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Na mira de 2050

Precisamos nos provocar a ir além – 2050 parece distante, mas está mais perto do que imaginamos

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Não há dúvidas de que, quando o tema é ESG, um dos maiores desafios é a falta de dados das empresas referentes aos critérios ambientais, sociais e de governança. Mesmo no caso das companhias que já realizam a divulgação, hoje ainda inexiste uma regulamentação que padronize quais e como esses indicadores devem ser divulgados.

É fato que vemos cada vez mais ferramentas desenvolvidas por grandes provedores de dados que visam atribuir notas, ou seja, ratings ESG, para diferentes empresas. Sem dúvida, esse é um trabalho importante que ajuda os investidores a entenderem como as diferentes empresas estão posicionadas quando o tema é ESG. Contudo, essas ferramentas, por si só, não solucionam todos os desafios.

A verdade é que, como diferentes consultorias apresentam diferentes ratings ESG para uma mesma empresa, isso pode vir a dificultar o entendimento dos investidores. Muitos passam a se perguntar qual dentre as diferentes avaliações existentes deve ser considerada para tal empresa.

Talvez alguns se perguntem se já não temos desafios demais olhando para o curto prazo no Brasil. Sem dúvidas, mas são ações feitas agora que permitirão mudanças no longo prazo. Precisamos nos provocar a ir além – 2050 parece distante, mas está mais perto do que imaginamos.

Existem três razões principais que explicam por que uma empresa pode ter ratings diferentes: medição do mesmo tópico ESG com indicadores diferentes; inclusão de diferentes tópicos; e peso usado para cada componente da nota. Claramente, o fruto do problema não está no trabalho exercido pelas consultorias, mas na inexistência de um padrão de divulgação para as empresas.

Sim, já existe uma série de ferramentas. Por outro lado, uma nova foi lançada na semana passada, tendo boa repercussão e diferente das demais. Tal ferramenta coloca um holofote em uma questão que, embora abordada pelos demais ratings, é ainda pouco discutida aqui no Brasil.

Anunciada pela Fitch com o nome de ESG Vulnerability Score (ESG.VS), a metodologia criada tem como objetivo analisar o risco ESG até 2050. Diferentemente dos ratings de crédito, que focam em aspectos de curto e médio prazo, os fatores ambientais, sociais e de governança tendem a ter um impacto num horizonte mais longo. É exatamente nessa visão de longo prazo que mora a inovação da nova ferramenta.

A novidade da Fitch reflete as pressões de fatores ESG que podem mudar as classificações em prazos muito mais longos – por exemplo, em um cenário onde as emissões de gases de efeito estufa são reduzidas o suficiente para limitar o aquecimento global em 2°C. Nesse sentido, o novo rating da Fitch permite que as questões relacionadas à mudança climática sejam colocadas em pauta. Reforçamos que as empresas e os investidores têm papel fundamental em prezar pelas condições futuras do mundo.

O monitoramento em relação ao impacto e o que pode ser feito por parte das empresas, do governo e da sociedade como um todo quando o tema é mudança climática ainda é incipiente no Brasil. Na Europa, isso já é centro das discussões.

Talvez alguns se perguntem se já não temos desafios demais olhando para o curto prazo no Brasil. Sem dúvidas, mas são ações feitas agora que permitirão mudanças no longo prazo. Precisamos nos provocar a ir além – 2050 parece distante, mas está mais perto do que imaginamos.

Para saber mais sobre ESG acesse a nossa página sobre o assunto

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