E se a Bolsa caísse 15%?

Já pensou se o Ibovespa tivesse uma queda expressiva? Veja as nossas projeções e recomendações para você conseguir tolerar os sustos e manter o foco no longo prazo

access_time 17/02/2020 - 14:00
format_align_left 9 minutos de leitura

Estamos acostumados com a sequência de altas da Bolsa brasileira nos últimos tempos, e andamos bastante otimistas com o mercado de renda variável, mas temos nos perguntado: e se o índice da Bolsa caísse 15%?

Nossa recomendação é que o investidor tenha sempre um portfólio diversificado, ajudando-o a tolerar os sustos e manter o foco no longo prazo.

Esse estudo será feito levando em conta nossas carteiras recomendadas. Clique aqui para ver nossa visão completa.

Renda variável é volátil

Por que consideramos uma queda de 15%? Essa foi a queda média que a Bolsa sofreu nos momentos de maior aversão, ou seja, quando perdeu mais do que 5% de seu valor. Essas quedas são fortes, normalmente acompanhadas de muitas notícias ruins e podem assustar investidores.

Coletamos os valores do desempenho da Bolsa (IBX) e da renda fixa (CDI) durante o período de 2000 a 2019. Em média a cada 8 meses houve uma queda superior a 5%, e a cada 1 ano e 3 meses uma superior a 10%.

Em média, quando a Bolsa brasileira caiu mais de 5%, ela sofreu uma queda de 15,4% de seu pico anterior até a mínima subsequente. A essa queda damos o nome de drawdown.

Muitos investidores se assustam e vendem suas posições de ações nos momentos adversos, mas esse não é o melhor caminho.

Os perigos do “stop”

Imagine 3 investidores. O primeiro, moderado, carrega 15% em renda variável. O segundo, agressivo, prefere ter 30% em Bolsa.

O terceiro quer acompanhar o agressivo, com 30% em ações, mas ele está fora de seu perfil. Assim, ele se assusta quando a Bolsa cai 15%, e corta sua exposição a ela pela metade.

Vamos assumir que o restante de seus portfólios está em CDI, e que os 3 retornam a suas carteiras iniciais ao final de cada ano, rebalanceando o peso de seus ativos.

O gráfico a seguir mostra os resultados anualizados (expressos em pontos percentuais ao ano) para cada um deles, de 2000 até hoje.

Podemos ver que o investidor que se assusta e reduz a posição é o que se sai pior.

Diversificando para estar sempre pronto

Não é só com Pós-Fixados e Renda Variável que construímos uma carteira. Entendendo melhor como diferentes Classes de Ativos se comportam, é possível montar portfólios resilientes, que irão ajudar o investidor a atravessar esses momentos difíceis.

Nossa análise também indica que é fundamental entender como está o mundo no momento da queda, e utilizamos a taxa de juros de 2 anos nos Estados Unidos para fazer essa mensuração.

Quando essa taxa está subindo a queda da Bolsa brasileira tende a ser mais aguda, pois o capital está saindo de países emergentes em geral.

Por outro lado nos Estados Unidos as ações tendem a cair menos, pois uma taxa de juros maior normalmente significa que o crescimento do PIB do país está acelerando.

É importante ter em mente que há ativos Cíclicos, aqueles que sofrem perdas em conjunto com a renda variável, e Anti-Cíclicos, que normalmente se valorizam nesses momentos.

O gráfico abaixo detalha os dados para cada uma de nossas classes de ativo. Nele chamamos de Queda o período que se inicia no pico anterior da Bolsa, e vai até seu mínimo subsequente; e de Recuperação o período de 3 meses após esse vale.

A Bolsa brasileira e o Dólar

Muitos brasileiros utilizam o Dólar como proteção para suas carteiras. E é de fato possível ver que ele é anti-cíclico, em média subindo 9% quando o IBX cai.

A moeda brasileira tende, entretanto, a se apreciar nos 3 meses seguintes: o Dólar cai 3% nos períodos de recuperação.

De uma maneira bem simplificada, poderíamos dizer que o Dólar funciona mais como um freio, reduzindo o risco da carteira, do que como um diversificador.

