Resumo da Semana: Ibovespa fecha em queda de -2,6%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!


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Destaques da semana: 23/07 a 30/07

Ibovespa: -2,60% | 121.801 pontos

O Ibovespa fechou a semana em queda de -2,6%, a 121.801 pontos, no menor patamar desde maio, refletindo a maior preocupação com o quadro fiscal e a divulgação de resultados abaixo do esperado de algumas empresas que compõem o índice como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3). A queda do preço do minério de ferro, com a expectativa de redução da produção de aço na China, também pressionou os papéis das mineradoras como a Vale (Vale3) e ajudou a acentuar a queda do índice. Com isso, o Ibovespa encerrou julho em queda de -3,9%, interrompendo a sequência de quatro meses de alta.

Lá fora, as bolsas globais também encerraram a semana em terreno negativo. Preocupações com o aperto da regulação do governo da China sobre as empresas chinesas, que começou com o setor de tecnologia, afetando empresas como a Tencent e Alibaba, e se estendeu ao setor de educação. Além disso, dados não tão favoráveis da safra de balanços do segundo trimestre, principalmente da Amazon, trouxeram maior cautela para os mercados. Apesar das outras FAAMGs (Facebook, Apple, Microsoft e Google) reportarem resultados fortes, a projeção da gigante de e-commerce de uma desaceleração das vendas nos próximos trimestres acabou impactando as ações de tecnologia. Dessa forma, os índices americanos encerraram a semana em queda  (Nasdaq -1,1%, S&P500 e Dow Jones ambos em -0,4%), e o Euro Stoxx 50 também caiu -0,5% em moeda local, seguindo a baixa dos mercados asiáticos.

Outro evento que foi destaque da semana foi a decisão do Federal Reserve que mostrou que não está com pressa para iniciar a retirada dos estímulos monetários. O banco central americano manteve a taxa de juros e a política de compra de ativos inalteradas, como esperado pelo mercado. Acreditamos que o processo de redução de compra de ativos começará em dezembro de 2021, com a redução de 10 bilhões por mês. Para os juros, projetamos a primeira alta apenas no terceiro trimestre de 2023.

Esse cenário foi reforçado pelo dado do PIB americano, que cresceu +6,5% no segundo trimestre, abaixo das expectativas de alta de +8,5%. O time Macro da XP reforçou sua estimativa abaixo do consenso, na qual o PIB americano deverá crescer +5,7% no ano. E o Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), divulgado na sexta-feira, subiu 0,4% em junho frente a maio, abaixo do esperado pelo mercado.

Ainda nos EUA, os holofotes continuam sobre as negociações em torno do pacote de infraestrutura de US$ 1 trilhão. Os senadores americanos votaram nesta sexta-feira, 30 de julho, para avançar com o pacote, uma das prioridades da agenda do presidente Joe Biden para estimular a recuperação econômica.

Em commodities, os preços do petróleo subiram na semana (Brent +3,0% e WTI +2,6%) com a Agência de Informação de Energia (EIA) reportando uma queda no fornecimento de petróleo nos Estados Unidos. Enquanto isso, o minério de ferro acumulou uma queda de -15,2% a US$ 182 por tonelada, menor valor desde abril.

Por último, no mercado local, as negociações em torno da reformulação do programa Bolsa Família e o risco de rompimento do teto de gastos voltaram a preocupar os investidores. O Ministério da Economia estimou ontem haver espaço dentro do teto de gastos para um programa de R$ 300 pagos a 17 milhões de pessoas, mas parte dos políticos que compõem o governo defendem que a medida seja discutida como uma exceção ao limite de despesas.

Perdeu algum resultado da semana? Confira abaixo os destaques


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com uma alta de +0,23% em relação ao Real, em R$ 5,21/USD, refletindo o movimento global de enfraquecimento da moeda americana. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou alta, abrindo 26 bps na semana, atingindo 9,44%. Na curva de juros, cresceu a probabilidade de alta de 1 p.p. da taxa Selic na próxima reunião do Comitê Política Monetária, em 4 de agosto.


O que esperar

Do lado internacional, o destaque fica para a divulgação de dados de atividade e inflação, com divulgação de PMIs (índices de gerentes de compras) nas principais economias do mundo, além de inflação ao produtor na Zona do Euro, balança comercial e dados de mercado de trabalho nos EUA, e setor externo na China.

No Brasil, o principal destaque ficará para a decisão de juros pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), na quarta feira. A semana contará também dados de produção industrial de junho. Do lado político-econômico, a Reforma Tributária deve seguir no foco dos debates no retorno do recesso do Congresso, com a apresentação de substitutivo esperado pelo relator Celso Sabino.


Ações

A performance do papel segue favorecida pelo otimismo com os resultados do 2º trimestre, a serem divulgados no dia 11/ago, sobretudo diante de dados positivos para margem da indústria nos Estados Unidos e melhora no cenário na Austrália. No Brasil, apesar do cenário mais desafiador, o Real voltou a se desvalorizar frente ao dólar e a demanda chinesa segue forte para todas as proteínas, sustentando os embarques e favorecendo indústrias exportadoras.

O banco foi afetado positivamente pelas notícias relacionadas a sua divisão com a XP.

Acreditamos que a alta das ações reflete os resultados referentes ao 2T21 divulgados na quarta-feira, vistos positivamente pelo mercado.

A empresa encontra-se restrita por determinação da nossa área de compliance.

Resultados acima do esperado pelo mercado, com destaque para o volume de minério de ferro de volta aos níveis normais (2,2 milhões de toneladas no trimestre).

Sem notícias relevantes.

Atribuímos a performance negativa das ações à 3 possíveis fatores: (i) Prévia do 2T21 pode ter decepcionado alguns investidores, uma vez que estimamos um prejuízo de R$42 milhões, explicado pelo impacto negativo da Ame Digital; (ii) Movimento de arbitragem entre LAME e AMER devido ao elevado desconto de holding (~24%); e (iii) aumento das incertezas quanto ao cenário macroeconômico.

Atribuímos a performance das ações à prévia negativa de resultados divulgada por uma casa de análise.

Sem notícias específicas.

Sem notícias específicas.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi de -R$ 500 milhões*.

*Até dia 27/07/2021

Performance das Bolsas mundiais na semana

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