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Resumo da Semana: Ibovespa fecha em alta de 7,4%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 30/10 a 06/11

Ibovespa: +7,4% | 100.925 pontos

O Ibovespa fechou a semana em alta de +7,42% em 100.925 pontos, seguindo o sentimento de apetite por risco externo em meio à apuração das eleições norte-americanas, e deixando pautas locais em segundo plano.

No cenário internacional, a atenção ainda se volta para as eleições americanas com Joe Biden a um passo da vitória (até o momento em que escrevemos esse texto ainda não há um vencedor). Com a grande maioria dos votos já apurados e colegiados definidos, Biden segue na frente com 253 votos (sendo necessários 270 para que seja eleito) e, no momento, domina os estados de Nevada (6 votos eleitorais), Arizona (11 votos eleitorais) e Geórgia (16 votos eleitorais). Também, destacam-se os questionamentos de Donald Trump em relação à confiabilidade do sistema de apuração de resultados em alguns estados, os quais poderiam atrasar as divulgações dos resultados. Não menos importante, o payroll de outubro dos EUA apontou para uma criação de 638 mil empregos enquanto o mercado esperava um número próximo de 530 mil.

No Brasil, foi derrubado o veto do presidente Jair Bolsonaro à extensão da política de desonerações a 17 setores, que passa a valer até o fim de 2021 – com isso, o governo precisará reduzir R$ 4,9 bilhões em despesas do orçamento do próximo ano com custo aproximado de R$ 10 bi no orçamento federal. Outro destaque foi a aprovação do texto-base da proposta de autonomia formal do Banco Central no Senado. O projeto de lei propõe uma espécie de mandato duplo, mantendo o objetivo-fim de ancorar a inflação, mas também, “na medida de suas possibilidades”, perseguir o fomento ao pleno emprego no país. O texto segue à Câmara sem data para ser aprecia. Nesta sexta-feira, foi divulgado o resultado de 0,86% de inflação no mês de outubro no Brasil. Revisamos nossa expectativa de inflação para 2021 de +2,6% para 3,6%.

Do lado das empresas, as atenções continuam voltadas para a temporada de resultados. Até o momento já foi reportado 67,2% do Ibovespa.


Perdeu algum resultado da semana? Confira abaixo os destaques


Câmbio e juros

O Dólar fechou em queda de -6,40% em relação ao Real nesta semana, fechando em R$ 5,37 USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda, fechando 34 bps na semana, atingindo 7,9%.


O que esperar

A semana que vem será “mais curta” devido ao Dia dos Veteranos celebrado nos Estados Unidos no dia 11 de novembro. O foco estará no resultado das eleições presidenciais americanas, mas também serão divulgados o PIB no 3º trimestre da Zona do Euro e dados de inflação (CPI e PPI) e atividade (confiança e produção industrial) das principais economias. No Brasil, os dados do varejo (PMC), da indústria (PIM) e o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) serão as principais divulgações.

Clique aqui para acessar a agenda econômica semanal.


Ações

A alta das ações foi motivada pelo forte resultado do 3T20 reportado pela companhia.

As ações tiveram performance positiva na semana após a divulgação de resultados da companhia, que vieram acima das expectativas do mercado. Ademais, os resultados de tráfego mostraram uma recuperação acima do esperado.

A empresa se encontra restrita para cobertura por determinação da nossa área de Compliance

Acreditamos que a alta das ações reflete uma maior probabilidade atribuída à companhia ganhar a disputa pela Linx com a Stone.

A performance das ações na semana pode ser explicada por (i) dados de tráfego positivos, que mostraram uma boa recuperação da demanda por voos; e (ii) a forte queda do dólar frente ao Real na semana.

A empresa se encontra restrita para cobertura por determinação da nossa área de Compliance

As ações não acompanharam a alta do índice após divulgação de resultados trimestrais dos outros grandes bancos, cujos demonstrativos foram mais conservadores que do Santander.


Acreditamos que a queda do dólar na semana tenha amortecido o noticiário de alta no preço da celulose (+US$3,8/t, para US$459/t).

Sem notícias especificas. Além disso, o papel teve uma performance muito forte na sexta passada após publicação de seus resultados.

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