Juliana Cintra: Arte como investimento – algumas dicas de como entrar nesse mercado

Juliana Cintra aponta alguns pontos importantes para observar o mercado de arte como um investimento



Ao longo dos vinte anos em que trabalho no mercado de arte uma das perguntas que mais escuto dos meus clientes é “esse artista é um bom investimento? Vale a pena comprar?”. E a resposta não é tão simples quanto parece. Claro que nós galeristas acompanhamos o mercado, descobrimos talentos, investimos em carreiras e temos recursos para orientar nossos clientes, mas uma coisa sobre o mercado eu acho fundamental ser entendida em primeiro lugar: arte é um investimento de médio a longo prazo. E isso não quer dizer que não seja bom, pelo contrário, arte é um investimento sólido. Uma boa obra de arte é um bem.   

Mas então como saber o que comprar? A melhor maneira de se iniciar no mercado é se cercando de bons parceiros. Galeristas sérios, comprometidos com seus artistas, vão ser os seus maiores aliados. São eles que vão trabalhar diariamente pra valorizar o seu patrimônio.  

Entendendo o mercado

É importante você conhecer um pouco como funciona o mercado antes de começar sua busca. As galerias de arte primárias são aquelas que representam os artistas, ou seja, a obra vai direto do atelier pra galeria. Essas galerias tomam conta da carreira do artista, promovem suas obras internacionalmente e apoiam suas exposições em museus e bienais.  

Já o mercado secundário cuida apenas de revenda, embora cada galeria tenha um perfil e uma curadoria diferente. Além dessas galerias, as casas de leilão completam o circuito, trabalhando também somente com revenda de obras. É muito importante, para nós galeristas, acompanhar o mercado secundário, pois é ele que nos dá uma boa ideia de liquidez e de preço de certas obras que já não existem mais no mercado primário. 

Começando a comprar

É sempre bom lembrar que a obra de arte é diferente de qualquer outro tipo de investimento porque você vai conviver com ela diariamente dentro de casa, por isso é fundamental que você goste do que está comprando. Não se atenha ao artista da moda, ao que todo mundo está comprando. Modas passam. Foque em carreiras bem construídas e bem representadas. Ao longo do tempo, isso certamente é que vai pesar para a valorização.        

Outra coisa muito importante é você ter em mente quanto quer gastar, mesmo que esse valor mude ao longo do caminho ele pode te ajudar, e a quem estiver te orientando, a montar uma espécie de “carteira” diversificando suas escolhas. Artistas consagrados são investimentos seguros, artistas em meio de carreira são os com maior potencial de valorização a médio prazo e artistas jovens são apostas a longo prazo. Embora isso não seja uma ciência exata, é uma forma simplificada para se entender por que é bom diversificar sua coleção. 

Confie nos seus interlocutores

É importante estar próximo do mercado. Visite galerias, frequente as feiras de arte e converse periodicamente com os galeristas. São eles sempre que vão poder te dar as melhores dicas do que comprar, o que é bom e valorizado de cada artista, e também a hora de vender certas obras.  

Uma coleção não é algo estático, ela pode e deve ser alterada ao longo dos anos. Muitas vezes vale a pena você se desfazer de uma obra pra comprar outra melhor ou para aproveitar uma boa oportunidade. Sim, como em todos os mercados o de arte tem sempre excelentes oportunidades, confie nos seus parceiros. 

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