Resumo da Semana: Ibovespa fecha em alta de 1,2%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!


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Destaques da semana: 13/11 a 20/11

Ibovespa: 1,2% | 105.941 pontos

O Ibovespa fechou a semana em alta de 1,2%, em 105.941 pontos, seguindo o otimismo na corrida para o desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus, ainda que ofuscados por notícias de uma segunda onda no Brasil. Destacamos também o movimento de rotação dos setores, com recuperação de papéis mais atrelados à economia real que foram deixados para trás e correção em ações mais correlacionadas à tecnologia que dispararam no ano.

No cenário internacional, destaque para a fala do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, que afirmou não concordar com a extensão dos programas de auxílios que irão expirar em 31 de dezembro pois, segundo ele, os mecanismos “claramente alcançaram seu objetivo”. No cenário eleitoral americano, as esperanças de Donald Trump por uma possível reviravolta no resultado das eleições presidenciais seguem se esgotando. O principal argumento da campanha do presidente de que os observadores republicanos eram mantidos longe da contagem dos votos foi rejeitada pela Suprema Corte da Philadelphia. Além disso, no estado da Georgia, a recontagem dos votos confirmou a vitória do democrata Joe Biden.

Já na Europa, as preocupações se intensificaram em torno da possibilidade de prorrogação dos lockdowns além de dezembro. A fim de amenizar os impactos sobre a economia, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, prometeu um forte estímulo monetário no início de dezembro e incentivou os governos a disponibilizarem um alívio fiscal o quanto antes.

No Brasil, o noticiário seguiu focado nos resultados do primeiro turno das eleições municipais, além de suas implicações imediatas e para 2022. Também destacamos a retomada das atividades do Congresso com as votações no Senado para a criação de uma nova fase do Pronampe, programa de empréstimos a micro e pequenas empresas, e das negociações com o TCU para permitir que recursos para obras de infraestrutura empenhados em 2020 possam ser executados ao longo do ano que vem.

Ademais, o recente anúncio sobre a suspensão das cobranças de reajuste anual e por faixa etária dos beneficiários de planos de saúde foi de encontro às nossas expectativas. A nossa expectativa era de que apenas parte do reajuste fosse incorporado a partir de maio do ano que vem, resultando em uma inflação do setor de saúde maior no segundo semestre de 2021 e no primeiro de 2022. Dessa forma, revisamos as nossas projeções para o IPCA de 2021 de 3,6% para 3,8%.

Por fim, ao longo da semana, iniciamos a cobertura das ações de Grupo Mateus e Aura Minerals. No lado do Grupo Mateus, iniciamos com recomendação de Compra e preço-alvo de R$11 por ação, com base no posicionamento da companhia para consolidar o mercado no Norte e Nordeste, dada sua estratégia de expansão bem-sucedida, formatos de lojas complementares e sólida rede logística. Já do lado da mineradora, também destacamos a recomendação de compra e preço-alvo de R$95 por BDR, baseado em um valuation atraente e perspectivas de crescimento com a aquisição e desenvolvimento de minas.


Todos os resultados já foram reportados! Confira abaixo os destaques


Câmbio e juros

O Dólar fechou em baixa de -1,36% em relação ao Real nesta semana, fechando em R$ 5,39 USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou alta, abrindo 36bps acima na semana, atingindo 8,53%.


O que esperar

A divulgação de dados do mercado de trabalho (Caged e PNAD), de crédito, de inflação (IPCA-15 e IGP-M) e o resultado primário do governo central serão os principais destaques da agenda econômica doméstica da próxima semana. No cenário internacional, serão divulgadas as atas das últimas reuniões de política monetária dos Estados Unidos e do México, o PIB da França e da Alemanha e os PMI’s e PPI’s das principais economias globais.

Clique aqui para acessar a agenda econômica semanal.


Ações

A expressiva alta das ações ocorreu após o anúncio pela companhia de aquisição da petroleira BP de participações nos campos de Wahoo e Itaipu, no pré-sal.

Performance do papel é atribuída às notícias positivas com vacina, uma vez que o setor de turismo tem sido altamente afetado pela pandemia.

Performance do papel é atribuída às notícias positivas com vacina, uma vez que o setor de turismo tem sido altamente afetado pela pandemia.

Performance do papel é atribuída às notícias positivas com vacina, uma vez que o setor de turismo tem sido altamente afetado pela pandemia.

Atribuímos a performance da mineradora à alta do minério de ferro na semana, cotado a US$128/t e com dados positivos sobre da produção de aço na China em outubro, subindo 13% na comparação anual.

Sem notícias especificas da companhia. Acreditamos que o papel da petroquímica, que teve grande demanda nos últimas semanas, caiu nesta semana por conta de uma possível correção.


Atribuímos a queda da ações à rotação de crescimento para valor. Além disso, nos últimos meses as principais verticalizadas listadas passaram a ser usadas como hedge de alguns investidores pelo fato de a pandemia ter proporcionado um ambiente favorável aos seus resultados e, após o anúncio de algumas vacinas em fase avançada, prováveis movimentos de correção do mercado podem ter potencializado a queda do papel nessa semana.

Sem notícias específicas da companhia.

Atribuímos a performance negativa das ações ao aumento do receio do mercado quanto à segunda onda de COVID e seus potenciais impactos na venda de bebidas alcoólicas no Brasil.

Sem notícias especificas, acreditamos que as ações corrigiram a alta de semanas anteriores devido a perspectivas positivas quanto a privatização da companhia.

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