Resumo da Semana: Ibovespa fecha em queda de -0,8%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!


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Destaques da semana: 11/06 a 18/06

Ibovespa: -0,80% | 128.405 pontos

Em semana marcada por decisões de política monetária ao redor do mundo, os mercados globais acumularam perdas significativas repercutindo as sinalizações mais hawkish do Federal Reserve. Por aqui, o mercado reagiu também à decisão do Copom, com o Ibovespa fechando a semana com uma queda de -0,8% aos 128.405 pontos.

Nos EUA, a decisão do banco central americano veio em linha com o que era esperado: o FOMC não alterou as taxas de juros, que continuaram entre 0% e 0,25%, bem como permaneceu inalterado o seu programa de compra de ativos. Os mercados caíram com a indicação no “dot plot” (gráfico de pontos) de que a maioria dos dirigentes do Fed veem os juros subirem até o fim de 2023, mais cedo do que projetado anteriormente. E na sexta-feira, os índices americanos aceleraram as perdas depois que o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, indicou que a primeira alta poderia vir já em 2022.

No Brasil, o Copom elevou a taxa Selic de 3,50% para 4,25%. Diante do quadro de aumento da inflação e de recuperação da atividade econômica, o Comitê deixou de sinalizar um ajuste “parcial” nas condições monetárias e demonstrou foco em elevar a taxa básica de juros para “seu patamar neutro”. Assim, a decisão anunciada reforçou o nosso cenário de aumento da taxa de juros para 6,50% até o final de 2021.

Ainda em política monetária, o Banco do Japão também reforçou sua política expansionista, mantendo as taxas de juros inalteradas. O BOJ também prolongou a duração de seu programa de estímulo de setembro de 2021 para março do ano que vem.

Do lado de noticiário corporativo, as ações da Eletrobrás subiram quase +6% na sexta-feira, após o Senado aprovar o projeto de lei que abre espaço para a capitalização da empresa. O texto retorna à Câmara dos Deputados, onde deverá ser votado até a próxima terça-feira, dia 22.


Gráfico da semana:

Vale a pena investir cedo

Clique aqui para ver mais detalhes sobre o gráfico da semana.


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com uma queda de -0,54% em relação ao Real, em R$ 5,09/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou alta, subindo 19 bps na semana, atingindo 9,33%.


O que esperar

No cenário doméstico, destaque para divulgação da Ata do Copom e do Relatório Trimestral de Inflação pelo Banco Central, além de dados de inflação com o IPCA-15 referente a junho, do resultado do setor externo e da arrecadação federal de maio.

No cenário externo, a divulgação do resultado do deflator PCE de maio nos EUA (medida preferida de inflação do Fed) ganha destaque após posicionamento considerado mais hawkish na reunião do FOMC dessa semana. Teremos também discurso de dirigentes do banco central americano ao longo da semana, além de PMIs de junho na Zona do Euro e nos EUA.


Ações

B3SA3

As ações da companhia corrigiram da queda da semana anterior motivadas por notícias sobre possíveis concorrentes no setor.

Sem notícias específicas, atribuímos a alta das ações na semana como um reflexo da valorização das ações de empresas de tecnologias dos EUA.

A alta das ações pode ser atribuída: (i) ao cenário hidrológico desfavorável, que apesar de não impactar diretamente a Eneva, aumenta a exposição das fontes térmicas; e (ii) a previsão de contratação de mais térmicas a gás pela MP da Eletrobras, aprovada essa semana.


Sem notícias específicas sobre a companhia, atribuímos a alta à decisão do COPOM, que elevou a taxa Selic de 3,5% para 4,25% ao ano.

A empresa encontra-se restrita por determinação da nossa área de compliance.

O setor teve impacto da queda do dólar (-1,2% na semana) e do mau humor com commodities no mercado internacional. Em nossa opinião, o principal motivo para a queda dos preços foi um aumento da retórica na China em busca de uma previsibilidade maior dos preços das commodities. O minério de ferro fechou a semana estável (-0,2%, US$219/ton), mas com alta volatilidade.

A empresa encontra-se restrita por determinação da nossa área de compliance.

O setor teve impacto da queda do dólar (-1,2% na semana) e do mau humor com commodities no mercado internacional. Em nossa opinião, o principal motivo para a queda dos preços foi um aumento da retórica na China em busca de uma previsibilidade maior dos preços das commodities. O minério de ferro fechou a semana estável (-0,2%, US$219/ton), mas com alta volatilidade.

O setor teve impacto da queda do dólar (-1,2% na semana) e do mau humor com commodities no mercado internacional. Em nossa opinião, o principal motivo para a queda dos preços foi um aumento da retórica na China em busca de uma previsibilidade maior dos preços das commodities. O minério de ferro fechou a semana estável (-0,2%, US$219/ton), mas com alta volatilidade.

As ações reagiram negativamente a notícias relacionadas à venda da operação norte-americana da companhia.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi de -R$1,6 bilhões*.

*Até dia 16/06/2021

Performance das Bolsas mundiais na semana

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