Debênture COELBA  – OUT/2022

Debênture COELBA – OUT/2022

  • Vencimento 03/10/2022
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  • Risco (0 - 100) - Risco Indisponível

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  • Preço Unitário R$ 10.000,00

Análise do Emissor

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A Neoenergia é o segundo maior grupo do setor elétrico do Brasil, controlada pela Iberdrola, líder do setor na Espanha. A empresa atua nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia. A distribuição responde por 95% de sua receita consolidada, por meio das subsidiárias CELPE, COSERN, COELBA e Elektro. O desempenho em 2020 foi afetado pela pandemia da covid-19, dado que as distribuidoras de energia são consideradas o elo mais frágil da cadeia de valor do setor. Apesar da retração no volume de energia injetada em 2020, a empresa apresentou receita líquida 12,7% superior ao registrado em 2019, e EBITDA de R$ 6,5 bilhões, crescimento de 13,6%. A alavancagem fechou o ano em 2,85x, confortavelmente abaixo do limite de 4,0x de seu covenant.

Destaques positivos

  • Acionista com boa capacidade financeira (Iberdrola).
  • É 15% do EBITDA consolidado da Iberdrola (importância estratégica).
  • Atua em toda a cadeia elétrica (geração, transmissão, distribuição e comercialização).
  • Fornecimento a 20% da população brasileira.
  • Ampliação do segmento de transmissão (mais previsível).

Pontos de atenção

  • Investimentos esperados de mais de R$ 30 bilhões entre 2019-2022, o que pode levar a aumento no endividamento.
  • Possíveis novas aquisições.
  • Sujeita a riscos regulatórios.

Quem é a Neoenergia?

História

Controlada pelo grupo espanhol Iberdrola, a Neoenergia foi fundada em 1997 com a aquisição das concessionárias de distribuição dos estados da Bahia (COELBA) e do Rio Grande do Norte (COSERN), em seus respectivos leilões de privatização. Na época, a companhia operava como consórcio Guaraniana, composto pela Brasilcap, Previ, BBDTVM e Iberdrola.

No ano de 2000, também em leilão de privatização, a companhia adquiriu a CELPE (Companhia Energética do Estado de Pernambuco) pelo preço mínimo estabelecido de R$ 1,8 bilhão.

Em 2004, o consórcio Guaraniana passou por uma reestruturação, criando a holding Neoenergia – como é conhecida hoje.

No ano de 2011, a Iberdrola adquiriu a Elektro, distribuidora de energia elétrica que opera em regiões dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Sua incorporação pela Neoenergia, contudo, ocorreu apenas em agosto de 2017, após concluídas as aprovações necessárias.

Em junho de 2019, a Neoenergia acessou a bolsa de valores de São Paulo através de uma oferta pública de ações (IPO, do inglês Initial Public Offering), que movimentou um total de R$ 3,74 bilhões ou 239.251.040 ações ordinárias, com demanda acima de cinco vezes a oferta. O IPO constituiu o maior processo de abertura de capital do setor energético no Brasil desde 2004, quando a CPFL Energia acessou o mercado de ações.

Atuação

A Neoenergia é o segundo maior grupo do setor elétrico do Brasil. É uma companhia integrada, atuando nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia.

O principal segmento é o de distribuição de energia, que representa cerca de 95% da receita consolidada. A empresa atua nesse segmento através das subsidiárias CELPE, COSERN, COELBA e Elektro.

Já em geração, a empresa atua através de diversos ativos de geração renovável (eólica e hidrelétricas) e térmicas, com capacidade instalada total de 4.079 MW.

No segmento de transmissão, são 1.257 km de linhas e 21 subestações próprias. Além disso, arrematou lotes nos últimos leilões da ANEEL. Em dezembro de 2018, arrematou quatro lotes que somarão R$ 6 bilhões em investimentos nos 3.000 km de linhas e subestações. Em 2019, arrematou outro lote, com investimentos previstos de R$300 milhões.

