DEB ENERGISA TRANSMISSAO DE E – OUT/2030

DEB ENERGISA TRANSMISSAO DE E – OUT/2030

  • Vencimento 15/10/2030
  • Rentab. -
  • Liquidez -
  • Juros -
  • Rating AAA(bra)
  • Risco (0 - 100) 24 Risco Médio

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  • Preço Unitário R$ 1.000,00

Análise do Emissor

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O Grupo Energisa é um dos principais grupos privados do setor elétrico do Brasil. As atividades incluem, além da distribuição de energia (foco de atuação), transmissão e comercialização de energia, prestação de serviços diversos relacionados à construção, operação e manutenção de ativos elétricos, desenvolvimento de estudos de geração de energia, dentre outros. Após a retração de volume causada pela pandemia da covid-19 nos primeiros trimestres de 2020, a empresa voltou a registrar crescimento no 4T20, consolidando expansão anual de 0,9%. Como resultado, a Energisa apresentou crescimento de 12,3% no EBITDA no exercício para R$ 4,3 bilhões. A empresa registrou endividamento líquido de R$ 13,6 bilhões ao fim de dezembro, relativamente estável frente ao saldo de 2019, e relação Dívida Líquida/EBITDA de 3,6x, ante covenant de 4,25x para o exercício.

Destaques positivos

  • Histórico de boa eficiência operacional e de turnaround de companhias de distribuição.
  • Iniciativas de diversificação de receita.
  • Concessões geograficamente diversificadas.

Pontos de atenção

  • Risco regulatório.
  • Desalavancagem lenta.

Quem é o Grupo Energisa?

História

O Grupo Energisa teve início em 1905 com a fundação da Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina (CFLCL), por José Monteiro Ribeiro Junqueira, João Duarte Ferreira e Norberto Custódio Ferreira em Cataguases (MG). No ano de 1907, a CFLCL abre o capital na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.

A primeira hidrelétrica do grupo, a Usina Maurício, na cidade de Leopoldina (MG), é inaugurada em 1908, tendo 800 kW de potência. No ano de 1912, sua capacidade é expandida para 1,2 MW.

No ano de 1918, a CFLCL adquire a Companhia Pombense de Eletricidade, em Rio Pomba (MG), e a Usina Coronel Domiciano, em Muriaé (MG). A construção da Usina Ituerê, no município de Rio Pomba, foi iniciada em 1928.

Na década de 1950, entram em operação a primeira e a segunda turbina da Nova Usina Maurício, ambas de 5 MW. A terceira turbina, de 11,2 MW, entra em operação apenas em 1970.

Nos anos 90, a CFLCL adquire a Empresa Industrial Mirahy,a distribuidora do município de Miaraí (MG) e  a concessão do município de Sumidouro (MG). Já em 1999, é fundada a Cat-Leo Energia S.A, empresa de geração e construção de usinas hidrelétricas do então Sistema Cataguases-Leopoldina.

Além disso, venceu os leilões de privatização da Companhia de Eletricidade de Nova Friburgo (CNEF), em Nova Friburgo (RJ), da Energipe (Empresa Energética de Sergipe), e da CELB (Companhia Energética da Borborema), em Campina Grande (PB).

Em 2001, a Energisa iniciou as obras da Usina Termelétrica de Juiz de Fora (UTEJF), primeira termelétrica a gás natural de Minas Gerais. A primeira fase da usina foi concluída no mesmo ano. Também no estado de Minas, a empresa inicia as obras de cinco novas PCHs simultaneamente em 2002: Ivan Botelho I, Túlio Cordeiro de Melo, Ivan Botelho II, Ormeo Junqueira Botelho e Ivan Botelho III.

Já em 2008, o conglomerado passa por uma reestruturação: o Sistema Cataguases-Leopoldina se torna Grupo Energisa, formado por cinco distribuidoras, nos estados de Minas Gerais, Paraíba, Sergipe e Rio de Janeiro, com todas as empresas adotando o prefixo Energisa, além de três empresas prestadoras de serviços: Energisa Soluções, Energisa Serviços Aéreos de Prospeccção e Energisa Comercializadora de Energia.

A empresa inicia as atividades na geração de energia eólica em 2010, a partir da construção de cinco parques eólicos no estado do Rio Grande do Norte.

Em abril de 2014, o Grupo Energisa assume o controle das oito distribuidoras do Grupo Rede que estavam sob intervenção da Aneel (CEMAT, ENERSUL, CELTINS, CAIUÁ, EDEVP, CNEE, EEB, CFLO). Com a aquisição, a Energisa passa a atender aproximadamente seis milhões de consumidores, ou uma população de 15 milhões de pessoas, em 788 municípios de nove estados, em todas as regiões do país.

Em sequência, a companhia aliena a participação em seus ativos de geração para reforçar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem.

