Resumo da Semana: Ibovespa fecha em queda de -1,7%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!


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Destaques da semana: 02/07 a 08/07

Ibovespa: -1,7% | 125.428 pontos

Em semana marcada por ruídos políticos no Brasil e uma aversão a riscos generalizada, o Ibovespa fechou a semana encurtada pelo feriado em São Paulo com uma queda de -1,7% aos 125.428 pontos. Os investidores terminaram a semana em tom de cautela com o avanço da variante delta do coronavírus, o que aumentou incertezas quanto à recuperação econômica global. A Bolsa brasileira também refletiu turbulências no cenário político doméstico e continuou a repercutir discussões em torno da reforma tributária.

No exterior, o destaque foi a ata da última reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve, divulgada na quarta-feira. A ata veio com um tom menos hawkish do que esperado, indicando que os dirigentes estão vendo melhora no mercado de trabalho americano, mas a economia segue longe das metas de pleno emprego. Quanto ao tapering, o comitê indicou pouca pressa para começar o processo por enquanto. A leitura do mercado foi positiva, mas ainda assim os principais índices americanos negociaram a sexta-feira em queda, enquanto as taxas de juros dos Treasuries caíram. A taxa do título de 10 anos registrou a oitava sessão consecutiva de recuo e fechou abaixo de 1,30%.

Os mercados europeus também foram afetados pelo forte aversão global ao risco, apesar do Banco Central Europeu (BCE) ter revisado sua estratégia de política monetária de adotar uma meta simétrica de inflação.  Com uma meta explícita de 2% no médio prazo, o BCE indicou que estará mais disposto a permitir que a inflação ultrapasse a meta se necessário.  

As incertezas quanto à retomada das atividades econômicas foram ampliadas também por sinalizações de que a China poderá relaxar estímulos monetários, através de cortes de compulsórios bancários, para sustentar a economia real. Além disso, os mercados foram surpreendidos por medidas regulatórias mais duras contra empresas de tecnologia chinesas negociadas em Bolsas americanas.

E na semana que vem, começará a temporada de resultados do segundo trimestre de 2021 nos EUA, que tradicionalmente inicia com a divulgação de grandes bancos. Veja o calendário das BDRs aqui.


Gráfico da semana:

A armadilha do home bias

Clique aqui para ver mais detalhes sobre o gráfico da semana.


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com uma alta de +3,95% em relação ao Real, em R$ 5,26/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou alta, subindo 14 bps na semana, atingindo 9,23%.


O que esperar

No cenário internacional, o destaque da semana que vem ficará para a inflação, com divulgação de indicadores de preços ao consumidor e ao produtor nos EUA e Zona do Euro. A semana conta também com dados de varejo nos EUA e produção industrial europeia. Na China, haverá divulgação do PIB do segundo trimestre, além de desemprego de junho.

No Brasil, o palco político deve seguir impactando a precificação de ativos domésticos, com desdobramentos da CPI da Pandemia no Senado e Reforma Tributária no centro do debate. Na seara de indicadores, destaque para a divulgação da pesquisa mensal de serviços de maio, e do indicador de atividade do Banco Central (IBC-Br) do mesmo período.


Ações

Sem notícias específicas sobre a companhia.

Sem notícias específicas da companhia. Atribuímos a alta nas ações da companhia ao dólar mais alto na semana (+4% na semana), apesar da tendência de leve queda nos preços de celulose.

Sem notícias específicas sobre a companhia.


A empresa encontra-se restrita por determinação da área de compliance.

Sem notícias específicas sobre a companhia.

Vemos a performance negativa da ação como reflexo da recente depreciação do real frente ao dólar, dada a estrutura em grande parte dolarizada de custos da companhia.

Sem notícias específicas sobre a companhia.

O preço das ações seguiu o movimento de queda dos preços de petróleo na semana, reflexo do impasse nas negociações da OPEP+.

Vemos a performance negativa da ação como reflexo da recente depreciação do real frente ao dólar, dada a estrutura em grande parte dolarizada de custos da companhia.

O preço das ações seguiram o movimento de alta dos preços de petróleo na semana.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi de -R$600 milhões*.

*Até dia 06/07/2021

Performance das Bolsas mundiais na semana

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