Presença

O Grupo Neoenergia está presente em 18 estados e gerencia 13,9 milhões de pontos de fornecimento em uma área de concessão de aproximadamente 840.000 km².

Fonte: Neoenergia.

Quem são seus acionistas?

Iberdrola (51,04%): principal grupo espanhol de energia, que atua na distribuição de gás natural e geração e distribuição de energia elétrica. Atualmente, a empresa é líder mundial em energias renováveis e redes inteligentes.

Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (30,29%): fundo de pensão brasileiro que gerencia a previdência complementar dos funcionários do Banco do Brasil. É o maior fundo de pensão da América Latina.

Outros (18,67%).

As ações da Neoenergia estão listadas no segmento Novo Mercado da B3 sob o ticker NEOE3, que concentra as empresas com mais alto grau de governança corporativa.

Principais fatores do crédito

Para melhor entendimento, esclarecemos que a nomenclatura “4T20” significa “quarto trimestre de 2020”. Suas variações também se aplicam (ex: 3T20 seria o terceiro trimestre de 2020). 

Fonte: XP Investimentos, Neoenergia.

Cenário atual

O setor elétrico não passou ileso pela turbulência causada pelo coronavírus. As distribuidoras de energia, que são consideradas o elo mais frágil da cadeia de valor por ficar apenas com cerca de 20% do que é arrecadado nas contas de luz, foram ainda mais prejudicadas, devido aos efeitos da sobre contratação, dada a queda de demanda de energia, e ao aumento de inadimplência

Diante disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a regulamentação da conta-covid, operação que visa reduzir o impacto dos efeitos financeiros que a pandemia trouxe para as empresas do setor elétrico por meio de uma linha de crédito específica, no último dia 23 de junho. Em sequência, as distribuidoras da Neoenergia, em 3 de julho, aderiram à conta-covid, garantindo um repasse de R$ 1,7 bilhão de caixa (recebido no 3T20).

Além do contexto de crise, atenuado a partir do terceiro trimestre, o ano de 2020 também foi marcado na Neoenergia pela expansão da atuação no país. Durante o exercício, foram adquiridos a Companhia Elétrica de Brasília (CEB), distribuidora que atua na capital brasileira, pelo montante de R$ 2,5 bilhões, e um lote de transmissão no estado da Bahia, na área de concessão da Coelba, com capex estimado de R$ 2 bilhões. Além disso, houve a aprovação da construção do primeiro parque solar da empresa, a ser localizado no complexo de Luzia, na Paraíba.

Por fim, pondera-se que os números operacionais e financeiros da empresa no quarto trimestre foram afetados pela Resolução Normativa (REN) nº 863/19 da Aneel, que deslocou o faturamento referente aos meses de novembro e dezembro dos clientes do Grupo A (conectados em Média ou Alta tensão) para janeiro de 2021.

Destaques operacionais

Após os impactos negativos em decorrência da covid-19, as distribuidoras do grupo apresentaram retração de 3,2% na energia injetada em 2020 em relação a 2019.

Em 2020, o consumo de energia cresceu principalmente no segmento residencial (+4,3% vs. 2019), em razão do isolamento social e leve crescimento na base de clientes. Já o consumo das classes industrial e comercial cativas caíram 1,2% e 16,1%, respectivamente, também como resultado da pandemia e seus efeitos.

As perdas da Celpe e da Coelba permanecem acima do limite regulatório da Aneel, o que pode pressionar a rentabilidade da empresa. A companhia afirma que os valores elevados são reflexo da não retomada integral do mercado de alta tensão, como consequência da pandemia da covid-19.

A Cosern também apresentou perdas acima do limite regulatório, porém, direcionada pelos efeitos da REN 863 no calendário de faturamento do 4T20.

Na frente de DEC e FEC, todas as distribuidoras da Neoenergia estão abaixo do limite regulatório (ou seja, enquadradas no requerimento).

