Selecionando gestores de fundos: pontos de atenção

Selecionar uma carteira de investimentos não é uma das tarefas mais triviais. O grande número de opções, classes, produtos e características podem atrapalhar até os investidores mais experientes. Porém além do produto o investidor precisa ficar atento a outros aspectos da estrutura de um fundo de investimento.


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Selecionar uma carteira de investimentos não é uma das tarefas mais triviais. O grande número de opções, classes, produtos e características podem atrapalhar até os investidores mais experientes. Por esse motivo, os fundos de investimentos se tornam uma excelente alternativa para aquele investidor que deseja contar com a gestão especializada de uma equipe que possui vasta experiência em diferentes tipos de mercados.

Em paralelo a essa facilidade de alocação, temos a indústria de fundos de investimentos em constante evolução, oferecendo mais de 24 mil alternativas e deixando a tarefa de seleção de fundos cada vez mais difícil para o investidor inexperiente. No gráfico abaixo é possível perceber o crescimento do número de fundos ano a ano no Brasil.

O crescimento da indústria é sem dúvidas algo positivo, por oferecer diferentes alternativas aos investidores. Porém isso traz um maior desafio ao investidor, pois existem vários aspectos tanto qualitativos quanto quantitativos na análise de um fundo de investimentos que o investidor precisa levar em consideração. Vale lembrar que antes de escolher o fundo de investimento, o investidor precisa olhar para quem está fazendo a gestão desse fundo. Essas empresas são chamadas de gestoras de recursos, que vem do termo em inglês Assets Managements ou simplesmente Assets como também são conhecidas.

Duas coisas: o produto e a gestão

Antes de mais nada, é essencial que o investidor compreenda a dinâmica de formação de um fundo de investimento e suas características especificas – em linhas gerais o investidor ao investir via fundo de investimento se torna um cotista de uma parcela desse fundo, de acordo com o valor aplicado que será somado ao montante de outros investidores. O valor dessa cota é definido no momento da aplicação de acordo a regra do fundo, onde o valor investidor será dividido pela quantidade de cotas que o fundo possui – evitando transferência de riquezas entre novos e antigos cotista, gerando também transparência ao investidor.

Dentro desse fundo existem diversos prestadores de serviços que compõem essa estrutura tais como o auditor, distribuidor, administrador, custodiante e gestor. Todos possuem sua participação e relevância, porém se fizermos um paralelo entre um fundo de investimento e um navio, o gestor seria o capitão! Aquele que vai definir a direção do fundo e isso consequentemente terá impacto na rentabilidade – tudo a partir das decisões de alocação tomadas.

Na hora de colocar um fundo na carteira é ideal que o investidor entenda o que esperar daquele fundo e isso deve ser verificado através do retorno ajustado ao risco. Dessa forma, em um momento de incertezas, o investidor que compreender a estratégia do fundo terá ciência (e em muitos casos tranquilidade) sobre o que está acontecendo no portfólio, mesmo que a rentabilidade esteja em queda.

Um erro muito comum que muitos investidores cometem é selecionar o fundo apenas pela rentabilidade que foi entregue. Apesar do desempenho ser um indicador importante, ele não deverá ser um fator único de qualificação de um fundo de investimento. Por esse motivo, todo investidor precisa levar em consideração a frase que é obrigatória no prospecto de todos os fundos: “rentabilidade passada não é garantia da rentabilidade futura”. Mas além da rentabilidade o que olhar?

Due diligence

O “Due Diligence” termo em inglês que significa “diligência prévia” e um processo é realizado através de um questionário investigativo. Esse processo que costuma ser aplicado por investidores institucionais e profissionais, sendo semelhante ao processo de auditoria. Ele serve para atestar a veracidade das informações prestadas pela gestora.

Nesse questionário é possível ter acesso às informações cadastrais da gestora, tais como razão social, data de constituição, endereços. Também é possível verificar a estrutura societária, organograma, histórico da empresa, quais processos de alocação adotados, os números da empresa, funcionamento da tesouraria, regras de remuneração, retenção de talentos, limitações da gestora, planos de expansão, estrutura jurídica entre outros fatores.

