Banco BMG

Entenda os principais destaques da análise do Banco BMG.


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Este é um relatório informativo sobre o emissor. Para informações sobre taxas de CDBs, LCIs, LCAs, LCs, acesse a Plataforma da XP.

Caso não tenha familiaridade com o setor bancário, sugerimos leitura do Glossário ao final da página e acesso ao nosso conteúdo Saiba tudo sobre o FGC.

Ao investir em um dos ativos do Banco BMG elegíveis à garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como CDB, LC, LCI e LCA, o investidor está coberto até o limite de R$250 mil*.

Letras Financeiras (LFs) não são elegíveis à garantia do FGC.

Quem é o Banco BMG?

História

O Banco BMG foi fundado em 1930 pela família Guimarães, como um banco comercial com produtos para pessoas física e jurídica. Em 1998, o BMG iniciou um projeto de reestruturação, com o intuito de aumentar a exposição ao mercado de crédito por meio da concessão de empréstimos consignados.

No ano de 2012, o BMG associou-se ao ItaúUnibanco através de uma joint venture (JV) para criação de um novo banco voltado exclusivamente ao empréstimo consignado (Itaú BMG Consignado S/A).

Em 2014, realizou acordo de unificação de negócios de crédito consignado com a JV, com um aumento na participação da empresa de 30% para 40%.

Já em 2016, o BMG concluiu a venda da sua participação na JV para o Itaú por R$ 1,28 bilhão, deixando de atuar em crédito consignado.

Em 2017, o banco lançou sua plataforma de investimentos, BMG Invest Digital, possibilitando investimentos de forma 100% digital. Em 2018, o BMG lança seu Banco Digital, oferendo serviços de conta digital, crédito pessoal e seguros, além de cartão de crédito consignado e crédito pessoal com débito em conto, estes exclusivos para aposentados e pensionistas do INSS e servidores públicos.

Em 2019, no terceiro trimestre, o banco voltou a operar crédito consignado, com uma carteira inicial de R$ 110 milhões.

No ano de 2020, a Wiz (corretora de seguros) comprou 40% da CMG, corretora de seguros do Banco BMG, por R$ 89,8 milhões.

Atuação

Atua na concessão de empréstimos por meio dos produtos: Cartão de Crédito Consignado (BMG Card), no financiamento e prestação de serviços estruturados para empresas de médio/grande porte (BMG Empresas) e no crédito pessoal com débito em conta (BMG em Conta) exclusivo para Aposentados e Pensionistas do INSS e Servidores Públicos.

Seu principal segmento (BMG Card) apresenta risco baixo, uma vez que o pagamento mínimo é descontado diretamente da folha de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS, servidores federais civis e empregados CLT até 5% do salário líquido de impostos. Esse desconto funciona como uma garantia de recebimento desse valor pelo banco e reduz o risco de inadimplência.

Durante a apresentação de resultados do segundo trimestre de 2020, o BMG apresentou seu reposicionamento de marca, assim como sua nova estratégia de negócios, batizada de “Figital”, que visa melhor integrar suas operações físicas e digitais. O braço físico é suportado pelas lojas help!, rede de franquias especializada em serviços financeiros para baixa renda, ao passo que o banco digital otimiza a capacidade de atendimento do banco (meu_bmg).

Para melhor entendimento, esclarecemos que a nomenclatura “2T20” significa “segundo trimestre de 2020”. Suas variações também se aplicam (ex: 1T20 seria o primeiro trimestre de 2020). 

Principais fatores do crédito

Destaques operacionais

Carteira de crédito

A carteira de crédito do BMG continua fortemente focada em pessoa física, principalmente no cartão de crédito consignado, que representa cerca de 65% de sua carteira total.

No 2T20, a carteira de crédito aumentou 6,6% em comparação com o 1T20 e 21,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 12,5 bilhões, puxada pelo segmento de varejo.

O banco tem crescido continuamente sua carteira de crédito desde 2017, após certa queda em 2016 em decorrência da recessão econômica brasileira.