Destaques financeiros

Receita, EBITDA e lucro líquido

A Neoenergia gerou receita operacional líquida de R$ 10 bilhões no quarto trimestre de 2020, crescimento de 38,6% em comparação com o registrado no 4T19. Enquanto isso, o EBITDA foi de R$ 2,1 bilhões, expansão de 39% frente ao mesmo período do ano anterior.

No ano de 2020, a empresa apresentou receita líquida de R$ 31,1 bilhões, 12,7% superior ao registrado em 2019, e EBITDA de R$ 6,5 bilhões, crescimento de 13,6%, com margem de 20,9%.

Endividamento e alavancagem

Em dezembro de 2020, a dívida bruta consolidada da Neoenergia atingiu R$ 23,8 bilhões, aumento de 11% em relação a dezembro de 2019. Deste total, 14% vencerá no curto prazo. A dívida líquida, por sua vez, alcançou R$ 18,5 bilhões, 8,2% superior ao saldo de dezembro de 2019.

A empresa apresentou relação Dívida Líquida/EBITDA de 2,85x em 2020, queda de 5% em comparação com o indicador de 2019, e confortavelmente inferior ao covenant de 4x previsto em suas emissões.

Por fim, as disponibilidades de R$ 5,3 bilhões apuradas ao fim do exercício são suficientes para cumprir suas obrigações financeiras dos próximos 12 meses.

Pontos de atenção

Cronograma de investimentos elevados

No ano de 2019, a Iberdrola (grupo controlador da Neoenergia) anunciou um plano de investimentos de R$ 30 bilhões por meio de sua controlada para os anos de 2019 a 2022.

Os focos do plano de investimento são a geração de energia renovável, as linhas de transmissão e expansão da rede comercial para atender ao crescimento do número de clientes. Portanto, a Neoenergia deverá reportar métricas mais alavancadas nos próximos resultados e o covenant de 4x Dívida Líquida / EBITDA poderá vir a ser pressionado.

Apesar do contexto atual mais delicado, de acordo com a companhia seus projetos de expansão seguirão conforme o plano porém, devido à redução do mercado, houve redução de 10% do capex de distribuição previsto.

A companhia possui 27 parques eólicos em construção, nos estados da Paraíba, Piauí e Bahia, e 7 transmissoras em implementação. Dentre estas, a Neoenergia Dourados, localizada nos estados de Mato Grosso e São Paulo e extensão total de 578 km, possui o prazo de entrada da operação mais próximo, em agosto de 2022.

Possíveis novas aquisições

No momento, a empresa busca ampliar sua presença no segmento de transmissão e diversificar seu portfólio de ativos. Sendo assim, existe risco da Neoenergia aumentar sua alavancagem para financiar possíveis aquisições e/ou novos projetos.

Sujeita a riscos regulatórios

O serviço público de energia no Brasil é regido pela Aneel, que possui as funções de regulação, fiscalização, mediação e definição de tarifas, para garantir o equilíbrio do mercado. Logo, alterações nas legislações e portarias já existentes, podem impactar o fluxo de caixa das companhias elétricas. Como exemplo, é possível citar as atuais discussões de reforma tributária ou da reforma do setor elétrico (Projeto de Lei do Senado nº 232/2016).

Dentre os três principais segmentos do setor de energia elétrica (geração, transmissão e distribuição), é possível afirmar os serviços de distribuição (que representam 95% da receita da Neoenergia) estão mais expostos aos riscos, já que as tarifas dos projetos de geração e transmissão já são acordadas nos leilões, ao passo em que as audiências de revisões tarifárias das distribuidoras ocorrem a cada cinco anos em geral.

Quanto à iniciativa de energias renováveis, é importante afirmar que os aspectos regulatórios nacionais ainda estão em fase de ajustes, e existem mecanismos de estímulos e contratação em vigência que privilegiam o setor, dos quais destacam-se o PROINFRA (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas) e leilões específicos.

Saiba nossa visão sobre os impactos do covid-19 sobre os setores e empresas

Veja mais

Fonte:

Neoenergia

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