Abihv, Fernanda Delgado, é a publicação dos decretos presidenciais que regulamentam as leis 14.948 e 14.990, ambas de 2024. Há meses o governo promete a publicação para “as próximas semanas” e o mercado demonstra preocupação com a demora, já que o acesso aos incentivos fiscais tem prazo de validade. “O grande desafio de 2026 é concluir a regulamentação infralegal do marco do hidrogênio de baixa emissão de carbono. Essa etapa é essencial para viabilizar as decisões finais de investimento e dar segurança aos projetos”, afirma Delgado.”

Fonte: Eixos; 18/03/2026

Brasil mira COP31 para exportar soluções verdes com protagonismo do setor privado

“Apesar do cenário geopolítico turbulento, a agenda climática brasileira vive seu momento mais intenso. A presidência da COP30, liderada pelo embaixador André Corrêa do Lago, trabalha a todo vapor: são seis prioridades, oito meses e uma COP31 na Turquia como prazo para implementar as 56 decisões aprovadas por consenso no Mutirão. Os números revelam o tamanho do desafio, e ao mesmo tempo, da maior aposta: transformar as 143 metas climáticas e 84 planos de adaptação que saíram de Belém em entregas concretas e escaláveis. Nos bastidores, uma pergunta ronda a sociedade e os corredores em Brasília: e depois das eleições deste ano, quem garante manter acesa a chama da agenda de ação, maior legado da COP30? É nesse contexto que o setor privado entra como protagonista e como garantia de continuidade, independentemente do resultado das urnas. “A passagem para a implementação ganhou força e estamos vendo que essa liderança depende dessa mobilização ativa das empresas”, disse Corrêa do Lago, em conversa com jornalistas nesta quarta-feira, 18. O presidente da COP30 esteve presente no lançamento de um estudo pioneiro da C.A.S.E. (coalizão formada por Bradesco, Itaúsa, Itaú Unibanco, Marcopolo, Natura, Nestlé e Vale) sobre o potencial global das soluções verdes brasileiras.”

Fonte: Exame; 18/03/2026

EUA fazem apelo aos setores público e privado para acelerar extração de terras raras no Brasil

“Lideranças empresariais e governamentais dos Estados Unidos fizeram um apelo, nesta quarta-feira (18), por maior cooperação entre os setores público e privado na aceleração de investimentos na extração de terras raras e processamento de minerais críticos no Brasil. As falas foram feitas no Fórum Brasil-EUA sobre o tema, organizado pela embaixada e consulados dos EUA no Brasil, Amcham Brasil, Citi e pela câmara de comércio dos EUA, com apoio do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). “O Brasil é uma das superpotências que são subvalorizadas. Existem vantagens no Brasil em relação a minerais críticos. Existe uma abertura para investimento estrangeiro e a estrutura jurídica aqui é forte, e estamos ajudando nesse processo de mudança. Além disso, 80% do que precisamos será feito pelo setor privado. O setor privado do Brasil é nosso principal aliado. Por isso, estamos trabalhando para que oficiais americanos entrem em contato com todas as empresas aqui”, disse Gabriel Escobar, encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.”

Fonte: Valor Econômico; 18/03/2026

Silveira diz que Leilão de energia desta quarta-feira talvez seja o último de fontes não renováveis

“O ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, afirmou que o leilão de reserva de capacidade desta quarta-feira (18) vai dar segurança energética ao país ao longo da próxima década. Ele disse ainda tratar-se da maior contratação de usinas termelétricas da história. Em entrevista coletiva, ele afirmou ainda que este “talvez seja o último leilão de térmicas de fontes não renováveis ou não limpas”, dada a transição energética em andamento no país. O ministro disse também que a contratação desta quarta-feira garante modicidade tarifária, já que as térmicas emergenciais que são contratadas no modo “merchant” (sem contratos de venda de longo prazo) são mais caras do que estas, que estão sendo contratadas antecipadamente. Em relação aos preços de combustíveis – sob efeito da guerra no Oriente Médio, com alta do petróleo e de derivados –, Silveira afirmou que o governo tem atuado com medidas para além dos tributos, já que tem combatido o que chamou de “crime contra a economia popular” em referência aos cartéis no varejo de combustíveis.”

