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Resumo da Semana: Ibovespa fecha em queda de 1,4%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 07/08 a 14/08

Ibovespa: -1,4% | 101.353 pontos

O Ibovespa fechou a semana em queda de 1,4%, aos 101.363 pontos, sobretudo em função da turbulência político-econômica no Brasil. Na política, as atenções se voltaram para a “debandada” na equipe de Paulo Guedes, que perdeu os secretários Salim Mattar (Desestatização) e Paulo Uebel (Desburocratização). Na economia, voltaram as preocupações com a trajetória fiscal pós pandemia que continuam ditando as expectativas para o longo prazo. Diante desse aumento da percepção de risco pelo mercado, a curva de juros futuro para o vértice de janeiro/31 abriu 53 bps, enquanto o dólar ficou praticamente estável.

Na tentativa de amenizar tal reação, na noite de quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro reforçou a responsabilidade fiscal de seu governo durante um breve pronunciamento. Ao lado de Paulo Guedes, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, Bolsonaro disse que lideranças do Executivo e do Legislativo respeitam o teto de gastos. No dia seguinte, no entanto, Bolsonaro admitiu a existência de uma “boa briga” dentro do governo pelos rumos da política econômica. Na manhã dessa sexta, ele voltou a afirmar que é comprometido com o teto por um postagem nas redes sociais.

Do lado positivo, ainda no campo econômico doméstico, nesta semana foi reforçada mensagem de o segundo trimestre foi menos negativo do que o inicialmente esperado. O comércio varejista brasileiro, por exemplo apresentou expansão de 8,0% em junho. O resultado ficou acima das expectativas, mas em linha com o cenário da nossa revisão de PIB para -4,8% em 2020 e +3,0% em 2021. Projetamos manutenção da SELIC em 2,00% a.a. na próxima reunião de setembro do COPOM e desta taxa até o final do ano.

Já no campo internacional, a semana começou com aumento das tensões geopolíticas com a China restringindo oficiais dos EUA em retaliação à sanções norte-americanas contra o chefe de governo de Hong Kong. Na metade da semana, os ânimos melhoraram, refletindo expectativas globais em relação à possibilidade de aprovação de um pacote de US$ 1 trilhão em estímulos nos EUA para enfrentar os impactos do coronavírus.

No final da semana, no entanto, o Senado americano entrou em recesso sem um fim do impasse pelo novo pacote de estímulos a economia entre a Casa Branca e a oposição. Em outra notícia relevante dos EUA, o candidato democrata à presidência dos EUA, Joe Biden, anunciou sua escolha para vice-presidência, a senadora Kamala Harris, reafirmando seu compromisso com a diversidade, um tema importante para o eleitorado democrata.


Câmbio e juros

O Real ficou praticamente estável em relação ao dólar nesta semana, fechando em R$ 5,42/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 abriu 53 bps acima na semana, atingindo os 7,73%.


O que esperar

Depois de uma semana cheia de resultados, a agenda de indicadores econômicos da próxima semana estará significativamente esvaziada. Os principais destaques serão a ata de política monetária do Fed, Banco Central americano, e a divulgação do PMI das principais economias (especialmente da Zona do Euro e Estados Unidos).

Clique aqui para acessar a agenda econômica semanal.


Ações

A forte alta das ações pode ser explicada pelo excelente resultado reportado na quarta-feira, com recordes tanto na operação América do Sul quanto na América do Norte. Confira nosso relatório completo sobre o resultado da Marfrig no 2T20 clicando aqui.

Sem notícias específicas da companhia.

O setor de papel e celulose teve uma semana forte, após a divulgação dos resultados melhores que o esperado da Suzano. Os resultados da companhia foram impulsionados por maiores volumes e margens no segmento de celulose, principalmente com a forte demanda por tissue.

Conforme descrito no comentário de Klabin, o setor vem acompanhando a melhora na demanda por celulose no mês.

A alta das ações pode ser explicada pelo forte resultado reportado na quinta-feira, que superou as expectativas do mercado, com destaque para as operações da Friboi no Brasil e da JBS Bovinos nos EUA. Confira nosso relatório completo sobre o resultado da JBS no 2T20 clicando aqui.

As ações reagiram negativamente à saída do secretário de privatizações do Governo, Salim Mattar

As ações reagiram negativamente, após divulgação de resultados fracos do 2T20.

Sem notícias específicas da companhia.

A queda das ações pode ser explicada pelo resultado mais fraco do que o esperado reportado na quarta-feira. Confira nosso relatório completo sobre o resultado da BRF no 2T20 clicando aqui.

O movimento das ações deve-se parcialmente por expectativas com relação aos resultados do 2T20 que serão divulgados em 14/08.

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