As informações coletadas nesse questionário servem como referência para analisar a veracidade dos dados fornecidos pela gestora e dos fundos, também é possível localizar nesse questionário informações discricionárias sobre os fundos e produtos geridos pela instituição. A transparência da instituição é um fator vital nesse processo, já que essas informações servirão para atestar a credibilidade e solidez da empresa.

A análise quantitativa

Essa é uma das primeiras verificações que um investidor faz, seja experiente ou não. Isso porque na lâmina do fundo o investidor já terá acesso a parte dessas informações. Retorno acumulado (em diferentes janelas de tempo), volatilidade, retorno ajustado ao risco, maiores quedas, meses acima do índice de referência, custos, entre outros são indicadores verificados na análise quantitativa. Nesse tipo de análise, fazer um comparativo entre outras gestoras e fundos de investimentos é ideal para se ter um ponto de referência.

Para fins explicativos, trago aqui um trecho do Top 50 – Brasil – Outubro, que é uma recomendação do nosso time de análises para fundos de renda fixa no mês de outubro, perceba que são apresentadas algumas características quantitativas de cada fundo logo no inicio do relatório, porém é importante ressaltar que antes desses valores, são verificados os aspectos qualitativos que irão classificar os fundos que compõem essa lista.  Para entender um pouco mais sobre o que é levado em consideração nesse tipo de análise, confira no tópico a seguir.

A análise qualitativa

Tempo da gestora, dos fundos, experiência do gestor são itens verificado nessa análise. A experiência é um ponto qualitativo de peso, visto a complexidade do mercado financeiro, o conhecimento aliado a experiência pode se converter em retornos consistentes no longo prazo. Dessa forma, olhar a experiência dos gestores bem como a sinergia da equipe de alocação é muito importante. Se estamos falando de uma gestão de longo prazo, manter a equipe bem estruturada é importante, por isso analisar o fluxo de entrada e saída de profissionais da gestora também é um ponto de atenção que precisa ser verificado.

A verificação dos tipos de ativos operados, bem como a liquidez do fundo frente a composição da carteira é algo que deve ser verificado com atenção. Um fundo com composição de ativos de vencimento longo, mas que possui como regra liquidez curta, pode causar muitos prejuízos a rentabilidade caso o fundo em questão tenha um alto volume de resgates no período. Por isso verificar se a liquidez do fundo condiz com a liquidez dos ativos do portfólio é essencial.

Referente aos processos de investimentos, é importante entender a estrutura da gestora frente as diferentes classes. Sendo importante ter analistas com diferentes perfis e coberturas – de acordo com as estratégias adotadas pelo fundo. Em muitos casos, ter equipes segmentadas é essencial para um acompanhamento mais próximo dos mercados ou ativos específicos.  

A solução da XP Asset

Sabendo que a seleção de gestoras não é uma tarefa trivial, a família Selection nasceu para trazer facilidade ao investidor. Com gestão de Samuel Oliveira, a família Selection tem como objetivo encontrar gestoras “Outliers” ou seja, fora da curva – verificando estrutura, equipe, transparência, legado, proatividade, experiência e por último resultados e a consistência de entrega. Perceba que a entrega fica por último na seleção, pois como falado anteriormente, o retorno vai contar sim, mas antes disso temos outros fatores a serem considerados.

É possível perceber que a análise de uma gestora não é uma tarefa trivial de ser realizada, ainda mais para um investidor pessoa física que não possui contato direto com o gestor do fundo. Porém, existem vários documentos, portais e alternativas para que o investidor consiga se informar acerca da gestora e das estratégias do fundo antes de realizar a aplicação. Aqui no portal de conteúdos da XP, nossa equipe de análises fornece diversos materiais e carteiras para facilitar a sua escolha além de poder contar com todo um time de assessoria a sua disposição para te auxiliar.

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