Resumo da Semana: Ibovespa fecha em alta de 3,3%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!


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Destaques da semana: 03/07 a 10/07

Ibovespa: +3,3% | 100.031 pontos

O Ibovespa fechou a semana em alta de 3,38% em 100.031 pontos, voltando a marca dos 100 mil pontos depois de mais de 4 meses.

No Brasil, no âmbito econômico, os destaques da semana foram os dados do comércio varejista, que surpreenderam as expectativas ao registrarem expansão de 13,9% entre abril e maio desse ano. Por outro lado, o resultado bem abaixo das expectativas na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de maio reforça a mensagem de que a performance positiva do varejo deve ter sido consequência principalmente do auxílio emergencial e das demais fontes de incentivo promovidas pelo governo durante a pandemia, indicando que nem todos os setores da economia já deixaram o pior para trás. Do lado político, os noticiários voltaram-se para a testagem positiva de COVID-19 do presidente Jair Bolsonaro e receios acerca de mudanças legislativas que afetam o setor bancário.

No internacional, o foco foi a escalada das tensões entre a China e os Estados Unidos com o anúncio de sanções dos EUA contra quatro autoridades chinesas. Em meio às tensões, bancos internacionais correm risco de quebrar leis chinesas por cumprir com legislação americana e aderir às sanções.

Destacamos ainda que nessa semana, revisamos a nossa projeção para o câmbio de R$/US$ 5,50 para R$/US$ 5,20 ao final de 2020 e de R$/US$ 5,50 para R$/US$ 4,90 ao final de 2021, diante da redução dos riscos globais e domésticos associados à pandemia no médio prazo, do retorno gradual dos preços de commodities e da relativa manutenção do diferencial de juros até o fim de 2021. Por fim, divulgamos também em nossa plataforma um relatório sobre a situação das contas externas brasileiras, destacando fundamentos que criam uma verdadeira “almofada de liquidez” para o país no momento atual.


Câmbio e juros

O Real manteve-se estável em relação ao dólar nesta semana, fechando em R$ 5,31/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 fechou 10 bps na semana, atingindo os 7,14%.


O que esperar

A divulgação do Índice de Atividade Econômica referente a maio será o principal destaque da agenda econômica doméstica da próxima semana. A nossa expectativa é de que o indicador apresente expansão de 3,5% na comparação mensal de maio, o equivalente a uma redução de 13,0% na comparação interanual desse mesmo mês. No cenário externo, os destaques serão os dados de atividade econômica das principais economias, com destaque para o PIB chinês do segundo trimestre, que será divulgado na próxima quarta-feira, às 23h.

Clique aqui para acessar a agenda econômica semanal.


Ações

Ações em alta na semana refletem o otimismo do mercado com o anúncio da oferta pública inicial (IPO) da Vasta na Nasdaq, tendo como consequência a diminuição da alavancagem da Cogna.

A alta das ações reflete o anúncio feito pela companhia de uma oferta de até 243 milhões de ações (15% do total atual de ações da companhia), podendo movimentar um total de até ~R$ 7,0 bilhões. De acordo com o comunicado, os recursos serão destinados principalmente para: (i) investimentos na AME Digital, bem como nas frentes de expansão, tecnologia, logística e distribuição, O2O e novos negócios da Companhia; (ii) capitalização da B2W; e (iii) otimização da estrutura de capital. Clique aqui para conferir nossa visão a respeito da oferta.

A empresa se encontra restrita para cobertura por determinação da nossa área de Compliance.

Em nossa visão, o papel foi impactado positivamente após a divulgação da prévia operacional referente ao resultado do segundo trimestre de 2020. A companhia reportou novo recorde de vendas líquidas, maior volume de repassas e aumento da velocidade de vendas.  

Alta das ações refletem o otimismo do mercado após o anúncio de aumento de capital de R$700 milhões feito pela companhia.

Acreditamos que as ações continuaram pressionadas pela reapresentação de resultados na semana anterior e pela SUSEP ter constatado insuficiência de liquidez no balanço no valor de R$2,1 bilhões. Ainda nesta semana, a empresa anunciou uma oferta primária para o reenquadramento regulatório.

Não houve notícias específicas sobre a companhia, acreditamos que a queda se refere à migração de investidores para ações de perfil mais cíclico.

Atribuímos a queda das ações ao pessimismo do mercado em relação as vendas da companhia referentes ao segundo trimestre de 2020, impactadas por (i) efeitos decorrentes do Covid-19 e (ii) aumento do preço de medicamentos adiados por 60 dias em abril.

Sem notícias específicas, ações em queda na semana após uma outra casa de análise rebaixar a recomendação de “Compra” para “Neutro” no papel.

Acreditamos que as ações foram pressionadas pela expectativa de resultados referentes ao segundo trimestre de 2020 abaixo do esperado pelo mercado.

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