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Resumo da Semana: Ibovespa fecha em queda de 3,08%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 25/09 a 02/10

Ibovespa: -3,08% | 94.015 pontos

O Ibovespa fechou a semana em queda de 3,08% em 94.015 pontos. A bolsa brasileira em movimento oposto ao das bolsas internacionais, refletiu a incerteza doméstica sobre a manutenção do regime fiscal em vigor no Brasil atualmente.

No cenário internacional, destaque para o primeiro debate presidencial nos EUA, que, de maneira geral, foi negativo tanto para Democratas quanto para Republicanos. Ainda na seara eleitoral, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na quinta ter testado positivo para a Covid-19, iniciando seu período de isolamento imediatamente, fato que atrasa sua agenda eleitoral. Ainda nos EUA, a Câmara dos Representantes aprovou um novo pacote de estímulos a economia de USD 2,2 trilhões. Entretanto, o pacote não contou com o apoio dos republicanos, e deverá ser rejeitado no Senado. Notícias relacionadas ao Brexit também impactaram os mercados durante a semana após o Primeiro Ministro inglês, Boris Johnson, ter tentado reescrever o acordo e com a reação do bloco tomando ação legal acreditando violar o primeiro acordo.

No campo doméstico, debates sobre a proposta de financiamento do programa Renda Cidadã tomaram conta do noticiário. A proposta do governo foi de custear o programa restringindo recursos destinados ao pagamento de precatórios pela União. Foi também anunciada a sugestão de alocar 5,0% do total da complementação da União ao Fundeb para o programa. A reação dos mercados foi negativa, refletindo o risco fiscal devido as escolhas políticas do governo. Após a pressão dos mercados, o presidente Jair Bolsonaro pediu a equipe econômica novas propostas de financiamento.

Na economia, o resultado primário do governo geral foi de -8,5% do PIB nos 12 meses encerrados em agosto. O resultado é o pior da série histórica, refletindo os programas do governo de auxílio contra a pandemia. Já a divulgação dos dados do mercado de trabalho (PNAD Contínua e Caged) trouxeram leituras mistas a respeito do ritmo de recuperação dos postos de trabalho formais e informais em julho e agosto. A taxa de desemprego foi de 13,3% no trimestre encerrado em junho para 13,8% no trimestre encerrado em julho.

Do lado das empresas, destaque para a deliberação do STF a respeito do plano de vendas de refinarias da Petrobras, que permitiu a empresa vender suas subsidiárias e refinarias sem licitação ou aval do Congresso Nacional. Vemos o resultado do julgamento como positivo, dado que o plano de desinvestimento de ativos da Petrobras é de grande importância para a avaliação das ações da empresa. Ademais, na quinta-feira publicamos o nosso Panorama de Mercado XP para Outubro. Olhando para frente, seguimos otimistas com a Bolsa brasileira, e mantemos nosso target em 115 mil pontos dentro dos próximos 3 a 6 meses. Realizamos também duas mudanças na nossa Carteira Top 10 XP: entraram Omega e Marfrig e saíram Iguatemi e Movida.


Câmbio e juros

O Dólar fechou em alta de 2,22% em relação ao Real nesta semana, fechando em R$ 5,69/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 fechou 38 bps acima na semana, atingindo os 8,46%.


O que esperar

No cenário internacional, as discussões eleitorais seguirão o foco principal, assim como a evolução do quadro de saúde de Donald Trump. Teremos também ata do FOMC, dados de atividade nos EUA e zona do Euro e PMI de serviços das principais economias.

Já no Brasil, as atenções seguem voltadas ao debate sobre o novo programa de transferência de renda e sua viabilidade orçamentária diante dos desafios políticos em jogo. Teremos também IPCA de setembro e dados de vendas no varejo de agosto.

Clique aqui para acessar a agenda econômica semanal.


Ações

A empresa se encontra restrita para cobertura por determinação da nossa área de Compliance.

Sem notícias específicas da companhia, acreditamos que parte da alta na semana pode estar relacionada a queda no preço das ações nas últimas semanas.

A empresa se encontra restrita para cobertura por determinação da nossa área de Compliance.

Sem notícias específicas, a alta das ações pode ser parcialmente explicada pela forte alta do dólar na semana.

Nesta semana, a alta do Santander decorreu do anúncio de aumento da margem consignável para aposentados e, consequentemente, aumentando o mercado endereçável desta linha de crédito.

Ações em queda na semana após companhia divulgar, com atraso, os resultados do primeiro trimestre, com prejuízo líquido de R$ 1,15 bilhão.

A queda das ações pode ser parcialmente explicada por perspectivas pessimistas com relação ao volume de vendas de combustíveis.

As ações operaram no campo negativo na semana principalmente devido a (i) forte alta do dólar na semana e (ii) mudança de recomendação de compra para neutro por outra casa de análise.

A empresa se encontra restrita para cobertura por determinação da nossa área de Compliance.

Sem notícias específicas, atribuímos a queda das ações na semana à realização de lucros de investidores, principalmente consequência da queda das ações do setor de tecnologia nos Estados Unidos.

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