Especialistas revelam tudo o que você precisa saber para se aposentar bem

access_time 17/01/2020 - 17:52
format_align_left 3 minutos de leitura

Como homenagem ao Dia do Aposentado e da Previdência Social, datas comemoradas no dia 24 de janeiro, resolvemos criar a Semana da Aposentadoria com diversos conteúdos para você entender a importância de pensar em um futuro tranquilo a partir de um bom planejamento financeiro.

E para abrir a Semana da Aposentadoria, fizemos uma Live especial que introduziu o assunto e mostrou os investimentos necessários para se aposentar bem.

Nesta segunda-feira, direto do nosso estúdio em São Paulo, o coordenador de Alocação da XP, Felipe Dexheimer, realizou um bate-papo com dois especialistas em Previdência: Henrique Pocai, head de produtos da XP Corretora de Seguros, e Felipe Hirai, gestor e sócio da gestora Dahlia Capital.

Veja um resumo das opiniões de cada um deles durante o bate-papo:

Felipe Hirai, gestor e sócio da gestora Dahlia Capital

No fundo de Previdência da Dahlia, há a predileção por ações para tentar alavancar o patrimônio a longo prazo.

Segundo o gestor, o Brasil está vivendo sua 5ª onda. De 1960 pra cá, tiveram apenas quatro grandes movimentos de alta na Bolsa no Brasil. Esses movimentos duram entre 4 e 8 anos e a Bolsa (em dólares) se multiplica de 10 a 30 vezes, diz o especialista.

“Estamos na 4ª virada brasileira. O movimento que elegeu o presidente Bolsonaro ou aprovou a reforma da Previdência é parte de um grande ciclo geracional, que pode durar entre 20 e 30 anos”, prevê.

Bolsa é um investimento de longo prazo. Quanto maior o período de investimento, menor o risco de perda. “Desde 1994, nenhuma pessoa que investiu por pelo menos 10 anos no Ibovespa perdeu dinheiro”, diz Hirai.

Felipe Dexheimer, head de Alocação da XP Investimentos

A maioria das pessoas não reflete sobre o desafio que é investir para sua aposentadoria. Estamos falando de uma ultramaratona de 50 anos: o brasileiro mediano, de 33 anos, terá que aplicar seu dinheiro por mais de 30 anos, desinvestindo lentamente ao longo de outros 20.

Esse período certamente estará repleto de mudanças, difíceis ou mesmo impossíveis de prever com antecedência. Setores da economia global vão desaparecer e outros novos vão surgir, por isso não podemos nos prender a velhos paradigmas.

O investidor também deve se preocupar com o risco de reinvestimento, um tipo silencioso de risco, que pode fazer a capacidade de seu portfólio de gerar renda ser muito menor, sem que ele se dê conta.

Para saber mais, leia este artigo

Henrique Pocai, head de produtos da Corretora de Seguros da XP

Para investimentos de longo prazo, é essencial também pensar no veículo onde esses recursos vão estar, e um plano de previdência é o melhor deles:

  • A alíquota de imposto de renda pode ser de apenas 10% após 10 anos de investimento (caso o participante opte pela tributação através da tabela regressiva), sem incidência de come-cotas;
  • Pode não ocorrer a incidência de ITCMD (a depender do Estado de residência fiscal do participante) nem custos de advocados se o titular vier a faltar.

Os planos de previdência também têm evoluído nos últimos anos, com o regulador percebendo que havia restrições desnecessárias para os fundos, que acabavam limitando os retornos dos clientes. Hoje é possível investir, por exemplo, em fundos de previdência que estão 100% aplicados em renda variável.

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