Recap Semanal (12/04): Disciplina de risco e juros compostos como o grande aliado no tempo

Sua análise semanal de mercado e impactos pelo time da XP Private Investment Team



Repetimos muito que gestão de risco é a essência da gestão de recursos. Disciplina na gestão é essencial para sobrevivência nesse jogo de repetição.

Dado que o nosso negócio é repetir incansavelmente nossos processos, que vão sendo aperfeiçoados, replicando, de forma disciplinada, as estratégias com inteligência de análise e debate intelectualmente honesto, a condição básica para isso funcionar é que permaneçamos repetindo essa dinâmica todos os dias, meses e anos.

Para isso, evitar o risco ruína ou perda permanente é chave para permanecermos no jogo todos os dias e entregar retornos consistentes.

O tempo é um grande aliado, mas sem a disciplina da constante análise de risco, seguindo fielmente os nossos processos,   juntamente com constante e profunda análise de cenários, seríamos jogados para fora do jogo e não conseguiríamos gerar performance em cima de performance, o que no longo prazo é o que faz a diferença. O tal do juros compostos são, sim, a oitava maravilha do mundo.

Mas, para eles se concretizarem, precisamos de disciplina na análise de risco.

Nossa filosofia de investimento acredita que o processo somado à inteligência sendo repetidos, disciplinadamente, gera retornos com risco favorável, que, com o tempo compondo esses altos retornos, é imbatível no longo prazo.

Nessa direção, a ideia de Aristoteles que “somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito”, se encaixa perfeitamente no que acreditamos.

Na questão dos juros compostos, existe um exemplo que ganhou fama no livro “Why Smart People Make Big Money Mistakes – and How to Correct Them”, que vale citar.

Dois irmãos gêmeos, John e Jill, são poupadores, mas começam a poupar o mesmo valor em diferentes momentos da vida, investem no mesmo fundo de investimento mas por quantidades de anos também distintas.

Jill começou a poupar logo ao conseguir seu primeiro emprego com 21 anos. Poupou US$50 por mês durante 8 anos, quando quando se casou e parou de economizar, com  29 anos. Jill contribuiu para o investimento com um total de US$4.800, investindo mensalmente no fundo que rendeu 10% ao ano.

Já John só passou a economizar os mesmos US$50 por mês, quando estava com 29 anos de idade. Mas economizou por muito mais tempo, por 37 anos, até se aposentar também com 65 anos de idade. Nesse período ele contribuiu com um total de US$22.200.

Quando os dois se aposentarem com 65 anos, qual dos dois terá maior reserva de patrimônio no fundo?

Surge aqui o viés dos números grandes. Em função desse nosso erro de julgamento, damos mais peso para os grandes números e esquecemos os pequenos, que podem ser mais importantes quando acumulados durante muito tempo. É o efeito Starbucks. O custo de corretagem ou custo do café que acumulados diariamente ao longo dos anos pode afetar seu patrimônio de forma relevante.

Em função desse viés, a grande maioria acredita que,  por John ter contribuído mais tempo e, portanto, com maior volume de recursos, ele terminou o período com valor maior de reservas investido no fundo.

Porém, ao se aposentarem, Jill juntou US$256.650 contra US$ 217.830 de John.

Costumamos subestimar o milagre dos retornos compostos, além de subestimar o poder dos pequenos números. Juros em cima de juros e pequenos custos durante muito tempo têm um enorme poder sobre o patrimônio ao longo do tempo. Jill juntou menos mas começou a poupar e investiu mais cedo seus recursos.

Além de ter investido num fundo com performance boa e consistente, que soube evitar perdas permanentes ao longo do tempo. Isso cabe, tanto para Jill quanto para John, mas, por ter começado antes nesse bom investimento, ela se beneficiou mais. Isso tudo somado fez a diferença.

Nesse sentido, o tempo pode ser um grande aliado, mas, se não tivermos a consciência do poder do tempo, ele também pode ser um inimigo. Na teoria parece simples, mas na prática não é tão simples quanto parece.

É mais fácil falar do que fazer. O dia a dia dessa disciplina de seguir repetidamente os processos, ignorando os modismos, desviando dos nossos vieses, evitando custos pequenos e não entrando na animação ou pessimismo da manada, requer muita crença na filosofia.

Finalizando e utilizando uma passagem do livro “The Psychology of Money”, do Morgan Housel, “todos os empregos parecem fáceis se você não está desempenhando essa função, porque os desafios enfrentados por quem está na arena geralmente são invisíveis para quem está na plateia.”

Private Investment Team

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