COE Cannabis: Um mercado alternativo

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A história da cannabis data de, ao menos, 4.000 anos no passado, quando humanos já utilizavam-na como erva medicinal, bem como para uso têxtil e recreativo. Na China, 20 séculos a.C., há relatos de uso medicinal pelo Imperador Shen Nung; nos EUA de 1600, colonizadores ingleses começaram a cultivá-la na Virginia e Massachusetts; nos séculos XVIII e XIX, grande parte da produção já era utilizada pela indústria têxtil na manufatura de papel, corda, velas de navio e tecidos. E então começaram os temores: Em 1913, a Califórnia foi o primeiro estado americano a proibir seu cultivo e uso por preocupações quanto aos efeitos na saúde humana e, em seguida, diversos estados e países seguiriam a mesma tendência restritiva.

Mais recentemente, o estado americano que havia inaugurado a proibição também foi o primeiro a legalizar seu uso medicinal em 1996. Hoje, uma verdadeira Onda Verde acontece nos EUA com cada vez mais estados permitindo o cultivo e utilização da planta e seus derivados para diversos fins. Enquanto presenciamos o crescimento desta indústria multibilionária, acreditamos na importância de se elencar as oportunidades e desafios que seguirão nos próximos capítulos desta história.

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Por Victoria Putina, “The US Cannabis Legalization Since 1939”

Segmentação de mercado

A utilização da cannabis é dividida em 3 grandes grupos: 1) Medicinal, 2) Recreativo e 3) Industrial – este último focado principalmente na indústria têxtil. De acordo com a Fortune, em 2018, praticamente 50% do mercado foi para uso medicinal. No entanto, o uso recreativo deve ser ampliado nos próximos anos, ao passo que a “commoditização” do produto, via produção em larga escala, deve criar equidade entre os preços da cannabis legal vs. ilegal.

Além disso, governos vêm manifestando interesse nos impostos que podem ser recolhidos na comercialização legal do produto. Por isso, estimativas indicam que, nos EUA, o mercado legal pode crescer de US$ 6bi em 2016 para US$ 50bi em 2026.

Opinião pública

Antes considerada um tabú para a maioria dos americanos, a legalização da cannabis registrava 84% de rejeição em 1969 segundo pesquisa da Pew Research Center.

Os tempos mudaram e, consigo, a opinião popular. Nos últimos 50 anos, o índice de aprovação da legalização aumentou de 12% em 1969 para 67% em 2019, quando registrou um novo recorde. A última década foi transformadora não só do âmbito regulatório, mas também na mudança de percepção da sociedade.

E esta tendência deve continuar a aumentar à medida que a geração mais jovem permeia a opinião pública. Quando estratificamos por idade, entre os Millennials (nascidos entre 1981 e 1997), o apoio à legalização é de ~75% vs. 65% da Geração X (1965 – 1980), 63% dos Baby Boomers (1946 – 1964) e 35% da Geração Silent (1928 – 1945). Se considerarmos o apoio ao uso recreativo OU medicinal, a desaprovação é de apenas 8% da população.

Principais tendências

► Um número cada vez maior de países têm legalizado o uso medicinal de cannabis, dentre eles, Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, Alemanha, Grécia, Israel, Itália, Holanda, Peru, Polônia, Portugal e Uruguai.

► Nos EUA, mais de 35 estados legalizaram a droga, sendo que em 16 deles o uso recreativo é permitido.

Onda Azul ou Onda Verde? Com Democratas controlando o Congresso, o Senado e a Presidência (Onda Azul), a tendência é que haja, em breve, alguma reforma na legislação da cannabis. De acordo com o Politico, em 2019, 68% dos membros Congresso Americano representam 33 dos 35 estados onde o uso ao menos medicinal da droga já é permitido.

► Hoje, 43% da população americana vive em um estado legalizado.

► Entre janeiro e abril de 2021, 4 estados legalizaram a cannabis também para uso recreativo: Nova Jersey, Nova York, Virginia e Novo México.

► O vizinho ao norte dos EUA, o Canadá, já legalizou a droga. O México, ao sul, aprovou uma proposta preliminar no congresso por 316 votos à 129, marcando um passo relevante na guerra às drogas do país.

Estimativas de crescimento

As expectativas de crescimento variam entre as casas de pesquisa: entre 2021 e 2028, espera-se uma expansão de mercado entre 14,3% e 18,1% a.a. Enquanto, na média, o crescimento anualizado esperado do mercado é de ~16,7% a.a. Seguindo estes dados, o mercado legal de cannabis nos EUA passaria de US$ 25bi em 2020 para US$ 72bi em 2028.

Desafios

► Por ser um tema ainda controverso, a indústria da cannabis ainda deverá enfrentar diversos obstáculos.

Regulação e legalidade irão moldar o futuro das empresas e podem ser muito distintos entre países que adotem políticas particulares, dificultando a adaptação em regiões diversas.

► Por preocupações legais, bancos tradicionais limitam o acesso destas companhias aos seus serviços que, em grande parte, ainda precisam ser executados em dinheiro.

► Indústrias mais tradicionais, como do tabaco e do álcool, se aproximam cada vez mais da cannabis e podem trazer volatilidade regulatória.

► O estigma em torno do tema já é um desafio em si.

Fazendo um balanço frio das oportunidades e desafios postados pela indústria, acreditamos que o mercado de cannabis deve estar no radar do investidor. De um lado, os benefícios que podem ser trazidos pelo uso medicinal da droga são um atrativo pouco contestado pela opinião pública; do outro, as preocupações com os riscos à saúde e o tabú social servirão de obstáculos para o desenvolvimento deste mercado. Juízo de valor à parte, é inegável que estamos no meio de uma Onda Verde nunca vista na história.

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