Tony Fortino: “O futuro do Hipismo e do mercado de cavalos no Brasil, pode ser ainda maior”

As lições que fizeram um grande atleta se tornar um grande empreendedor em prol do Hipismo



O esporte cativa não só pela superação física e mental que proporciona a atleta e fãs, mas principalmente pela mudança que proporciona ao humano que interage com ele. Lições aprendidas na competição são levadas e aplicadas em várias situações do nosso cotidiano. E dentro dessa dinâmica cada esporte constrói um mercado forte e poderoso em volta da sua prática. Mas muito além das grandes organizações e instituições que gerem cada um deles, atletas vencedores se tornam profissionais e empreendedores de sucesso baseados em muita experiências adquiridas na atividade.

Criado em uma família de classe média e com pouca influência, Antônio Fortino Neto é um exemplo dentro do Hipismo de como um atleta de sucesso consegue moldar sua vida e suas vitórias em volta do esporte. Nascido em São Paulo, próximo da Hípica Santo Amaro, Tony descobriu sua paixão em um esporte distante de sua realidade. Mas sua dedicação à montar cavalos e desenvolver todas as frentes do esporte fizeram com que ele conseguisse muito mais que isso.

Com a AFN Sporthorses, sua empresa de gerenciamento e comércio, Tony está reinventando o mercado de cavalos no Brasil. Em 2020 venceu o GP Brasil e, como treinador, prepara atletas vencedores dentro do Hipismo, como Bianca Rodrigues, medalhista de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude em Nanquim, China, no ano de 2014.

Sucesso como atleta

Sem condições de traçar um caminho natural no Hipismo, Tony fez sua carreira de uma forma diferente, como ele próprio destaca: “Normalmente o cavaleiro se destaca esportivamente, em competições e depois começa a desenvolver uma carreira treinando e cuidando de cavalos. Comigo, eu precisei primeiro trabalhar cuidando dos cavalos para pagar minhas aulas e ter o treinamento que me permitiu ter tranquilidade e acesso para me desenvolver esportivamente.”

Sua proximidade com a rotina de cuidar de cavalos levou Tony a trabalhar com um dos principais comerciantes de cavalos de São Paulo. “isso me deu muita experiência e me permitiu já me profissionalizar e depois a dar aulas, que é como um cavaleiro tira o seu sustento realmente né? Durante as viagens para ver cavalos eu aproveitava pra treinar e me desenvolver. Mas ainda assim, o foco estava muito mais nesse trabalho”, relembra Tony.

Em 2020 Tony venceu a primeira etapa do GP Brasil, e o primeiro Clássico de sua carreira, montando Protocolo, cavalo com quem já trabalha a 3 anos. “Foi uma confirmação de um trabalho longo com a conquista do primeiro grande concurso do ano. O processo vem lá de trás, trabalhando com muitos cavalos buscando referências fora do Brasil, então esse título veio para coroar mesmo todo esse método de trabalho.”

Na melhor fase de sua carreira, Tony se aproveita do bom momento para traçar objetivos fortes. “Eu demorei muito para chegar onde estou hoje, então tenho muito pé no chão. O objetivo é importante, mas entender o processo até ele é ainda mais. Então pensando na disputa das Olimpíadas de 2024, eu sei que preciso ter um ano muito bom na categoria Sênior Top, onde disputo hoje, para me consolidar entre os principais cavaleiros brasileiros. Com isso, tenho certeza que eu chego andando de igual para igual na Europa ou EUA, porque nós temos muita qualidade no Brasil. Depois disso é pensar numa boa pré-temporada no exterior e buscar uma vaga no campeonato mundial e nas Olimpíadas”, destaca o cavaleiro.

Sucesso como treinador

Hipismo: Bianca Rodrigues estreia na Olimpíada da Juventude de Nanquim - ON  BOARD

Outra grande conquista de sua carreira aconteceu em 2014, como treinador da amazona Bianca Rodrigues durante os Jogos Olímpicos da Juventude, em Nanquim, na China. Para Tony no entanto, a vitória também esteve no processo de evolução da atleta. Antes dos Jogos fora 3 anos trabalhando com Bianca, algo que permitiu um conhecimento muito maior da atleta e de como foi seu crescimento.

“Uma coisa interessante foi que ela cresceu muito rápido fisicamente e aí a gente acabou queimando algumas etapas, subindo de categoria muito rápido e aí ela mostrou uma fragilidade psicológica natural da idade dela e que precisaria ser trabalhado. Então trabalhei o José Rubens D’Elia, um preparador físico muito experiente e que também faz um trabalho fantástico na parte mental, e nós corrigimos esse trajeto para que ela chegasse pronta em todos os aspectos nos Jogos da Juventude”, completou Tony.

Todos esses processos e experiências fizeram com que Tony enxergasse as necessidades e oportunidades de um esporte complexo como o Hipismo. O que nos leva a mais um ponto onde o cavaleiro se destaca e que reforça a sua ideia de que a jornada é importantíssima para um resultado de sucesso.

Sucesso como empreendedor

Na AFN Sporthorses, sua empresa de gestão, criação e comércio para o Hipismo, Tony gerencia por volta de 45 cavalos em atividade, em conjunto com outros dois cavaleiros que, assim como ele, também treinam cavaleiros e amazonas. Mas o empresário visualizou outras oportunidades dentro desse mercado e inicia um novo movimento de criação de cavalos e éguas no Brasil.

“Apesar de todo o momento da pandemia, o cenário de juros favoreceu o nosso mercado. Poucas pessoas visualizam isso, mas o cavalo é um investimento. A cultura de que é um gasto, exclusivo para gente muito rica, já não existe mais. Até por isso hoje eu iniciei um trabalho focado também no começo dessa cadeia que é trabalhar com embriões congelados. Então nós combinamos os genes de éguas que tiveram ótimos resultados, com garanhões que também tiveram bom desempenho em qualquer lugar do mundo, congelamos o embrião e vendemos para o cliente”, diz Tony.

Com uma criação nacional pequena, o Brasil tem no mercado de cavalos uma realidade de alta demanda e preços inflacionados, pela pouca oferta e pela grande maioria desses cavalos já serem cavalos adultos e vitoriosos e por isso carregam um valor agregado muito maior. “Além de suprir uma necessidade do mercado, também atraímos um público que ainda não tem tanto poder de investimento para o esporte, já que investir nesse embrião é muito mais barato que comprar um cavalo adulto e você visualiza muita rentabilidade a longo prazo.”

“Atualmente no Brasil, nosso ramo gera 16 bilhões de reais e emprega 3 milhões de pessoas direta e indiretamente, sendo que nossa criação é menor que a da Bélgica por exemplo, é um país muito menor. O futuro não só do Hipismo, mas do mercado de cavalos no Brasil, pode ser ainda maior”, completa Tony.

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