Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de terça-feira em território neutro, com o IBOV e o ISE andando de lado (+0,05% e -0,02%, respectivamente).
• No Brasil, (i) a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou, mais uma vez, a decisão sobre a regulamentação dos sistemas de armazenamento de energia elétrica – a discussão acontece em meio à expectativa do mercado quanto à realização do primeiro leilão de reserva de capacidade com a participação de baterias; e (ii) a ADL Mineração, empresa privada brasileira voltada ao segmento de minerais críticos, realizou a sua primeira exportação de monazita, mineral rico em elementos de terras raras (cério, lantânio, neodímio), para o Canadá – a expectativa da ADL é exportar entre 500 e 1.000 toneladas de monazita até o final de 2026, com destino também a outros mercados, como EUA.
• No internacional, a China deu início às obras da usina solar térmica parabólica de maior altitude do mundo, no Planalto do Tibete – o complexo, que surge em um momento de crescente instabilidade no fornecimento global de energia, deve entrar em operação plena em 2027.
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Brasil
Empresas
Aneel adia novamente decisão sobre regras para sistemas de armazenamento de energia
“A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou, mais uma vez, a decisão sobre a regulamentação dos sistemas de armazenamento de energia elétrica. O julgamento foi interrompido após pedido de vista do diretor Willamy Frota, que solicitou mais tempo para aprofundar a análise do tema. A discussão acontece em meio à expectativa do mercado quanto à realização do primeiro leilão de reserva de capacidade com a participação de baterias. A consulta pública do leilão foi lançada pelo Ministério de Minas e Energia em novembro de 2025. O pedido foi feito após o diretor Fernando Mosna apresentar novo voto-vista. O diretor manteve na proposta que o sistema de armazenamento autônomo deve arcar unicamente com tarifas próprias de geração, ao injetar a energia na rede, afastando a chamada “dupla tarifação”. O encaminhamento já estava previsto no voto apresentado em março, sob argumento de que impor ao agente de armazenamento tarifas tipicamente associadas ao uso da rede para consumo resultaria na internalização desse ônus na formação dos preços a serem ofertados no leilão, com provável elevação.”
Fonte: Valor Econômico; 07/04/2026
Petrobras pede ao Ibama autorização para perfurar mais três poços na Foz do Amazonas
“A Petrobras pediu ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) permissão para perfurar três poços contingentes ao poço principal, Morpho, autorizado anteriormente pelo órgão, no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, no Amapá. Segundo o processo, ao qual o Valor teve acesso, os poços já estavam previstos no licenciamento ambiental da perfuração em andamento. O pedido foi feito pela estatal na semana passada. Os três poços contingentes foram denominados como Manga, Crotalus e Extensão (PAD) de Morpho – eles seriam nomeados como inicialmente como Manga, Maracujá e Marolo. O poço Manga está localizado a 173 quilômetros da costa, com perfuração estimada em 160 dias, a uma profundidade de 2.811 metros. O poço Extensão (PAD) de Morpho será perfurado a 181 quilômetros da costa, também com duração de 160 dias. A profundidade prevista é de 2.991 metros. Crotalus estará a 174 quilômetros da costa, com perfuração por 150 dias estimados e a uma profundidade de 2.914 metros.”
Fonte: Valor Econômico; 07/04/2026
Marcelo Gasparino renuncia à presidência e ao assento do conselho da Oncoclínicas
“A Oncoclínicas disse nesta terça-feira (7) que recebeu pedido de renúncia de Marcelo Gasparino da presidência do conselho de administração e do assento no colegiado da companhia. Segundo a empresa, tendo em vista que a eleição do atual conselho ocorreu pelo sistema de voto múltiplo, a saída de Gasparino implica na destituição dos demais membros do colegiado. Nesse sentido, a eleição dos novos membros do conselho de administração da Oncoclínicas será deliberada na assembleia geral extraordinária previamente convocada para o próximo dia 30 de abril. Gasparino era membro do colegiado da Oncoclínicas desde a assembleia anual realizada em 2025 e assumiu a presidência do órgão deliberativo no ultimo mês de janeiro após indicação da acionista Latache.”
