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Resumo da Semana: Ibovespa fecha praticamente estável

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 30/04 a 08/05

Ibovespa: -0,3% | 80.263 pontos

O Ibovespa fechou praticamente estável (queda de 0,3%) aos 80.263 pontos, após uma semana volátil no âmbito internacional, marcada por notícias de tensões comerciais entre EUA e China, e uma decisão inesperada do Banco Central no Brasil, que cortou a taxa SELIC em 75 pontos base, para 3%. Para a Bolsa, cortes da Selic devem seguir favorecendo investimentos em renda variável. Por outro lado, no dia da decisão do COPOM, a cotação do dólar fez novas máximas, fechando a R$ 5,71, dada expectativa de cortes adicionais na SELIC e preocupações com a deterioração do cenário fiscal.

No internacional, no final de semana, Donald Trump acusou a China de esconder a epidemia do coronavírus para fazer estoques de equipamentos para combater a doença. Na sexta-feira, representantes dos dois países voltaram a conversar pela primeira vez desde a assinatura da primeira fase do acordo comercial em janeiro. Por enquanto não houve novidades, mas a conversa contribuiu para aliviar a ansiedade dos mercados sobre a possibilidade de retorno da guerra comercial.

No Brasil, a política seguiu trazendo instabilidade para os mercados nesta semana. No domingo, o presidente Jair Bolsonaro participou de ato em frente ao Planalto, violando novamente as recomendações de isolamento social. No sábado, o ex-ministro Sergio Moro prestou depoimento à Polícia Federal em que reafirmou a tentativa de interferência do presidente na Polícia Federal. O governo tenta não entregar ao Supremo a gravação completa da reunião no Planalto mencionada por Moro como um dos momentos em que a pressão foi exercida.

Do lado econômico, na terça, foi divulgado o PMI industrial do Brasil, que caiu de 48,4 pontos em março para 36,0 em abril, o pior resultado histórico do indicador. Na quarta-feira, a perspectiva para a nota de crédito soberano do Brasil foi revisada pela Fitch Ratings de estável para negativa. O grande destaque, no entanto, foi a decisão do COPOM de cortar a taxa SELIC em 75 pontos base, chegando a 3,0% a.a., sendo que o mercado esperava um corte de 50 pontos-base.

Do lado das empresas, publicamos o nosso Panorama de Maio: fizemos três mudanças na nossa Carteira Top 10 Ações XP e mantemos o nosso preço alvo para o Ibovespa em 94,000 pontos ao final de 2020 inalterado. Nesta semana, tivemos osresultados de ItaúAmbevAES TietêLojas Americanas, Bradesco e Banco do Brasil. Por fim, publicamos um relatório com os destaques da live com o CEO e o CFO da Renner.


Câmbio e juros

O Real teve uma desvalorização em relação ao dólar de 4,3%, fechando a semana em R$ 5,74 / USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 abriu 18 pontos base desde a semana passada.


O que esperar

No Brasil, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) e a divulgação de indicadores de atividade econômica de março (pesquisa mensal do comércio, de serviços e IBC-Br) serão os principais destaques da próxima semana.

No cenário externo, as principais divulgações serão o PIB do primeiro trimestre dos Estados Unidos, as vendas no varejo e a taxa de desemprego da China e os indicadores de inflação (CPI e PPI) e de produção industrial das principais economias globais (EUA, CHI e EUR).

Clique aqui para acessar a agenda econômica semanal.


Ações

Resultado 6% acima da nossa expectativa (EBITDA) e 10% acima do consenso de mercado. Ainda, preço de celulose subiu forte na semana (+US$4/t), para US$469/t.

Preço de celulose subiu forte na semana (+US$4/t), para US$469/t. Adicionalmente, o bom resultado da Klabin no segmento de celulose impactou positivamente a Suzano, em nossa opinião.

Atribuímos a alta das ações de B2W na semana ao otimismo do mercado com empresas de e-commerce após a divulgação de resultados sólidos do Mercado Livre no 1T20 (confira nossa visão sobre o tema no LINK). Além disso, a B2W divulgou resultados sólidos referentes ao primeiro trimestre de 2020 (LINK para o relatório).

As ações tiveram alta forte na semana, após a inclusão do setor de construção civil na lista de serviços essenciais (no contexto da Covid-19). A forte alta mais do que recuperou o movimento de correção no início da semana, após a companhia divulgar resultados abaixo do esperado.

Sem notícias específicas.

Durante a semana o câmbio desvalorizou ~5% e o preço-alvo das ações foi reduzido por parte de outra casa de análise.

A queda no preço das ações da brMalls, assim como de outras do setor, em parte reflete a abertura na curva de juros de longo prazo, bem como as incertezas em relação à retomada das atividades.   

Sem notícias específicas, atribuímos a queda das ações na semana à incertezas referentes aos resultados de curto prazo da companhia decorrente dos efeitos da crise desencadeada pelo coronavírus, com parte de suas lojas ainda fechadas.

Sem notícias específicas.

Acreditamos que as ações caíram em razão dos possíveis impactos da crise do coronavírus nos resultados do primeiro trimestre de 2020 (1T20). Ainda, a extensão da quarentena em São Paulo pode continuar pressionando as vendas e, consequentemente, o resultado do segundo trimestre do ano (2T20).

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