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Resumo da Semana | 14/01/22: Ibovespa fecha em alta de +4,1%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 07/01 a 14/01

Ibovespa: +4,1% | 106.928 pontos

O Ibovespa conseguiu fechar a semana em alta de +4,1%, alcançando quase os 107 mil pontos, configurando sua melhor semana em dez meses. No mercado doméstico a semana foi marcada pela divulgação do IPCA de 2021, que encerrou o ano em 10,06%, maior patamar desde 2015. Em carta aberta para o Ministro da Economia, o presidente do Banco Central citou o preço das commodities e da energia elétrica, assim como os riscos fiscais que pesaram no câmbio como principais fatores responsáveis pelo estouro do teto da meta de inflação. Além disso, a pressão de servidores públicos por aumentos de salários continuou, e vemos esse como um importante risco fiscal para 2022, já que não há espaço dentro do teto constitucional de gastos para um aumento horizontal dos salários de todas as carreiras dos servidores. Do lado positivo, o resultado do setor de serviços de novembro surpreendeu, crescendo +2,4%, muito acima dos +0,2% esperados pelo consenso de mercado, e reduzindo as chances do crescimento do PIB ter sido negativo no último trimestre de 2021.

Já no cenário internacional, as atenções do mercado foram para as divulgações de inflação, principalmente nos EUA. Os dados da inflação ao consumidor (CPI) americanos vieram em 7,0% no acumulado anual, maior valor desde 1982, e a medida de núcleo do CPI, que exclui os itens voláteis de energia e alimentos, mostrou a maior variação em 31 anos ao subir 5,5%. Os dados indicam um quadro de inflação pressionado, reforçando as apostas do mercado de que o Federal Reserve deve iniciar o ciclo de alta de juros já em março, mensagem que foi reforçada pelos discursos de vário dirigentes do banco central ao longo dos últimos dias. Destaque também para o início da temporada de resultados do quarto trimestre de 2021 nos EUA, que começou com grandes bancos divulgando seu balanços. Com altas expectativas sobre o setor que subiu fortemente nas últimas semanas em antecipação ao ciclo de juros americanos subindo, os resultados desapontaram. Com temores de retirada de estímulos e uma decepção nos balanços, o principais índices americanos fecharam mais uma semana que território negativo.

Na China, os mercados foram pressionados pelas sinalizações de política monetária americana, apesar de dados de inflação mais animadores. A inflação ao consumidor registrou alta de 1,5% e a inflação ao produtor, 10,3%, ambos abaixo dos valores esperados pelo consenso. Os dados abrem espaço para uma política monetária mais branda, reduzindo as preocupações dos investidores com uma possível desaceleração na economia do país, apoiando incorporadoras imobiliárias e outros grandes compradores de matérias-primas. Já os dados da balança comercial vieram mistos, com exportações crescendo 20,9% em dezembro, dado acima das expectativas, mas, por sua vez, as importações vieram aquém do esperado em 19,5%.

Na parte de commodities, tanto o petróleo Brent quanto o WTI encerram a semana em alta de mais de 5,5%, atingindo o maior preço desde o início de novembro, o que, segundo a Reuters, fez com que a China concordasse em liberar petróleo de seus estoques estratégicos nacionais por volta do feriado do Ano Novo Lunar, como parte de um plano coordenado pelos Estados Unidos com outros grandes consumidores para reduzir os preços globais.


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com uma queda de -1,83% em relação ao Real, em R$ 5,53/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda de 11 bps na semana, atingindo 11,25%.


O que esperar para semana que vem?

No cenário internacional, o destaque será o PIB chinês do 4º trimestre de 2021, além de outros dados de atividade econômica do país. Além disso, teremos dados de inflação na Zona do Euro para o mês de dezembro.

No cenário doméstico, os destaques serão o IBC-Br, proxy do PIB referente ao mês de novembro, a arrecadação federal de dezembro e a segunda prévia do IGP-M de janeiro. No campo político, a paralização dos servidores no dia 18 deve servir como termômetro. Caso a adesão seja grande, poderemos ver mais pressões no orçamento, que segue para sanção já na semana que vem.


Ações

A forte prévia operacional reportada pela Multiplan no 4T21, pode ter influenciado positivamente nas ações da Iguatemi, sugerindo que o 4T21 também pode vir melhor que o esperado para IGTI.

As ações das petrolíferas vêm acompanhando o avanço do petróleo no exterior. Na semana, o petróleo Brent fechou em alta de +6%, encerrando uma semana de ganhos para o barril marcada por uma menor preocupação com os impactos da variante Ômicron do coronavírus para a demanda.

Atribuímos a alta à proposta de uma eventual fusão com Aliansce Sonae.

As ações das petrolíferas vêm acompanhando o avanço do petróleo no exterior. Na semana, o petróleo Brent fechou em alta de +6%, encerrando uma semana de ganhos para o barril marcada por uma menor preocupação com os impactos da variante Ômicron do coronavírus para a demanda.

Sem notícias específicas.

Sem notícias específicas, as ações continuam sendo negativamente impactadas pelo aumento de preocupações com o cenário macro, bem como o aumento da curva de juros futuros, o que tem impacto negativo em empresas de tecnologia.

Atribuímos a queda do papel a venda relevante de participação de um acionista via block trades.

Vemos a performance negativa recente como um movimento de correção após forte alta (+35%) ao longo do mês de dezembro, não refletindo dois anúncios positivos, em nossa visão, divulgados pela empresa durante a semana, como (i) a parceria com a Falko no segmento de eVTOLs (ordens potenciais de até 200 unidades) e (ii) parceria com a Aernnova com venda de suas duas unidades industriais da Embraer em Évora, Portugal.

Sem notícias específicas.

Sem notícias específicas.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi cerca de R$ 3,0 bilhões*.

*Até dia 12/01/2022

Performance das Bolsas mundiais na semana

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