Bolsas brasileira (IBX) e americana (S&P 500)

Note, por exemplo, que enquanto as ações no Brasil, medidas pelo IBX, sofrem sua queda média de 15%, o S&P 500 (índice da Bolsa americana, RV Global no gráfico) cai em menor escala (cerca de 5%). Se somamos a desvalorização de nossa moeda frente ao Dólar, o resultado médio é uma alta de 3%.

Um ponto interessante é que, ao passo que o IBX sofre mais nas quedas em que os juros estão subindo nos Estados Unidos, o S&P 500 se comporta de maneira oposta. Ademais a Bolsa americana, mesmo com risco cambial, normalmente sobe nos 3 meses seguintes ao fundo do poço.

Por conta dessas características, acreditamos que uma posição de renda variável global em dólares seja a melhor maneira de diversificar sua carteira de ações. Siga os links para conhecer o Trend Bolsa Americana Dólar FIM e o MS Global Opportunities Advisory FIC FIA IE, dois fundos que podem cumprir esse papel em seu portfólio.

Bolsa brasileira e ouro

A princípio o ouro também é anticíclico em relação ao IBX, subindo, com risco cambial, mais de 5% nos momentos difíceis da Bolsa brasileira. E, em média, ele também sobe no período de recuperação. O que também o torna uma diversificação razoável.

Mas há uma diferença: como o investidor que detém ouro não recebe uma remuneração, normalmente a commoditie sofre, com uma queda nominal de, em média, 8% nos momentos em que a queda do IBX ocorre em meio a uma alta de juros nos Estados Unidos. Como vimos antes, é justamente nesse momento que o próprio IBX sofre as maiores quedas.

É preciso, portanto, ter em mente que o metal dourado é um ótimo diversificador em alguns momentos, mas não o tempo todo.

Siga o link para conhecer o Trend Ouro FIM, se desejar incluir exposição a esse diversificador em seu portfólio.

Fundos multimercado

Os fundos multimercado, medidos pelo índice de fundos multimercado da ANBIMA (IHFA) possuem um comportamento interessante: em média eles conseguem preservar valor, ou seja, obter resultados positivos durante o momento de piora. No momento seguinte, entretanto, são capazes de entregar retornos bem positivos e superiores ao CDI.

É importante ter em mente que os fundos se comportam melhor em momentos em que a piora é lenta, e pior nos momentos de choque súbito.

Dentro do espaço de multimercados é importante estar diversificado.

Clique aqui para conhecer o Selection Multimercado FICFIM, nosso veículo diversificado de investimento em fundos multimercado.

Renda Fixa Global

No final do ano passado passamos a incluir em nossas carteiras também a diversificação em títulos de renda fixa de países desenvolvidos.

O objetivo aqui é adicionar um componente anticíclico: dado que esses papéis são Prefixados e que as taxas de juros caem em momentos de aversão a risco.

Ao contrário de outros ativos anticíclicos, conseguimos implementar essa estrategia com retornos esperados superiores ao CDI.

Isso porque a carteira de papéis possui taxa média, em dólares, em torno de 4% ao ano. Para fazer o hedge do câmbio o gestor paga algo em torno de 2,5% ao ano. Assim: o investidor aplica em uma carteira com taxa em torno de CDI + 1,5% ao ano.

Conheça o Morgan S. Global Fixed Income Advisory nosso fundo recomendado para investir nessa tema.

Um Portfólio Resiliente

Nossa maior preocupação é a busca por melhores retornos e preservação de patrimônio. No entanto, prever precisamente quando será o próximo choque é pouco provável. Por isso, nossas carteiras recomendadas são diversificadas através de classes e ativos com boas perspetivas de retorno.

Um exemplo de diversificação de forma bem estruturada é nossa posição de Bolsa americana em dólar que não só ajuda a defender em quedas significativas da Bolsa brasileira, diminui a volatilidade (oscilação dos retornos) das nossas carteiras, como contribuiu com seu retorno absoluto (retorno da classe isolada).

O resultado são portfólios mais resilientes e retornos ainda atrativos quando ponderados pelos risco, mesmo em momentos de queda da Bolsa. Abaixo ilustramos esse cenário e o cenário de recuperação da mesma, partindo dos mesmo períodos das análises anteriores.

Confira os ativos recomendados por perfil e a performance das nossas carteiras:

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