Morning Call Private (29/07): Fase 2 – mais longa do que esperado

Veja a análise diária dos especialistas da XP Advisory



Temos falado muito no nosso roadmap e hoje vamos dar ênfase na fase atual, a segunda fase.

Vale ressaltar que mais do que tempo, a duração das fases são definidas pelos dados econômicos e pelos preços dos ativos. São eles que definirão quanto tempo permaneceremos na segunda fase e quando passaremos para a terceira.

Dados econômicos fortes por vários trimestres, rápida elevação da utilização da capacidade instalada, números de inflação na direção ou próximo de 2% ao ano e taxa de desemprego caindo na direção de 5% são alguns exemplos de condições econômicas necessárias nos EUA para podermos seguir para a última fase do ciclo de expansão. Do lado de mercado, os preços dos ativos tem que ter ultrapassado as máximas anteriores à crise. Alguns deles devem até ultrapassar em muito as suas máximas anteriores.

Trazendo para a nossa realidade, estamos ainda longe de atingir as condições citadas. Pelo contrário, apesar de estarmos no início de uma recuperação acima do esperado pelos agentes de mercado, a retomada ainda está longe de representar que a economia está totalmente recuperada da crise.

Nessa direção, temos observado que alguns indicadores sinalizam que a velocidade da recuperação deverá ser lenta, o que se constitui numa longa fase 2, com a necessidade de mais estímulos até que o setor público possa, enfim, passar o bastão para o setor privado como o principal motor da economia. Um desses indicadores é a treasury de 10 anos, a curva de juros nos EUA, praticamente na mínima histórica mesmo depois de estímulos fiscais e monetários sem precedentes, indica, sem dúvida, que a economia está longe de poder andar com as próprias pernas.

Para piorar, vale lembrar que, caso o candidato democrata vença a eleição presidencial nos EUA, isso significará elevação de impostos e, consequentemente, uma política fiscal contracionista. Nessa linha, toda a responsabilidade de estimular a economia ficará nas costas da política monetária, isto é, do Fed. Um ambiente propício para maiores quedas da curva de juros, podendo levar a treasury de 10 anos a se aproximar de zero ou até mesmo entrar na região negativa, com a expectativa de mais expansão quantitativa.

Nem precisa relembrar que mais impressão de dinheiro é mais liquidez e mais repressão financeira, o que leva, inexoravelmente, a mais reflação dos preços dos ativos.

Ambiente nada trivial, que recomenda extrema atenção aos gestores de portfólio. Esse cenário de uma longa fase 2, apesar de indicar uma recuperação econômica não tão pujante, favorece um ambiente de excesso de liquidez, estímulos adicionais e taxa de juros zero, o que pode favorecer os ativos de risco, em especial os mercados emergentes e commodities. Uma fase 2 extensa pode se prolongar até final de 2021, com muitos estímulos adicionais e efeito colateral de reflação de ativos muito grande, com risco de formação de bolhas. Como consequência, as incertezas e alta volatilidade dos ativos de risco, recomendam um portfólio diversificado, mitigando risco sem abrir mão de performance.

Equipe XP Advisory

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