No mais, o número de clientes ativos alcançou o patamar de 4,5 milhões, aumento de 19% ante o mesmo período do ano anterior, enquanto a margem financeira avançou de 22,3% para 26,6%.

O bom resultado do Banco BMG mesmo em um contexto de crise por conta do covid-19 se dá pelo foco de atuação em crédito consignado, segmento considerado mais resiliente, devido aos descontos diretamente na folha de pagamento dos tomadores de empréstimos. Além disso, também do lado positivo, é interessante pontuar o crescimento da carteira de crédito, a mudança no mix de produtos e a redução do custo médio de captação.

Saiba nossa visão sobre o impacto do covid-19 sobre os bancos médios

Destaques financeiros

Rentabilidade

No 2T20, o BMG reportou um lucro líquido de R$ 101 milhões – avanço de 4% em relação ao trimestre anterior e 20% superior ao registrado no mesmo período de 2019.

Ao considerarmos os R$ 359 milhões de lucro líquido acumulados nos últimos 12 meses, a métrica também apresentou leve avanço em relação à janela móvel de abril/19 a março/20 (R$ 343 milhões).

O banco vem melhorando a rentabilidade continuamente, como pode ser observado nos dados históricos, com leve melhora no 2T20 em relação ao 1T20, atingindo ROAE (retorno sobre patrimônio líquido médio) de 10,7%.

Inadimplência

A Carteira E-H do banco continua em níveis baixos. Ao final do 2T20, atingiu 5,9% (E-H em relação à carteira total), demonstrando controle dos riscos mesmo em um cenário de maiores incertezas devido à crise do covid-19.

Liquidez e solvência

A liquidez mede as fontes de recursos do banco em relação aos usos desses recursos.

No caso do BMG, os ativos têm natureza de curto-prazo (ou seja, são transformados em recursos em prazo relativamente curto) enquanto os passivos são de prazo mais longo.

A liquidez do banco no 2T20, calculada pela divisão entre os ativos de curto prazo pelos passivos de curto prazo, foi de 2,1x, praticamente estável em relação ao 1T20 e abaixo das 2,5x registradas ao fim de 2019. Apesar da queda, ainda enxergamos a liquidez como confortável no caso do BMG.

O índice Basileia (indicativo de solvência) do BMG foi de 19,8% em jun/20, enquadrado nos padrões exigidos pelo Banco Central (acima de 9,25%).

Quem são seus acionistas?

*Ao investir em um de seus ativos, o investidor está coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos – FGC – para aplicações até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por conjunto de depósitos e investimentos em cada instituição ou conglomerado financeiro, limitado ao teto de R$ 1 milhão, a cada período de 4 anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ.

Glossário

Liquidez: A relação entre os ativos mais líquidos de curto prazo e os passivos exigíveis no curto prazo. Esta é uma medida de cobertura de seu saldo devedor mais curto. Quanto maior o índice, melhor a situação da instituição financeira.

Basileia: parte de acordos bancários firmados entre diversos bancos centrais do mundo para prevenção de risco de crédito. Mede a relação entre capital próprio e o capital de terceiros que será exposto a risco por meio da carteira de crédito do banco. As instituições financeiras são obrigadas a manter um índice mínimo de 8% mais um adicional de conservação de capital principal de 2,5%. Esse índice mínimo visa proteger os clientes das instituições financeiras.

ROAE: é o quociente entre lucro líquido e patrimônio líquido médio da instituição. É uma medida de rentabilidade.

Carteira E-H: Classificação determinada pelo Banco Central na resolução nº 2.682. Os créditos bancários são classificados em nove níveis, sendo eles: AA (menor risco), A, B, C, D, E, F, G e H (maior risco). Sendo assim, a carteira E-H inclui os créditos mais arriscados e aqueles com atraso de pagamento acima de 91 dias. Esses créditos exigem provisão entre 30% e 100% sobre o valor das operações.

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