Recap Semanal (8/03): O problema do baixo crescimento estrutural do Brasil

Sua análise semanal de mercado e impactos pelo time da XP Private Investment Team



Toda decisão tem sua consequência. Como diz a música, “cada escolha, uma renúncia, isso é a vida”. O Brasil tem ignorado as consequências da má gestão fiscal e a reação tem sido baixo crescimento, inflação alta e alto custo da dívida pública.

A má gestão da crise da saúde, seja na administração da estrutura médica hospitalar, na inoperância na implementação dos protocolos e lockdowns adequados ou na antecipação na compra de quantidade suficiente para implementação do programa de imunização nacional, tem trazido consequências fiscais graves, com mais gastos junto com mais endividamento, mais inflação e mais juros.

A inconsequência fiscal não fica restrita ao Executivo. A PEC emergencial com um extra teto foi aprovada na semana passada no Senado e agora vai para votação na Câmara, onde deve ser, provavelmente, aprovada na próxima semana.

Apesar de não ter prosperado a articulação no Senado de tentar excluir também o Programa Bolsa Família, o teto foi flexibilizado ao retirar os R$45 bilhões, referentes à extensão do auxílio emergencial. A PEC dos gatilhos aprovada foi desidratada e ficou longe daquela desejada meses atrás. No final de tudo, o arcabouço fiscal não melhorou e a situação fiscal se deteriorou ainda mais.

Tanto o Executivo como o Legislativo parecem não ter a compreensão que a relação dívida/PIB atingirá 95% no próximo ano e existe risco real da sua trajetória se tornar insustentável. Segundo projeções atualizadas, a dívida do país apenas se estabilizará em 2030, perto de 105% do PIB.

Mas existem riscos e aqui vale a famosa frase do Warren Buffett, “só quando a maré baixa que você descobre quem estava nadando nu.” Quando o excesso de liquidez começar a ser drenado e o ambiente de juros começar a se normalizar no mundo a capacidade de financiamento será mais difícil para o Brasil. Se agora a situação já está complicada para os ativos brasileiros, imagina quando o tempo virar.

Como já falamos aqui, assim como no  conto “Os Três Porquinhos” o Brasil tem se parecido com porquinho brincalhão que constrói sua casa com palha. Em algum momento o tempo virará e teremos vento e chuva. Estamos brincando e sendo irresponsáveis, ignorando as consequências. A desvalorização acentuada do Real tem dado clara sinalização das péssimas escolhas que o país tem tomado.

Temos mantido nossos portfólios underweight em risco de uma maneira geral, tanto em renda fixa indexada à inflação, como em renda variável Brasil, com proteções no Ibovespa e em S&P, comprado em dólar, além de uma posição comprada em juros americanos de 10 anos. O baixo crescimento, alta inflação e altos juros no Brasil tem nos incentivado nos últimos dias a elevar posição em NTN-B 2026, mais curta que embute menos risco fiscal, e permanecer mais leve em bolsa. Já na parte global, onde vemos crescimento firme e sustentável, temos privilegiado a renda variável. Onde vemos crescimento o melhor ativo é a bolsa, onde vemos juros mais altos, privilegiamos renda fixa.

Private Investment Team

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