Resumo da Semana: Ibovespa fecha em queda de -2,3%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!


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Destaques da semana: 03/09 a 10/09

Ibovespa: -2,3% | 114.286 pontos

A semana, que começou com menor liquidez por conta do feriado do Dia do Trabalho nos EUA, e o Dia da Independência no Brasil, foi marcada por forte volatilidade nos mercados globais.

Por aqui, os mercados repercutiram as manifestações do dia 7 de setembro, na qual discursos do presidente Bolsonaro elevaram as tensões entre os poderes constitucionais. No dia após o feriado, o Ibovespa registrou uma queda de -3,8%, perdas que foram parcialmente recuperadas depois da nota do presidente em um tom mais conciliador. Ainda assim, o índice brasileiro fechou a semana com uma queda de -2,3% aos 114.286 pontos.

Além disso, foi divulgada a  inflação medida pelo IPCA de agosto, que veio acima das expectativas em 0,87% na comparação mensal, equivalente a 9,68% nos últimos 12 meses. O resultado sugere que as pressões inflacionárias estão se espalhando, e levou o nosso time de Economia a revisar a projeção para 2021 de 7,7% para 8,4%. A pior dinâmica da inflação pressiona a política monetária, e os mercados estão discutindo a possibilidade do Banco Central acelerar o ritmo de alta da Selic, para acima de 1p.p. por reunião. Além disso, os mercados futuros já estão precificando a taxa básica de juros em dois dígitos ao final do ciclo de alta.

No exterior, os mercados recuaram com incertezas quanto a recuperação econômica global por conta da variante Delta do coronavírus. Ao mesmo tempo, a inflação em alta nos EUA e sinalizações de que o Federal Reserve pode começar a remover os estímulos preocuparam os investidores. A inflação ao produtor nos EUA veio em 8,3% em agosto, registrando a maior alta desde 2010. E ao longo da semana, vários diretores do banco central americano discursaram, com destaque para a fala da diretora de Cleveland, Loretta Mester, que indicou estar “confortável” com a redução gradual das compras de ativos começando ainda neste ano.

Na Europa, o destaque foi a reunião de política monetária pelo Banco Central Europeu (BCE). As taxas de juros foram mantidas inalteradas e estabeleceu um ritmo mais moderado de compras de ativos dentro do programa de emergência da pandemia, conhecido como PEPP. A presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que a decisão não significa uma redução de estímulos, mas uma recalibração.

Em política internacional, houve uma sinalização de melhora no relacionamento entre os EUA e a China. O presidente americano Joe Biden e o líder chinês Xi Jinping se falaram pela segunda vez desde que Biden assumiu o cargo. Adicionalmente, o governo chinês esclareceu que a aprovação de novos jogos online será feita de forma mais lenta e não suspensa, como foi entendido anteriormente e tinha resultado na queda expressiva de ações de tecnologia. O maior otimismo levou o índice chinês a devolver parte das suas perdas durante o ano. Já no Japão, os mercados continuaram a repercutir positivamente o anúncio sobre a saída do primeiro-ministro Yoshihide Suga, com expectativas de um candidato mais disposto no combate à pandemia e mais estímulos fiscais.

Em commodities, sinalizações de menores tensões entre as duas maiores economias do mundo impulsionaram os preços de petróleo. A commodity foi afetada também por notícias sobre a venda de reservas da China para conter a alta nos preços. Ao final da semana, o petróleo acumulou ganhos de +0,6%. Por fim, o preço do alumínio disparou para o maior patamar desde 2008 por conta de um golpe na Guiné, país que é um dos maiores produtores mundiais de bauxita.


Gráfico da semana:

Volatilidade faz parte de investir

Clique aqui para ver mais detalhes sobre o gráfico da semana.


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com uma alta de +1,04% em relação ao Real, em R$ 5,25/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou alta de 17 bps na semana, atingindo 10,94%.


O que esperar

Para semana que vem, os destaques internacionais serão dados de atividade e inflação nos EUA e na Europa. No campo político americano, a discussão do Plano das Famílias Americanas no Congresso deve seguir.

No Brasil, o foco deve continuar sobre a evolução do cenário político, e suas repercussões nas votações no Congresso. Em particular, importante ficar de olho das discussões sobre o Orçamento para 2022. Entre os indicadores econômicos, destaque para o IBC-Br, proxy mensal do PIB do Banco Central, e a Pesquisa Mensal de Serviços.


Ações

Não temos cobertura no papel.

Boa performance no papel conforme a preocupação com os casos de vaca louca atípicos saem de cena após a Organização Mundial de Saúde Animal encerrar o ocorrido, portanto apenas aguardamos o anúncio da China da retomada dos embarques após envio da documentação pelo Mapa. Além disso, o setor de carne bovina nos EUA segue distorcido positivamente diante do auxílio governamental e constantes altas para as carnes. Seguimos otimistas com papel e reiteramos nossa recomendação de Compra.

Acreditamos que a boa performance relativa da WEG reflete o perfil defensivo do papel, com investidores recorrendo a ativos de menor risco doméstico em meio ao contexto de desvalorização dos ativos locais.

A alta das ações pode estar relacionada a uma migração de investidores saindo de Petrobras para o papel após o aumento do risco político no país. 

O mercado reagiu de forma positiva após a recomendação oficial da Superintendência Geral do CADE (seu órgão técnico) para a aprovação da proposta de fusão da companhia com Unidas, caso que se estende desde seu anúncio em setembro do ano passado. Apesar de não ser a decisão final (ainda pendente de aprovação final do Tribunal do órgão antitruste brasileiro), a ação reagiu positivamente à recomendação. Leia aqui nossa visão sobre tal fusão.

Atribuímos a performance negativa das ações à incerteza do cenário macroeconômico e à divulgação de um relatório indicando desaceleração do crescimento das vendas da companhia.

Sem notícias específicas sobre a companhia.

Sem notícias específicas sobre a companhia.

Atribuímos a performance negativa das ações às incertezas do cenário macroeconômico. Não enxergamos mudança de fundamento que justifique a queda.

Atribuímos a performance negativa das ações à volatilidade em meio as incertezas do cenário macroeconômico.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi de -R$ 300 milhões*.

*Até dia 08/09/2021
**Não há dados no dia 07/09/2021 devido ao feriado

Performance das Bolsas mundiais na semana

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