Em 2017, o grupo inicia suas atividades no segmento de transmissão de energia, após a aquisição de dois lotes no Leilão de Transmissão nº 5/2016, realizadas em 24/04/2017, um lote no Leilão de Transmissão nº 002/2018, adquirido em 28/06/2018 e um lote no Leilão de Transmissão nº 004/2018, adquirido em 20/12/2018.

Ao fim de 2018, a Energisa assumiu a responsabilidade das operações da Energisa Rondônia (ERO, ex-Centrais Elétricas de Rondônia – Ceron) e Energisa Acre (EAC, ex- Companhia de Eletricidade do Acre – Eletroacre), após a aquisição de ambas no leilão de privatização realizado anteriormente. A empresa pagou um valor simbólico de cerca de 50 mil reais por cada distribuidora, dadas as elevadas obrigações de aportes de recursos acordadas.

Com a posse das distribuidoras deterioradas, a Energisa adotou melhorias significativas, incluindo corte de custos, padronização de processos operacionais, programas de prevenção a perdas e atendimento ao cliente, totalizando R$ 834 milhões investidos até o fim de 2019. Nota-se que, com a transação, foram acrescidos 4.319 GWh às vendas anuais consolidadas da Energisa em 2019, crescimento de 13,6% em relação ao mercado total do Grupo.

Atuação

O Grupo Energisa é um dos principais grupos privados do setor elétrico do Brasil. As atividades incluem, além da distribuição de energia, que representou cerca de 90% do EBITDA de 2020, transmissão e comercialização de energia, prestação de serviços diversos relacionados à construção, operação e manutenção de ativos elétricos, desenvolvimento de estudos de geração de energia, entre outras atividades relacionadas ao setor elétrico.

Presença

As onze distribuidoras controladas estão presentes nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, além da totalidade do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Paraíba, Sergipe, Acre e Rondônia. Já suas transmissoras são localizadas nos estados do Pará, Tocantins, Bahia e Goiás.

Fonte: XP Investimentos, Energisa.

Quem são seus acionistas?

Os números abaixo entre parênteses são referentes à participação de cada acionista no total de ações com capital votante (ordinárias).

Gipar S/A (66,36%): holding controladora da empresa, propriedade da Família Botelho.

FIA Samambaia (9,51%): fundo de investimento em ações de propriedade do investidor Ronaldo César Coelho.

Outros (24,13%).

A companhia é listada no Nível 2 da B3 e suas ações de maior liquidez são negociadas sob o código ENGI11, unit composta por uma ação ordinária e quatro ações preferenciais. As ações ordinárias possuem cerca de 33% de free float, enquanto as preferenciais, 94%.

Fonte: XP Investimentos, Economatica.

Principais fatores do crédito

Para melhor entendimento, esclarecemos que a nomenclatura “4T20” significa “quarto trimestre de 2020”. Suas variações também se aplicam (ex: 3T20 seria o terceiro trimestre de 2020).

Fonte: XP Investimentos, Energisa.

Cenário atual

As consequências econômicas da pandemia da covid-19 prejudicaram o desempenho das distribuidoras no primeiro semestre de 2020, devido à queda de demanda de energia e ao aumento da inadimplência.

Visando reduzir o impacto dos efeitos financeiros da pandemia no segmento de distribuição de energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a regulamentação de uma linha de crédito específica, denominada conta-covid, no dia 23 de junho de 2020. No dia 3 de julho, a Energisa protocolou na Aneel sua adesão à conta-covid, no total de R$ 1,4 bilhão, recebida em parcelas até dezembro de 2020.

Após a retração no primeiro semestre, as vendas de energia da empresa cresceram 5,2% no 4T20 ante o 4T19, resultando em crescimento consolidado de 0,9% ao ano, enquanto o mercado brasileiro apresentou retração de 1,6% no mesmo período. Já a inadimplência acumulada, que por sua vez, atingiu o patamar de 1,79% do fornecimento faturado em junho, encerrou o exercício em 1,64%. Esses fatores sinalizam que as piores consequências da covid-19 para a Energisa possam ter ficado para trás.

As próximas revisões tarifárias das principais concessões da empresa ocorrerão em 2023 enquanto o próximo vencimento de concessão será em 2027.

Destaques operacionais

As distribuidoras da Energisa apresentaram desempenho operacional acumulado satisfatório em 2020.

Todas as onze subsidiárias apresentaram valores em conformidade com os limites regulatórios do FEC (frequência das interrupções) e nove estavam enquadradas nos limites regulatórios do DEC (duração de interrupções no fornecimento de energia). As duas exceções foram a ERO, apesar de apresentar trajetória de melhora relevante, e a ENF, devido a uma falha ocorrida no sistema da supridora, externa a seu sistema elétrico.

Como destaques positivos, a EMT, a ESS e a ETO apresentaram seu menor DEC da série histórica, enquanto a EAC atingiu o melhor FEC da sua série histórica.