Fonte: Valor Econômico; 07/04/2026
ADL Mineração realiza primeira exportação privada de terras raras em décadas
“A ADL Mineração, empresa privada 100% brasileira voltada ao segmento de minerais críticos, realizou a sua primeira exportação de monazita para o Canadá. O mineral é rico em elementos de terras raras (cério, lantânio, neodímio) e tório. A relevância da monazita tem crescido no cenário internacional em função de sua aplicação em cadeias produtivas críticas, como a fabricação de ímãs permanentes de alta potência, utilizados em veículos elétricos e turbinas eólicas, além de componentes eletrônicos, telas, equipamentos de defesa e aplicações nucleares. Nesse contexto, o domínio sobre a produção e comercialização desses insumos tem sido tratado como questão geopolítica por potências econômicas e já entrou nos discursos dos pré-candidatos a presidência do Brasil. O embarque de um contêiner marca a retomada da exportação privada desse tipo de material no país após um longo intervalo.”
Fonte: Eixos; 07/04/2026
Na crise da Ambipar, a Cetrel está rindo à toa
“Desde que foi fundada 48 anos atrás, a Cetrel se tornou a segunda maior empresa brasileira do setor ambiental, prestando serviços que vão do fornecimento de água até a gestão de resíduos da indústria, passando pela resposta a emergências. Agora, a companhia controlada pelo Grupo Solví (que opera alguns dos maiores aterros do País) está se preparando para um novo ciclo de crescimento — turbinado em boa parte pela crise da Ambipar, sua principal concorrente. A Cetrel nasceu originalmente para atender as empresas do polo petroquímico de Camaçari na gestão de seus resíduos. Além de clientes, as empresas eram os acionistas do negócio. Em 2017, o negócio foi vendido para a Braskem, que o repassou ao grupo Solví dois anos atrás por R$ 284 milhões. Hoje, ela já é o segundo player nos três mercados em que opera, faturando cerca de R$ 1 bilhão no ano passado e atendendo mais de mil clientes. A Ambipar – a líder do segmento – fatura algo em torno de R$ 2 bilhões nas mesmas verticais. A dúvida é até quando esse faturamento vai se sustentar.”
Fonte: Brazil Journal; 07/04/2026
Política
Casa Civil tenta organizar ofensiva sobre minerais críticos
“A Casa Civil criou um grupo interministerial para organizar e encaminhar sugestões ao parecer do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP) ao projeto de lei 2780/2024, sobre a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, apurou a eixos. A apresentação do relatório estava prevista para esta terça (7/4), mas o relator confirmou o adiamento por duas semanas para atender um pedido do governo. O interesse do Executivo pelo texto vem aumentando nos últimos meses. O tema ganhou impulso, ainda em 2025, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançar mão de tarifas sobre o comércio internacional como arma para forçar acordos internacionais visando a garantia de suprimento. Os recursos de minerais críticos e terras raras são essenciais para fabricação de equipamentos de energia, eletrônicos, veículos e defesa. Mas a cadeia de processamento é concentrada na China, responsável por cerca de 80% do beneficiamento mundial de lítio e terras raras, por exemplo, o que tem levado grandes economias a buscarem alternativas para reduzir sua dependência.”
Fonte: Eixos; 07/04/2026
Setor de biodiesel cria entidade e vai debater qualidade do produto
“A indústria de biodiesel está se movimentando para tentar romper a resistência histórica que existe entre outros elos da cadeia, como distribuidores de combustíveis e fabricantes de automóveis, em relação à qualidade do biocombustível brasileiro e à sua mistura ao diesel fóssil. Abrir o debate com esses agentes deverá ser uma das prioridades da AliançaBiodiesel, organização lançada nesta quarta-feira (8) pela Associação das Indústrias Brasileiras de Óleos Vegetais (Abiove) e Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio). Embora a Lei do Combustível do Futuro tenha previsto um aumento escalonado da adição do biodiesel ao diesel até 25%, são constantes as críticas dos distribuidores, revendedores de combustíveis e fabricantes de automóveis de que o aumento do percentual do biodiesel acelera o desgaste dos motores.”
