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Caixa Seguridade (CXSE3): Solidez nas principais linh

Análise do resultado da Caixa Seguridade do 4T25.

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A Caixa Seguridade entregou mais um trimestre sólido e encerrou 2025 com resultados recordes, apesar da contínua pressão em crédito prestamista. O lucro líquido gerencial atingiu R$1.125 milhões no 4T25 (+6% A/A; -1% T/T; -1,3% vs. XPe), com ROE de 70,4% no trimestre. Os resultados foram sustentados pelo forte momentum em Habitação e Residencial, desempenho resiliente em Vida e sólido crescimento nos negócios de Acumulação (Previdência, Letras de Crédito e Títulos de Capitalização). O índice de sinistralidade de seguros alcançou 22,0% (+380 bps A/A) no trimestre, ainda pressionada pelo crédito prestamista. O resultado financeiro cresceu 62% A/A, apoiado por maiores saldos médios e pela alta da Selic, enquanto o índice de combinado anual melhorou 0,9 p.p. A/A e o índice de despesas administrativas (IDA) permaneceu praticamente estável A/A (ex-Rouanet). Destacamos que a companhia aprovou R$990 milhões em dividendos em 30 de janeiro de 2026, levando a distribuição total de 2025 a R$3,93 bilhões (payout de 91%), reforçando seu forte perfil de retorno ao acionista. Em linhas gerais, o desempenho trimestral e do ano cheio sustenta nossa visão construtiva. Reiteramos a recomendação de Compra e o preço‑alvo de R$20,0/ação.

Os prêmios emitidos totalizaram R$2,44 bilhões no 4T25 (-3,3% A/A; -3,6% T/T). O crescimento seguiu disseminado fora Prestamista: Habitação (+10,6% A/A), Residencial (+24,0% A/A) e Vida (+1,0% A/A). Assistência apresentou desempenho negativo de -15,4% A/A. Por outro lado, observamos uma forte queda em Prestamista (-56,2% A/A), dado que as vendas de crédito consignado INSS foram suspensas no fim do ano. Habitação representou ~43% dos prêmios emitidos no trimestre (R$1,04 bilhão), enquanto Residencial (R$301 milhões) registrou mais um ritmo recorde, apoiado por apólices plurianuais e maiores taxas de renovação.

O Programa de Equipes de Vendas manteve forte engajamento ao longo de 2025, encerrando o ano com 25.009 colaboradores e 4.585 parceiros certificados. Os Negócios de Distribuição geraram R$2,5 bilhões (+5,5% A/A), sendo 64,7% provenientes de Seguros e 35,3% de produtos de Acumulação, reforçando a relevância do programa como importante alavanca comercial.

A sinistralidade ficou em 22,0% no 4T25, o menor nível trimestral de 2025 (-1,8 p.p. T/T), impulsionada por menor volume de sinistros em Habitação, enquanto Prestamista segue pressionado. No acumulado do ano, a sinistralidade recuou para 23,9% (-5,8 p.p. A/A), normalizando após as enchentes de 2024 no Sul do Brasil.

A Previdência Privada continuou em expansão. As reservas ao fim do ano atingiram R$199,4 bilhões (+15,3% A/A), com captação líquida de R$3,7 bilhões em 2025, apoiada por fluxos recordes de portabilidade de entrada e campanhas direcionadas. A taxa média de administração apresentou leve queda na comparação anual, refletindo um mix de fundos mais conservador.

Capitalização manteve forte momentum. A receita de 4T25 foi de R$165 milhões (+15,1% A/A; +2,2% T/T), coroando um ano recorde (+27,1% A/A em arrecadação), impulsionado pelo produto de Pagamento Mensal (PM) e por efeitos de “stacking”.

Consórcio voltou a apresentar forte crescimento: no acumulado do ano, as cartas de crédito vendidas totalizaram R$23,2 bilhões (+20,3% A/A), enquanto o estoque da carteira avançou para R$48,2 bilhões (+46,1% A/A). As receitas de taxa de administração somaram R$1,09 bilhão em 2025 (+25,8% A/A).

Os negócios de Acumulação (Previdência, Consórcio e Capitalização) geraram, em conjunto, R$990 milhões em receita operacional no 4T25 (+12,5% A/A), com Previdência como principal contribuição, seguida por Consórcio e Capitalização.

O Índice de Despesas Administrativas (IDA) foi de 11,1% em 2025 (+0,01 p.p. A/A) e de 12,9% no 4T25 (+0,8 p.p. A/A), refletindo despesas sazonais nas investidas. Ex‑Rouanet, o IDA teria sido de 10,8% no ano e 12,1% no 4T25. O Índice Combinado (IC) de 2025 melhorou para 57,9% (-0,9 p.p. A/A), enquanto o Índice Combinado Ampliado (ICA) também recuou 2,0 p.p. A/A, apoiado por resultados financeiros mais fortes.

A Receita Operacional atingiu R$1,49 bilhão no 4T25 (+4,3% A/A; -1,5% T/T em relação ao recorde do 3T). O mix seguiu liderado por MEP (equity‑method respondendo por ~57% em 2025), com o restante vindo de receitas de corretagem. As receitas de corretagem somaram R$623 milhões no 4T25 (-6,9% A/A), refletindo a desaceleração em Prestamista, parcialmente compensada por Habitação/Residencial, Consórcio e Capitalização.

O Resultado Financeiro totalizou R$57 milhões no 4T25 (+62,1% A/A; +11,4% T/T), beneficiando‑se da Selic mais alta e de maiores saldos médios de investimentos; o portfólio consolidado de investimentos encerrou 2025 em R$15,8 bilhões (46% pós‑fixado, 31% pré‑fixado, 17% atrelado à inflação, 7% outros), com retorno em 12 meses de ~13,3% (~92,6% do CDI).

O Lucro Líquido Gerencial atingiu R$1,12 bilhão no 4T25 (+6,4% A/A; -1,3% T/T). A taxa efetiva de imposto foi favorecida pelo resultado financeiro e pelo mix; o ROE do 4T25 foi de 70,4% (+2,9 p.p. A/A). Em 30 de janeiro de 2026, o Conselho aprovou R$990 milhões em dividendos a partir de reservas de lucros, levando as distribuições de 2025 a R$3,93 bilhões (payout de 91,1%). O dividend yield anualizado no fim do ano foi de ~8,8%.

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