Fonte: Valor Econômico; 18/03/2026

Fazenda propõe corte de ICMS e ajuda a Estados no diesel importado

“O Ministério da Fazenda propôs ontem aos Estados reduzir a zero o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel importado, de forma a mitigar os impactos no preço dos combustíveis decorrentes dos conflitos no Oriente Médio. A proposta prevê que a União compensará 50% da renúncia fiscal dos entes. Secretários de Fazenda ouvidos pelo Valor avaliam que a proposta enfrenta desafios operacionais, dúvidas jurídicas e questionamentos quanto à sua eficácia. Eles decidiram aprofundar a análise da medida, e a decisão deve ser tomada até 27 de março, em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em São Paulo. A medida, apresentada ao Confaz, seria válida até 31 de maio, com impacto estimado de R$ 3 bilhões por mês – dos quais R$ 1,5 bilhão seria arcado pela União, e o restante, pelos Estados. Portanto, para o governo federal e para os Estados, o custo total seria de R$ 3 bilhões, considerando a vigência por dois meses. A iniciativa não se aplica ao diesel nacional.”

Fonte: Valor Econômico; 18/03/2026

Governador de Goiás assina memorando com os EUA para acelerar exploração de terras raras

“O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), assinou na manhã desta terça-feira (18) um memorando de entendimento entre seu Estado e o governo dos Estados Unidos para estabelecer uma parceria na exploração de minerais críticos e terras raras. O documento foi firmado no Consulado Geral dos EUA, em São Paulo, com o encarregado de negócios da embaixada americana, Gabriel Escobar. Vale destacar que o documento não cria obrigações legais para as partes. No caso, a gestão estadual classifica o memorando como uma “declaração de intenções de boa-fé”, segundo nota divulgada à imprensa. O acordo afirma buscar cooperação mútua para pesquisa e capacitação em um “ambiente regulatório competitivo”. No entanto, o memorando não detalha como a cooperação ocorreria e nem o tipo de benefício fiscal que as empresas mineradoras receberiam. Após a assinatura, o mandatário participou do Fórum Brasil-EUA sobre o tema, organizado pela embaixada e consulados dos EUA no Brasil, Amcham Brasil, Citi e pela câmara de comércio dos EUA, com apoio do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).”

Fonte: Valor Econômico; 18/03/2026

Internacional

Líderes da UE buscam soluções rápidas para o aumento dos preços da energia em meio à guerra no Irã

“Os líderes da União Europeia tentarão encontrar soluções rápidas para conter a alta nos preços da energia causada pela guerra do Irã quando se reunirem para uma cúpula na quinta-feira, mas têm poucas opções fáceis. A forte dependência da Europa das importações de energia faz com que o continente esteja fortemente exposto a preços altos causados pelo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito. Os preços da gasolina na Europa aumentaram mais de 60% desde o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. “Isso, mais uma vez, confirma que a principal estratégia da UE é garantir a descarbonização das indústrias”, disse ao ministro de Energia da Lituânia, Zygimantas Vaiciunas, à Reuters, referindo-se aos planos da Europa de substituir os combustíveis fósseis por fontes de energia locais e de baixo carbono nos próximos anos. No curto prazo, porém, “não existe um único instrumento ou bala de prata que facilmente enfrente esse desafio”, acrescentou.”

Fonte: Reuters; 19/03/2026

Tribunal mantém o rótulo de financiamento verde da Comissão da UE para bioenergia

“O segundo tribunal mais alto da União Europeia rejeitou na quarta-feira um recurso que buscava forçar a Comissão Europeia a revisar sua decisão de rotular investimentos em bioenergia como sustentáveis, em um caso movido por grupos de campanha que argumentaram que o combustível não é suficientemente amigável ao clima para merecer o rótulo. Em sua decisão, a Corte Geral do Tribunal de Justiça da UE apoiou plenamente a Comissão e manteve todas as partes de sua decisão. Os juízes concluíram que a Comissão não poderia ser culpada por recusar alinhar os critérios de “taxonomia” às obrigações dos acordos climáticos de Paris além do que a legislação da UE exige. A bioenergia é obtida da queima de madeira ou outra biomassa, como resíduos de culturas e resíduos animais. Junto com a energia eólica e solar, está entre as fontes de energia rotuladas como sustentáveis pelo sistema taxonomático da UE, que restringe quais investimentos podem ser rotulados como amigáveis ao clima.”

Fonte: Reuters; 19/03/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
.


Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies (gerencie suas preferências de cookies) e a nossa Política de Privacidade.