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Resumo da Semana: Ibovespa fecha em queda de 3,7%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 08/01 a 15/01

Ibovespa: -3,78% | 120.348 pontos

Em uma semana marcada por forte volatilidade, o Ibovespa fechou em forte queda de -3,78%, aos 120.348 pontos, mesmo em um cenário de aumento de liquidez global por conta da expectativa pelos novos estímulos fiscais nos Estados Unidos.

No cenário internacional, a semana também foi marcada pelo andamento do impeachment de Donald Trump. O pacote de estímulos do presidente eleito, Joe Biden, foi apresentado na quinta-feira e não foi bem recepcionado pelos mercados. O projeto de US$ 1,9 trilhão inclui medidas como US$ 1.400 em pagamentos diretos aos cidadãos, US$ 350 bilhões em auxílio estadual para gastos com saúde, auxílio suplementar de US$ 400 para desempregados, entre outras medidas. Com relação aos andamentos do impeachment de Donald Trump, a Câmara dos Representantes aprovou o processo pela segunda vez por 232 votos a favor e 197 contra. Para que o impeachment de Trump seja confirmado na Câmara Alta, será necessário o voto favorável de 67 dos 100 senadores da Casa.

Já no Brasil, os destaques foram para as eleições para a presidência da Câmara e do Senado. Os deputados Baleia Rossi (MDB) e Arthur Lira (PP) seguem em agenda de viagens pelo Brasil. O atual presidente, Rodrigo Maia (DEM), elevou o tom das declarações contra Jair Bolsonaro, chamando-o de covarde pela condução da pandemia. O episódio se insere na disputa, em que Maia e Baleia se opõem ao Planalto, e o tensionamento tende a permanecer até 1º de fevereiro. Já no Senado, há expectativa sobre ampliação de apoios a Rodrigo Pacheco, candidato de Davi Alcolumbre, e sobre a definição do MDB do candidato que deve enfrentá-lo.

Do lado das empresas, diversos rumores geraram forte volatilidade nas ações da Petrobrás e Banco do Brasil. No caso da Petrobrás, os papéis foram altamente impactados por notícias de que a companhia estaria praticando preços predatórios de combustíveis nas refinarias, além de rumores a respeito de uma eventual greve de caminhoneiros. Já sobre o Banco do Brasil, a possibilidade do recém-chegado CEO, Sr. André Brandão, ser demitido pelo presidente Jair Bolsonaro geraram risco de ingerência no banco e teve uma resposta negativa pelo mercado.

Por fim, destacamos a publicação do nosso relatório mensal macroeconômico com as nossas projeções de 2022, onde esperamos um crescimento do PIB de 2,0%, vindo de um crescimento de 3,4% em 2021. Outro destaque é a expectativa de terminar 2022 com o SELIC em 4,00% a.a..


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana em queda de 2,2% em relação ao Real, em R$ 5,30/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou alta, fechando 7 bps acima na semana, atingindo 7,88%.


O que esperar

A decisão do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central será o principal evento da agenda econômica da próxima semana no Brasil, além da divulgação do índice de atividade econômica para o mês de novembro. A nossa expectativa é de que a taxa Selic seja mantida em 2,00% ao ano. No cenário internacional, o PMI composto de janeiro será divulgado nas principais economias globais. Decisões de política monetária também serão anunciadas no Japão e na China. Clique aqui para ler o relatório completo.


Ações

A alta das ações na semana pode ser justificada por (i) parceria com rede lanchonetes Johnny Rockets, expandindo a participação da B2W em categorias de alta frequência de compras no segmento de restaurantes; (ii) incertezas em relação a vacinação da COVID-19 no Brasil fazem com que investidores estejam mais otimistas com o setor de e-commerce no curto prazo; e (iii) a underperformance das ações nas últimas semanas fizeram com que ficasse com uma relação de risco retorno atrativa para o papel, com múltiplos descontados em relação aos principais competidores.


Acreditamos que o movimento positivo das ações na semana esteja relacionado principalmente à expectativa pelo início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Notamos que a performance positiva se deu a despeito da apreciação do real frente ao dólar na semana, prevalecendo o otimismo com a vacinação.

Não há razões especificas nesta semana que sustentam a alta do papel.

A empresa se encontra restrita para cobertura por determinação da nossa área de Compliance.

A alta das ações na semana pode ser justifica pela expectativa positiva do mercado referente a sua prévia operacional, divulgada na quinta-feira pós fechamento do mercado. Em nossa opinião, a MRV apresentou sólido resultado operacional e geração de caixa. Para mais detalhes, acesse o relatório

Apesar da estabilidade nas commodities, acreditamos em movimento de realização de lucros, dado o cenário de maior aversão ao risco durante a semana.

A empresa se encontra restrita para cobertura por determinação da nossa área de Compliance.


Acreditamos que o desempenho das ações refletiu uma combinação de: (i) notícias mencionando que a ABICOM entrou com uma reclamação no órgão regulador antitruste CADE alegando que a Petrobras estaria praticando preços predatórios de combustíveis nas refinarias, abaixo dos níveis de paridade de importação e (ii) notícias a respeito de uma potencial greve de caminhoneiros no dia 1º de fevereiro de 2021. Confira mais em nosso relatório.  

A performance negativa das ações reflete uma maior preocupação quanto aos riscos de governança da companhia após carta recebida do Governo do estado do Paraná. Nesta carta, o Governo do Estado: (i) condiciona a aprovação da migração para o Nível 2 de Governança Corporativa B3 à realização de uma oferta secundária de ações de titularidade do Estado do Paraná em conjunto com a oferta a ser realizada pelo BNDESPar e (ii) solicita distribuição de dividendos extraordinários “no maior valor possível levando-se em consideração as necessidades de fluxo de caixa da Copel ao longo de 2021″. Confira os detalhes em nosso relatório.

Sem notícias especificas da companhia. Atribuímos a queda das ações ao movimento de realização de lucros.

Fluxo de negociações na Bolsa brasileira

Nessa semana, o volume total de negociações foi de R$ 205,9 bilhões*, sendo a média diária de R$ 41,2 bilhões*, e o saldo da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi de R$ 9,6 bilhões**.

*Até dia 14/01/2021

**Até dia 13/01/2021

Performance das Bolsas mundiais (5 Dias)

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