Quanto às perdas totais, estas representaram 13,8% do total injetado nos últimos 12 meses (ante 13,1% de limite regulatório), 0,9% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Os resultados acumulados carregam os efeitos da pandemia da covid-19.

Destaques financeiros

Receita líquida e EBITDA

A Energisa apresentou receita líquida (sem receita de construção) de R$ 5,6 bilhões no quarto trimestre de 2020, avanço de 25,2% frente ao registrado no 4T19. Na mesma janela, o EBITDA ajustado apresentou expansão de 16,1% para R$ 1,2 bilhão. A elevação pode ser em sua maior parte explicada pelos resultados das concessionárias EMT, ERO e EAC, incluindo incrementos na parcela B, reajustes tarifários e bom crescimento de seus mercados.

Em 2020, o EBITDA ajustado totalizou R$ 4,3 bilhões, aumento de 12,3% em relação ao acumulado no último ano, resultando em margem de 24,0% para o intervalo.

Endividamento e alavancagem

A Energisa registrou endividamento líquido de R$ 13,6 bilhões ao fim de dezembro, relativamente estável em relação ao saldo de 2019. Já a alavancagem medida pela relação Dívida Líquida/EBITDA reduziu de 3,6x para 3,1x no mesmo período.

A companhia possui covenant de alavancagem de 4,25x para 2020 e de 4,0x para 2021 em diante, com medição trimestral e anual.

Quanto ao cronograma de amortizações, a atual posição de caixa de R$ 6,9 bilhões é suficiente para os vencimentos previstos para 2021. Ressalta-se que a empresa possui bom acesso ao mercado de capitais, além de bom relacionamento com bancos, o que reduz riscos de refinanciamento.

Durante o 4T20, a empresa realizou captações no montante de R$ 1,3 bilhão para expandir suas disponibilidades de caixa e financiar seus investimentos para 2021. Desse montante, R$ 480 milhões foram referentes à 14ª emissão de debêntures, efetuada no último mês de outubro.

Pontos de atenção

Risco regulatório

O serviço público de energia no Brasil é regido pela Aneel, que possui as funções de regulação, fiscalização, mediação e definição de tarifas, para garantir o equilíbrio do mercado. Logo, alterações nas legislações e portarias já existentes podem impactar o fluxo de caixa das companhias elétricas. Como exemplo, é possível citar as atuais discussões de reforma tributária ou da reforma do setor elétrico (Projeto de Lei do Senado nº 232/2016).

Dentre os três principais segmentos do setor de energia elétrica (geração, transmissão e distribuição), os serviços de distribuição estão mais expostos aos riscos, já que as tarifas dos projetos de geração e transmissão já são acordadas nos leilões, ao passo em que as audiências de revisões tarifárias das distribuidoras ocorrem a cada cinco anos em geral.

Desalavancagem lenta

A alavancagem da Energisa foi elevada consideravelmente com a aquisição das distribuidoras ERO e EAC, as quais apresentavam queima de caixa antes da transação.

Para os próximos trimestres, é esperado que a empresa continue registrando patamares de alavancagem relativamente altos, dado o desempenho ainda fraco das novas distribuidoras, em meio ao processo de turnaround, e pelo investimento nas novas linhas de transmissão.

Embora elevada, a alavancagem da empresa (DL/EBITDA de 3,1x em 2020) encontra-se em níveis próximos a pares do setor, em virtude da estabilidade das receitas no segmento.

É esperado que a Energisa consiga reduzir sua alavancagem a partir do fim de 2021, com o início das operações das linhas de transmissão e a melhoria operacional da ERO e da EAC. Contudo, o insucesso das novas operações do conglomerado pode afetar o cronograma de amortização de maneira adversa.

No mais, o cumprimento com o atual cronograma de amortização também poderá ser afetado caso a companhia continue ativa em leilões de concessão, especialmente em transmissão. Porém, na hipótese de novas aquisições, o aumento do endividamento seria potencialmente compensado no longo prazo pela receita estável de novos projetos.

Veja também

Fonte

Energisa

Em atendimento à Resolução CVM nº20/2021, informamos que a XP Investimentos CCTVM S.A. e/ou suas afiliadas (“”XP Investimentos”” ou “”XP””) mantém relacionamento comercial com a sociedade Energisa, inclusive prestando serviços de assessoria com interesses financeiros e comerciais relevantes. Assim, o leitor deve ter ciência de tal informação e fazer sua própria análise e julgamento sobre eventual existência de conflito de interesses ou sobre a imparcialidade deste relatório. Cabe ressaltar que, opiniões emitidas anteriormente sobre a sociedade não estão abarcadas pelo posicionamento vigente. A cobertura da companhia emissora está suspensa por ora, mas o que foi publicado até então não perde sua validade ou eficácia. A XP Investimentos, expressamente, se limita e reserva o direito de recursar-se a atender qualquer solicitação baseada no conteúdo de informações especulativas sobre o relacionamento com a referida sociedade.

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