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Resumo da Semana: Ibovespa fecha em alta de 4,1%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 12/06 a 19/06

Ibovespa: 4,1% | 96.572 pontos

O Ibovespa fechou em alta de 4,1% aos 96.572 pontos, seguindo os mercados internacionais, apesar da preocupação no início da semana com uma possível segunda onda de contágio de coronavírus. No Brasil, o grande destaque da semana foi a decisão unânime do Banco Central de cortar em 75 bps a taxa básica de juros (Selic), que passou para sua nova mínima histórica, de 2,25% ao ano. Olhando para frente, entendemos que o BC deve ser cauteloso na próxima reunião, realizando um corte 25 bps e levando a Selic para 2% ao ano.

No campo Internacional, mercados asiáticos sofreram no começo desta semana com notícias de confinamento em Pequim pesando mais que dados positivos de recuperação da indústria e do varejo. Nos EUA, a bolsa voltou a subir após anúncio de novos estímulos econômicos: Trump afirmou que prepara pacote de US$ 1 trilhão em infraestrutura e o Fed confirmou que começará a comprar dívidas corporativas no mercado secundário. Na sexta-feira, elas permaneciam em alta, seguindo notícias de que a China planeja acelerar as compras de produtos agrícolas americanos para cumprir o acordo comercial da primeira fase após negociações no Havaí.

No campo Político, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que deverá deixar o governo em agosto, mas que ajudará na transição de seu substituto, Bruno Funchal. Em entrevista, Jair Bolsonaro disse que, diante do calendário apertado do segundo semestre, a reforma administrativa fica para 2021 e que há dificuldades para a aprovação de uma reforma tributária ideal. Adicionalmente, as atenções seguem voltadas para os desdobramentos da prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro.

No campo Econômico, dados divulgados pelo IBGE mostraram uma redução de 16,8% do varejo brasileiro entre março e abril, a pior queda histórica do indicador. Adicionalmente, dentro do contexto do corte em 75 bps da Selic, pela primeira vez na história, o rendimento dos dividendos (dividend yield) do Ibovespa superou a taxa básica de juros. Nesse sentido, publicamos um relatório no qual apresentamos as dez ações com o maior rendimento esperado de dividendos em 2021 e as ações com a maior correlação negativa com as taxas de juros.

No campo Corporativo, publicamos um relatório setorial sobre shoppings, elevando nossa recomendação para Multiplan (MULT3) de Neutro para Compra e rebaixamos a recomendação de brMalls (BRML3) de Compra para Neutro. Por fim, divulgamos também um comentário sobre o anúncio da parceria entre a Cielo e o Facebook para possibilitar transações e pagamentos através do WhatsApp.


Câmbio e juros

O Real teve uma desvalorização em relação ao dólar de 5,2%, fechando a semana em R$ 5,31/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 abriu 24 pontos base desde a semana passada.


O que esperar

A divulgação da nota de crédito do Banco Central, do relatório trimestral de inflação, do IPCA-15 de junho e da confiança do consumidor calculada pela FGV serão os principais destaques da agenda econômica doméstica da próxima semana. No cenário internacional, serão divulgados os PMIs das principais economias e dados de atividade econômica dos Estados Unidos.

Clique aqui para acessar a agenda econômica semanal.


Ações

Ações reagiram positivamente após anúncio de parceria com Facebook para possibilitar transações e pagamentos através do WhatsApp.

Sem notícias específicas.

Cyrela teve performance positiva na semana principalmente devido ao corte recente na taxa Selic pelo Banco Central para 2,25%, o que abre mais espaço para eventuais reduções adicionais nos juros imobiliários cobrados pelos bancos e consequentemente estimularia uma maior demanda por imóveis.

Sem notícias específicas, atribuímos alta das ações na semana ao otimismo de mercado frente a nomes com sólida operação de varejo online, em meio à crise desencadeada pelo Covid-19. 

 Sem notícias específicas.

Nesta semana as ações corrigiram da forte alta da semana anterior, na qual a mídia havia indicado a possibilidade de um movimento de short squeeze. Além disso, a empresa postergou pela segunda vez o anúncio do resultado do 1º tri de 2020.

Ações em queda na semana refletem (i) desvalorização do Real em relação ao Dólar, de ~7% desde a última sexta-feira e (ii) incertezas em relação ao setor de turismo com o Covid-19. 

Após acumular forte alta desde o final de maio até a última semana, acreditamos que o movimento se trate de um ajuste. Não houve notícias específicas que justificassem o movimento.az

O descolamento das ações na semana reflete em parte a desvalorização do Real em relação ao Dólar, de ~7% desde a última sexta-feira.

Sem notícias específicas sobre a companhia que justifiquem o movimento.

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