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Resumo da Semana: Ibovespa fecha em queda de 3,1%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 27/08 a 03/09

Ibovespa: -3,1% | 116.933 pontos

O Ibovespa fechou a semana com uma queda acumulada de -3,1%, aos 116.933 pontos, o pior desempenho desde fevereiro, por conta, primordialmente, de riscos domésticos. Pesou no mercado daqui a aprovação da reforma tributária pela Câmara, e preocupações com a crise hídrica, além de dados econômicos abaixo das expectativas. Lá fora, os mercados tiveram uma sexta-feira no negativo também depois do relatório de emprego dos EUA ter decepcionado, mas ainda assim terminaram a semana com ganhos, depois de terem fechado o mês de agosto fortes.

No Brasil, a semana foi marcada pela votação da reforma do imposto de renda no Congresso, que aprovou pontos interpretados como negativos pelo mercado, com destaque para a tributação de dividendos. Hoje, essas distribuições são isentas de impostos, mas o projeto prevê uma taxação de 15%, que já foi proposta em 20% na primeira versão enviada pelo governo. Lembrando que o projeto agora vai para o Senado, onde ainda pode sofrer alterações. Além disso, o relatório do PIB mostrou uma contração de -0,1% no segundo trimestre, enquanto a produção industrial caiu -1,3% em julho, ambos desapontando estimativas. Por último, incertezas quanto às manifestações marcadas para o dia 7 de setembro também afetaram o movimento da Bolsa.

Lá fora, o grande evento da semana foi a divulgação do payroll americano, que veio em 235 mil vagas de emprego, número bem abaixo dos 720 mil esperados. O relatório mostrou uma desaceleração expressiva do número revisado de julho de mais de 1 milhão de vagas de emprego criadas, e vem em um momento em que a variante Delta da Covid-19 preocupa. O relatório coloca em dúvida os planos do Federal Reserve, banco central americano, sobre o processo de redução de ritmo de compra de ativos, conhecido também como tapering. Alguns analistas do mercado esperavam um anúncio ainda neste mês, mas o dado diminuiu essa probabilidade.

Na Ásia, dados econômicos da China desapontaram também. Dados do Índice de Gerente de Compras (PMI, em inglês) mostrou uma contração do setor de serviços pela primeira vez desde 2020, como reflexo das medidas de restrição pra conter um surto da Covid-19. E no Japão, mercados reagiram positivamente ao anúncio de que o primeiro-ministro Yoshihiko Suga não irá concorrer nas próximas eleições do partido.

Em commodities, o petróleo teve outra semana turbulenta. Os preços reagiram positivamente com a decisão da OPEP+ de ampliar a produção para 400 mil barris por dia a partir de outubro, revertendo os cortes implementados durante a pandemia. Além disso, os preços foram afetados pela passagem do furacão Ida no Golfo do México, que paralisou a produção por lá. E na sexta-feira, os preços caíram com sinais de desaceleração econômica depois do payroll americano. Na semana, o Brent acumulou ganhos de +1,0% enquanto o WTI fechou com alta de +0,8%. Por último, o mercado de carne apresentou queda nos preços por notícias de suspeita da doença da “vaca louca” em Minas Gerais.


Gráfico da semana:

Investimentos internacionais com e sem proteção cambial

Clique aqui para ver mais detalhes sobre o gráfico da semana.


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com uma queda de -0,22% em relação ao Real, em R$ 5,19/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou alta de 62 bps na semana, atingindo 10,76%.


O que esperar

No cenário internacional, os destaques serão a inflação ao produtor (PPI) nos EUA e as reuniões do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco do Povo da China (PBoC). Além disso, discursos de dirigentes do Fed e dados de setor externo na China também podem agitar o mercado.

No cenário doméstico, discussões sobre reforma tributária e PEC dos Precatórios devem ocupar a pauta do Congresso. Na seara de indicadores, destaque para a inflação (IPCA) de agosto e a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) referente a julho.


Ações

O movimento de alta nas ações da Braskem se deu em meio a rumores na mídia de que a Petrobras estaria avaliando uma oferta por ativos da companhia.

Sem notícias específicas, mas vemos o papel como uma boa proteção de inflação para se ter na carteira assim como frente a uma maior incerteza macro, dada a resiliência do varejo alimentar aliado à perspectiva positiva do canal de atacarejo.

Atribuímos a performance positiva da ação na semana a: i) aprovação pela ANS da cisão parcial da Qualicorp Administadora para reorganização societária; e ii) um movimento de recuperação do papel da queda ocorrida na primeira quinzena de agosto.

Nenhuma notícia especifica sobre a companhia.

Nenhuma notícia especifica sobre a companhia.

Atribuímos a performance negativa das ações à 2  possíveis fatores: (i) incertezas relacionadas ao cenário macroeconômico; e (ii) notícias relacionadas ao cenário competitivo do setor, como a abertura da plataforma do Alibaba para vendedores brasileiros e lançamento da Shopee Oficial, que já conta com mais de 30 marcas parceiras.

Não houve notícias específicas sobre o papel. No entanto, parte da sua performance pode ser atribuída a realização dos ganhos expressivos da ação na semana anterior.

A empresa encontra-se restrita por determinação da nossa área de compliance.

Vemos a queda da ação na semana como resultado das perspectivas ainda desafiadoras para o setor de educação no 2S21, além de um cenário competitivo mais forte com a aquisição da Unicesumar pela Vitru, controladora da Uniasselvi.

Sem notícias específicas sobre a companhia, atribuímos a queda devido ao maior receio quanto ao cenário competitivo.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi de R$1,6 bilhão*.

*Até dia 01/09/2021

Performance das Bolsas mundiais na semana

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