Tour de France 2020: maior competição ciclística do mundo se reinventa como uma ‘bolha’ itinerante

Os desafios do Tour de France rodando mais de 3 mil km no meio de uma pandemia



Rota do Tour de France 2020

Desde 1946 acontecendo em julho, auge do verão europeu, o Tour de France de 2020 não passou batido pelos efeitos da pandemia. A maior competição de ciclismo de estrada do mundo teve início para a edição de 2020 em 29 de agosto em uma operação fascinante e ousada para manter 176 ciclistas e suas equipes em um ambiente seguro e apto para 3 semanas de competição.

Essa realidade implica em condições muito diferentes na busca pela tão desejada camisa amarela, não só para ciclistas, mas também para equipes e fãs. Separamos algumas delas abaixo e detalhamos um pouco desse evento marcante para a história do Tour.

Fronteiras bem definidas

Mas o que há de especial na bolha do Tour de France, já que a NBA, US Open e a UEFA Champions League, por exemplo, adotaram o mesmo molde para seguir as competições? Diferente dessas outras, o Tour de France viajará por 3.483 km pela França, saindo de Nice para chegar em 20 de setembro em Paris, na Champs Elyseé, como é tradicional da corrida.

Pode parecer estranho, mas o Tour de France dificilmente se limita somente ao território francês: as últimas edições a rota incluiu passagens por Itália, Espanha, Alemanha e até Bélgica. Mas em 2020 toda a competição acontece na França, evitando deslocamento de fãs e equipes entre fronteiras europeias.

No entanto, a rota segue em sua distância prevista, sem cortes. A única redução está no tamanho das caravanas das equipes. AS 22 equipes normalmente tinham certa de 70 pessoas trabalhando, além dos oito ciclistas inscritos. Para este ano a limitação é de 30 pessoas, trazendo um desafio de eficiência e organização no pináculo do ciclismo de estrada.

Com 5.429 novos casos reportados na França na quinta-feira (27) antes do início da prova, a organização também precisou atentar-se a facilidades logísticas em caso de um aumento no número de casos no país. Nesse contexto, concentrar a competição dentro de um só local foi a melhor escolha também.

Regras rígidas

Além da preocupação com o entorno, todos dentro da bolha em si também passou por um processo rígido de isolamento para que os competidores estivessem em condições plenas de saúde e segurança – e após o segundo dia de descanso registrando nenhum teste positivo, o protocolo já se mostrou eficiente.

Começando com 14 dias de isolamento prévios em campos de treinamento, onde cada equipe elegeu sua base, e dois testes antes da competição, o processo anterior também teve atenção. Dentro da bolha as equipes viajam somente de carro, ficam em hotéis separados – antes eram concentrados todos no mesmo – e sempre em andares térreos, fugindo de exposições em elevadores. Em caso de dois testes positivos dentro de uma mesma equipe, ela é automaticamente excluída da competição.

Os fãs também sofrem as consequências. Em competições normais, a organização estima que 10 milhões de pessoas acompanham a passagem do Tour. Para essa edição, o perímetro de cada estágio é controlado e só são permitidas 5 mil pessoas, mantendo distância mínima de 2 metros de onde os ciclistas passam.

Nova geração

Superadas já todas essas mudanças, o Tour de 2020 prometia a continuidade de uma nova era no ciclismo, iniciada pela vitória do colombiano Egan Bernal em 2019. Junto do ciclista latino americano, o esloveno Primôz Roglic, da dominante Jumbo Visma, também se destacava como um dos favoritos após sua forte escalada nas prévias do Tour.

Chegando na última semana, com Roglic liderando e uma surpreendente performance fraca de Bernal nas etapas de montanha, o título parece se encaminhar para as mãos do esloveno. Seguido por seu compatriota Tadej Pogacar, atual dono da camisa branca, ainda há uma esperança de que a disputa aperte nos estágios finais pelo terceiro lugar. É uma poucas vezes nos últimos dez anos a diferença entre o líder e o 15º está só a 9m02s, trazendo uma dinâmica de muitas fugas.

Dentro desse contexto, espere por um contra relógio emocionante no último dia e por um estágio tenso e muito exigente na sexta-feira (18), com trajeto em cascalho.

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