Cenário Macroeconômico Global, por Alberto Bernal – Julho

Mercados de ações:  (1) Discorremos em nosso último relatório quinenal sobre a expectativa de que o índice SPX termine o ano de 2019 com 2.700 pontos, e não 3.000 como previsto anteriormente. Argumentamos à época que o dilema entre a China e os EUA precisaria piorar para forçar o retorno de ambos à mesa de […]

access_time 30/06/2019 - 15:40
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Assista aqui a opinião do nosso estrategista global, Alberto Bernal

Mercados de ações: 

(1) Discorremos em nosso último relatório quinenal sobre a expectativa de que o índice SPX termine o ano de 2019 com 2.700 pontos, e não 3.000 como previsto anteriormente. Argumentamos à época que o dilema entre a China e os EUA precisaria piorar para forçar o retorno de ambos à mesa de negociações. As evidências estão mostrando que o aumento esperado da volatilidade nunca chegou, de fato, aos mercados.

(2) Em nosso relatório quinzenal passado, também apontamos que os governos dos presidentes Trump e Xi chegariam a um consenso em algum momento nos próximos meses, já que um acordo com a China continua sendo IMPRESCINDÍVEL para a reeleição de Trump. O anúncio de que Trump e Xi terão uma “extensa” reunião em Osaka, no Japão, ainda neste mês foi bem recebida pelos mercados.

(3) Em concomitância com o rebaixamento de meta do nosso SPX, reduzimos o nosso MSCI EM de final de ano de 1.200 para 1.000.

(4) Olhando adiante, se a reunião entre Trump e Xi for promissora, o Fed cortará as taxas de juros apenas uma vez antes das eleições de 2020 e os mercados continuarão a ter um bom desempenho. Caso contrário, o Fed diminuirá os juros três vezes antes de novembro de 2020 e os mercados de ações mundiais cairão materialmente, precificando uma recessão mundial.

Renda Fixa: 

(1) Nossa visão, há muito defendida, sobre uma queda da dinânica econômica nos EUA, na Europa e no Japão se mostrou precisa. Desde o “tweet” de 5 de maio do presidente Trump, os títulos de 10 anos dos EUA subiram agressivamente. Agora vemos esse títulos de 10 anos encerrando 2019 em 2,20% e não em 2,30% como previsto anteriormente. Vemos, ainda, os títulos de 30 anos terminando o ano em 2,50% em vez de 2,60% como anteriormente apontado.

(2) Continuamos esperando que o núcleo do PCE dos EUA termine 2019 a 1,4% aa.

(3) Reiteramos que estamos em um estágio tardio neste longo ciclo econômico. Esperamos que o Fed reduza as taxas de juros uma vez no final deste ano (-25 bps). No caso de uma piora na guerra comercial, veremos três cortes nas taxas de juros americanas antes da eleição presidencial de 2020, nos EUA.

Preços de Commodities:

(1) A expectativa é que o preço do petróleo (futuro de um mês do WTI) termine 2019 em US$60. Esperamos um crescimento econômico mundial satisfatório, uma OPEC “hawkish”, um dilema iraniano persistente e um colapso na Venezuela sustentando os preços do petróleo este ano. Nossos modelos mostram que, até o final de 2019, a oferta mundial de petróleo superará a demanda em cerca de +/- 0.82 MBD. Acreditamos que até o final de 2019 a demanda terá aumentado cerca de 1,46 MB, enquanto a oferta será apenas 220.000 maior, em comparação com o final de 2018.

Mercados de Câmbio:

(1) Esperamos um crescimento mundial mais lento, um alto déficit fiscal nos EUA e um Fed “dovish”, enfraquecendo o dólar. Se o nosso cenário base do acordo entre os EUA e a China se mostrar impreciso, o DXY sofrerá uma maciça elevação no ano atingindo +/- 105.

(2) Esperamos que a política monetária do Japão e da Zona Euro se torne cada vez mais expansionista no decorrer do ano, uma vez que a inflação subjacente permanece substancialmente abaixo da meta.

(3) Se virmos uma resolução da questão da guerra comercial em breve, o enfraquecimento do USD deve voltar ao centro das atenções, e o DXY passará a ser negociado em um patamar mais baixo (em 93) até o final de 2019.

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