Dólar em alta: Saiba em quais ações investir na Bolsa

Companhias com grande exposição de seu capital fora do país são beneficiadas com o dólar em alta


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O dólar vem atingindo patamares altos e, de novo, ficou em plena evidência no mercado financeiro. Afinal, sempre que há uma alta expressiva do dólar, os alertas se acendem para as economias emergentes, incluindo o Brasil.

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E o mesmo acontece com algumas ações de empresas, que são diretamente impactadas com a valorização do câmbio. No entanto, alguns papéis na Bolsa tendem a se beneficiar nesse cenário. Por isso, vamos destacar logo abaixo alguns setores e companhias para você investir com a alta do dólar.

A alta do dólar em 2020

Principais causas e efeitos da alta do dólar: leia a nossa análise

O dólar em 2020 já valorizou pouco mais de 7% desde o primeiro dia do ano. De acordo com a análise de Alberto Bernal, estrategista chefe global da XP Investimentos, esse movimento acontece principalmente por causa da aceleração econômica dos Estados Unidos mais acentuada do que o mercado em geral esperava. E, por outro lado, as outras economias globais, como a China e os pares emergentes, não estão crescendo tanto quanto o mercado acreditava.

Em outras palavras, a valorização do dólar neste começo de ano, segundo a equipe de estrategistas internacionais da XP, foi por causa de um movimento chamado “fly to safety”. Essa expressão em inglês, utiizada no âmbito do mercado financeiro, significa em termos literais “voo para a segurança”, dando a ideia de migração do dinheiro dos investidores para ativos mais seguros.

E, atualmente, os investidores em geral classificam os Estados Unidos como um mercado sólido e seguro, ao passo que China, Brasil e outros países emergentes não geram essa mesma expectativa positiva. E isso causa uma depreciação dessas outras moedas frente ao dólar.

Em quais ações investir com a alta do dólar?

Basicamente, as empresas que tendem a se beneficiar com a valorização do dólar são aquelas que têm como principal atividade a exportação. Além disso, outra característica comum é a receita dolarizada e os custos em reais.   

O que acontece na prática é que esse tipo de empresa recebe grande parte em dólar. Portanto, essas companhias acompanham a alta da moeda de forma direta e, assim, suas receitas aumentam e os lucros também. Esse ganho operacional se reflete nas ações, que, por sua vez, se valorizam.

E caso essas empresas sejam boas pagadoras de dividendos, melhor ainda para os acionistas. Isso porque o lucro repassado aos investidores é referenciado em dólar no caso das exportadoras.

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O que destacamos

Os setores de frigoríficos, celulose, mineração, por exemplo, se beneficiam das exportações neste câmbio mais atrativo.

Além disso, empresas como JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3) que possuem mais da metade das operações nos EUA também são beneficiadas quando a receita é traduzida em reais.

Outro setor interessante é o de siderurgia que apesar das vendas serem focadas no mercado doméstico, o preço do aço é muito atrelado ao preço internacional. Com isso, se o preço internacional fica mais caro por conta de um dólar mais alto, abre espaço para aumentos de preço no mercado doméstico.

Vale se atentar também para o perfil de dívida e do custo de cada empresa, dado que do mesmo jeito que a receita exposta ao dólar fica maior neste cenário, dívidas e custos dolarizados também aumentam, mas com efeito negativo no resultado. Portanto, é muito importante analisar individualmente cada empresa.

Palavra do analista

Yuri Pereira, analista dos setores Papel & Celulose e Mineração & Siderurgia

Suzano (SUZB3) | Papel & Celulose

A Suzano (SUZB3) é um clássico exemplo de exportadora que se beneficia com a alta do dólar. “Mantendo constante o nível de preços da celulose, que estimamos em US$520/t (média) para 2020, para 1% de elevação do dólar, prevemos um aumento de 1,6% no EBITDA da companhia”, diz o analista de Papel & Celulose da XP Investimentos, Yuri Pereira.

Isso significa que a elevação do dólar deve ser responsável por um aumento nos fundamentose nos números, de forma geral, da companhia do setor de Papel & Celulose.

Vale (VALE3) | Mineração

A Vale, mineradora de grande expressão no Brasil e no mundo, também é um ativo a se prestar bastante atenção com a alta do dólar. No caso, segundo o analista Yuri Pereira, os preços valorizados da moeda norte-americana impactam um pouco menos, pois a empresa também possui custos em dólar, como o frete transoceânico.

“Estimamos que para cada 1% de alta no dólar, o EBITDA da Vale suba 0,4%”, projeta o analista.


Para mais detalhes de empresas que têm exposição positiva ao dólar, veja nossas analises individuais: Vale, Suzano, Klabin, Gerdau, JBS, BRF, Marfrig.

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