Fonte: Globo Rural; 08/04/2026
Internacional
Empresas
Ao tirar foco dos veículos elétricos, Honda também fica sem opções de novos modelos nos EUA
“Ao abandonar a priorização dos carros elétricos, a Honda terá enormes prejuízos e também a falta de novos modelos para o importante mercado norte-americano. A situação alimenta especulações sobre cortes nos dividendos. Com a Honda encerrando o desenvolvimento de diversos veículos elétricos, analistas de mercado apontam para a possibilidade de nenhum novo modelo principal ser lançado na América do Norte em 2026. “Não haverá uma versão totalmente redesenhada de um modelo principal até o SUV CR-V em 2027″, afirmou Koji Endo, da SBI Securities. Se não fosse pela forte queda na demanda por veículos elétricos, impulsionada por mudanças nas políticas de diversos países, a Honda teria lançado vários veículos elétricos nos próximos dois anos, substituindo os modelos a gasolina. O foco exclusivo da Honda em veículos elétricos também deixou marcas em seu desenvolvimento de produtos.”
Fonte: Valor Econômico; 08/04/2026
Política
“O ministério da energia da Indonésia emitiu um decreto ministerial estabelecendo o cronograma para a implementação de seu mandato de mistura de biocombustíveis, disse um funcionário na quarta-feira, enquanto tenta cumprir suas metas de transição energética e autossuficiência. Afirmou que, até 2028, todos os usuários de biodiesel passarão para o padrão B50, que inclui combustível à base de óleo de palma com 50%. A Indonésia, maior produtora mundial de óleo de palma, originalmente planejava implementar uma mistura obrigatória de “pelo menos” 40% de biodiesel à base de palma misturado com 60% de diesel convencional em 2026, segundo o decreto assinado em 3 de março. Desde então, a Indonésia anunciou que lançará um programa para aumentar a taxa obrigatória de mistura de biodiesel à base de palma de 40% para 50%, um padrão conhecido como B50, a partir de 1º de julho. A implementação inicial da B50 fazia parte de um plano governamental mais amplo para mitigar riscos decorrentes da guerra no Irã.”
Fonte: Reuters; 08/04/2026
A Malásia planeja expansão gradual do programa de biodiesel, diz o ministro
” A Malásia planeja expandir seu programa de biodiesel B20 à base de palma em todo o país em fases, levando em conta a sensibilidade ao preço do óleo de palma em relação aos preços do petróleo, disse o Ministro das Plantações e Commodities na terça-feira. A Malásia, a segunda maior produtora mundial de óleo de palma, atualmente impõe um mandato de 10% de biodiesel – ou B10 – para o setor de transporte, embora um mandato de 20% de biodiesel tenha sido implementado no território federal de Labuan, na ilha de Langkawi e no estado de Sarawak, excluindo a cidade de Bintulu. No entanto, o aumento vertiginoso dos preços do petróleo bruto, impulsionado pela guerra no Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, renovou a pressão sobre o governo para acelerar o programa de biodiesel. Em resposta a perguntas da Reuters, Noraini Ahmad disse que o governo permanece comprometido em implementar iniciativas para aumentar progressivamente o uso de misturas de biodiesel ao longo do tempo.”
Fonte: Reuters; 07/04/2026
China ergue usina solar no teto do mundo em meio à crise energética global
“A China deu início às obras da usina solar térmica parabólica de maior altitude do mundo, no Planalto do Tibete. O complexo, localizado no condado de Dangxiong, a 4.550 metros acima do nível do mar, combina uma planta de energia solar concentrada de 50 megawatts com um sistema fotovoltaico de 400 megawatts — e deve entrar em operação plena até 2027. O projeto surge em um momento de crescente instabilidade no fornecimento global de energia. Variabilidade climática e tensões geopolíticas — incluindo os conflitos em curso no Oriente Médio — têm pressionado países a buscar fontes mais confiáveis e diversificadas de eletricidade. A expansão renovável em regiões de alta altitude forma o núcleo da estratégia chinesa para garantir segurança energética e reduzir a volatilidade do setor. A planta utiliza tecnologia de calha parabólica com óleo como fluido de transferência de calor, cobrindo 242.000 metros quadrados distribuídos em 68 laços coletores.”
Fonte: Exame; 07/04/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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