Recap Semanal (21/09): Nuvens carregadas à frente

Um olhar analítico dos impactos de cada cenário das eleições americanas



Nas últimas semanas temos explicitado nossas preocupações com o desenrolar das próximas eleições presidenciais norte-americanas.

Mais do que a decisão do presidente em si, nos preocupamos com o comportamento das pessoas, dado seus incentivos e as atuais regras do jogo. Tais comportamentos podem impactar os preços dos mercados de forma relevante nos próximos meses.

Na democracia, a transferência pacífica de poder é característica essencial. Existem regras do jogo e um vencedor é determinado mesmo em uma disputa acirrada. Ambos os lados concordam sobre quem ganhou e que o vencedor seja o titular legítimo.

Além da acirrada disputa e da dificuldade e demora na contagem dos votos, pode ser que estejamos caminhando para a eleição mais polêmica desde 1860, com o risco de questionamento sobre a legitimidade do resultado.

Existe, claro, a possibilidade das eleições transcorrerem sem sustos e termos rapidamente um inquestionável vencedor, com impacto positivo num mercado com múltiplos já esticados. Mas, imagine o cenário também possível no qual Trump obtenha uma vantagem inicial nos dias após a eleição, com uma estreita maioria no colégio eleitoral, embora perdendo o voto popular, com perdas de 90% x 10% nas cidades dominadas pelos democratas. Trump declararia vitória e cidades democratas explodem em protesto. Mas, na medida em que as correspondências chegam e são tabuladas, Biden se aproxima cada vez mais e, pela contagem de seu partido, ele vence.

Porém, os advogados já se espalharam pelo país e começam a contestar cada carimbo manchado e a anular cada cédula com assinatura questionável. Como os principais condados estão isolados, muitos votos ainda nem chegaram a ser contabilizados. Mais protestos explodem de ambos os lados. Nesse cenário, tudo acabaria no Supremo Tribunal Federal e afetaria bastante os preços dos ativos, com quedas de 15% das bolsas e fortes movimentos de juros e moedas.

Como repetimos, construímos nossos portfólios para o longo prazo e, nesse sentido, seguimos construtivos nesse horizonte de tempo. Portanto, permanecemos investidos, bem dimensionados, diversificados e com nossos hedges naturais, como o ouro e dólar. Todavia, a incerteza advinda da eleição nos EUA pode atingir de frente os mercados, já relativamente caros. Nossa filosofia é sempre tentar atravessar bem esses contratempos e decepções de curto prazo para, assim, poder desfrutar do cenário positivo de longo prazo. Por essa razão, para amortecer ainda mais o movimento adverso, carregamos proteções, comprados em opções de venda de Ibovespa e S&P. Investidos para o longo prazo mas protegidos para o curto prazo.

Equipe XP Advisory

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