Resumo Diário de Política 14/01/2020: Paulo Guedes discute agenda do governo

Leitura crítica das principais notícias do dia sobre política, com resultados de apurações em Brasília e pesquisas do time de Análise Política, antes da abertura do mercado.

access_time 14/01/2020 - 09:05
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Paulo Guedes deu entrevista ao Estado (http://bit.ly/35TlTad). Disse que a reforma administrativa e a primeira parte da tributária devem ser enviadas ao Congresso quase ao mesmo tempo, até o início de fevereiro. Garantiu que Jair Bolsonaro continua comprometido com o conteúdo dos ajustes – os atrasos foram apenas questão de timing político. E ainda disse que, desta vez, as propostas estão sendo calibradas junto ao Congresso antes da apresentação dos textos.  “Agora, em vez de mandar uma versão das reformas com muita potência e depois o negócio ser esfacelado, a calibragem está sendo feita antes.”

Tomando como certo tudo o que ele disse, há bons e maus sinais. Que Bolsonaro continue mesmo dando respaldo à sequência do ajuste é excelente, ainda que o presidente não venha dando demonstrações nesse sentido. “Calibrar” os textos antes de apresentá-los pode ser bom, mas não evitará que o Congresso faça suas contribuições e deixe sua marca. E, por fim, não parece haver espaço – sem definição de uma ordem clara – para aprovar tudo o que já está no Legislativo e o que ainda vem pela frente. “Tudo é prioridade”, como Guedes disse, segundo a Folha (http://bit.ly/389hmBR ), não ajuda muito.

Mas em outra entrevista, o ministro da articulação política, Luiz Eduardo Ramos, destacou ao Valor que a reforma tributária é prioridade para o governo na volta do recesso parlamentar (https://glo.bo/2RdbfFW ) – ainda que a comissão mista criada em dezembro em acordo com o governo, como previsto, não tenha saído do papel durante o recesso. O grupo deve iniciar suas atividades – vejam só – por uma rodada de viagens internacionais para colher boas práticas ao redor do mundo. (https://glo.bo/2TnaeOr)

Guedes ainda criticou a possibilidade de greve de servidores federais (https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,guedes-critica-a-possivel-mobilizacao-de-funcionarios-federais-por-aumento-salarial,70003157230) e deu sinal verde à recomposição do salário mínimo de acordo com a inflação (http://bit.ly/3a9iPKs ), que deve ter custo de R$ 1,9 bilhão. O ponto ameaçava se tornar delicado para o governo no retorno do recesso e é bom sinal que o Planalto saia na frente e não fique a reboque do Congresso.

O governo terá ainda de encontrar outros R$ 9,7 bilhões para zerar a fila do INSS (http://bit.ly/2RiIMhQ).

Em tempos de indicação ao Oscar, este Newsfeed não vai se aventurar a fazer uma resenha de “Democracia em Vertigem”, mas registra que aguarda ansiosamente o lançamento do documentário que relatará a versão de Michel Temer sobre o impeachment de Dilma Rousseff. (http://bit.ly/2ssQNZu ).

Internacional

Autoridades americanas confirmaram que retirarão rótulo de manipulador de moeda da China, revertendo medida adotada por Trump no ano passado. A decisão antecede a assinatura da primeira fase do acordo comercial entre os países, que acontece ainda essa semana. O vice premier, Liu He, chegou ontem a Washington e deve selar o acordo com Trump na quinta-feira (15) (http://bit.ly/2uN95p2).

Acontece o sétimo debate democrata ‪às 23h (BRT). O evento reunirá seis pré-candidatos – o menor número de participantes em um debate até o momento. São eles: Joe Biden, Bernie Sanders, Elizabeth Warren, Pete Buttigieg, Amy Klobuchar e Tom Steyer. A menos de um mês do início das primárias, se espera uma discussão afiada entre os principais candidatos (http://bit.ly/2TkGVMk).

No Reino Unido, Boris Johnson concedeu sua primeira entrevista desde a eleição. O primeiro ministro discutiu as tensões entre EUA e Irã, um possível acordo com a União Europeia, sua política social, e o assunto mais quente da semana, o ‘Megxit’. Veja os destaques aqui: https://bbc.in/2uOI2d1 e http://bit.ly/3859iCc.

Hoje é o 378º dia do governo Jair Bolsonaro.

Faltam 265 dias para as eleições municipais.

Faltam 295 dias para as eleições nos EUA.

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