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Periódico da Saúde XP – Edição 09

Este é o nosso Periódico da Saúde, no qual trazemos conteúdos sobre (i) notícias recentes e a nossa visão, (ii) relatórios do setor e (iii) documentos publicados na CVM pelas empresas. Os principais destaques desta edição foram: (i) o início de cobertura de Viveo, (ii) o ANS Tracker de fevereiro de 2023, e (iii) as ofertas públicas de Hapvida e DASA.

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Noticiário e Nossa Visão

Em crise, planos de saúde renegociam pagamentos a hospitais e devem limitar redes e elevar reajustes (O Globo) – 16/04/23

O que há de novo? De acordo com a notícia, operadoras de saúde estão passando por um cenário negativo, pressionando prestadores a mudar condições de pagamento, impactando as glosas e limitando a rede.

Nossa visão: Essa tem sido a situação há algum tempo, e os resultados trimestrais (tanto dos pagadores quanto dos prestadores) mostram isso há pelo menos dois trimestres. Apesar de considerarmos o ambiente desafiador para as empresas de saúde, consideramos que os fatos constatados são amplamente conhecidos e precificados pelo mercado.

UnitedHealth retoma venda da Amil, em cenário de crise (Valor Econômico) – 13/04/23

O que há de novo? A ideia seria, novamente, se desfazer primeiro dos planos individuais para depois vender o restante da operação, o que engloba os planos empresariais e hospitais.

Nossa visão: Os meios de comunicação já vêm comentado uma potencial venda. Consideramos a Amil um ativo complexo, dada sua carteira de planos individuais e uma operação hospitalar parcialmente verticalizada.

Rede D’Or descredencia planos da Unimed-Rio (O Globo) – 06/04/23

O que há de novo? A partir de 25 de março, os 753k beneficiários da Unimed-Rio não poderão mais utilizar os hospitais da Rede D’Or. O anúncio ocorre uma semana após a ANS suspender a comercialização de 17 planos da Unimed-Rio (atualmente 105 estão suspensos e 180 ativos). A cooperativa está sob monitoramento da ANS desde 2016 devido a dificuldades em se tornar rentável.

Nossa visão: As razões por trás do anúncio não estão claras, embora possa ser devido à deterioração das condições de pagamento da Unimed-Rio em meio a um cenário de caixa apertado. A sinalização por trás disso é um pouco negativa para a Rede D’Or e também pode ser negativa para a Oncoclínicas.

Setor de saúde pede tratamento diferenciado na reforma tributária (Valor Econômico) – 05/04/23

O que há de novo? Eles pedem tratamento diferenciado na cadeia de bens e produtos. De acordo com a notícia, se o tratamento for homogêneo, os preços do setor de saúde podem aumentar.

Nossa Visão: A reforma tributária tem sido um dos principais pontos de discussão nos últimos meses. Não há clareza sobre o efeito líquido que a reforma terá sobre as empresas que cobrimos, uma vez que tem o potencial de mudar totalmente a cadeia produtiva do setor.

Enfermeiros organizam nova manifestação no Rio (Valor Econômico) – 02/04/23

O que há de novo? Protesto acontece após greve feita no início de março, na esteira de uma série de protestos e outras ameaças de paralisação nos últimos meses pelo novo piso salarial, suspenso pelo STF.

Nossa Visão: O piso salarial dos enfermeiros tem o potencial de impactar significativamente as empresas da nossa cobertura, principalmente aquelas com presença relevante fora dos maiores e mais ricos centros urbanos. No entanto, não vemos com clareza qual será a decisão do STF em relação à isso.

Governo confirma reajuste de até 5,6% para medicamentos a partir de hoje (Valor Econômico) – 31/03/23

O que há de novo? A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) confirmou hoje, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), que o índice de reajuste anual dos preços de medicamentos deste ano será de 5,6%.

Nossa visão: O valor mais baixo – em relação ao ano passado – já era amplamente esperado pelo mercado. No entanto, mantemos nossa visão construtiva em relação à indústria farmacêutica, com mix e novos produtos permitindo um forte crescimento do mercado.

Einstein capta US$100M para seu novo complexo de câncer (Valor Econômico) – 31/03/23

O que há de novo? O novo cancer center do Einstein é um complexo formado por hospital, centro de pesquisa e área de reabilitação orçado em R$1,2B dentro do Parque Global, um bairro planejado que está sendo erguido na zona sul de São Paulo. Deste valor, R$400M virão do Einstein e a outra fatia da incorporadora do projeto.

Nossa visão: Acreditamos que esse movimento aponte para uma tendência do mercado, mais focada no desenvolvimento de um cuidado melhor e mais sustentável de pacientes com câncer.

Alice compra carteira da QSaúde de José Seripieri (Veja São Paulo) – 17/03/23

O que há de novo? Segundo a notícia, a Alice adquiriu a Qsaúde – operadora de saúde do ex-controlador da Qualicorp, Junior Seripieri – por um valor não divulgado. Dados de fevereiro da ANS mostram que a Alice e a Qsaúde tinham 11k e 17k beneficiários na época, respectivamente.

Nossa visão: Ambas as operadoras estavam apresentando dificuldades de crescimento, e o setor todo está enfrentando um momento de elevada sinistralidade. Uma hipótese é que com essa transação a Alice possa chegar aos thresholds de crescimento estabelecidos pelos seus investidores e Seripieri fique livre para eventualmente voltar ao segmento de planos por adesão (caso haja este desejo).

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Viveo (VVEO3): Tudo em todo lugar… no tempo certo (Relatório)

Estamos iniciando a cobertura de Viveo (VVEO3) com recomendação de Compra e preço-alvo de R$22,3/ação para o final de 2023. Em nossa visão, a Viveo vai muito além de uma simples distribuidora de medicamentos e materiais de saúde; na realidade, é um provedor de soluções logísticas especializadas em saúde com uma abordagem one-stop-shop. Nossa recomendação de Compra é baseada em: (i) um crescimento médio orgânico da receita líquida 2022-2025E de 14,8%, distribuído ao longo de todas as verticais de negócio; (ii) potencial para continuar consolidando o setor e ampliando a sua oferta de serviços; (iii) oportunidades que podem surgir das atuais pressões enfrentadas por fontes pagadoras e prestadores; e (iv) o foco da empresa na geração de valor. Nosso preço-alvo se traduz em múltiplos EV/EBTDA e P/L 2024E de 8,0x e 12,6x, respectivamente (vs. os múltiplos de 7,5x e 11,9x para 2023E).

Saúde: Data Expert | ANS Tracker de Fevereiro de 2023 (Relatório)

Este é o nosso ANS Tracker, no qual acompanhamos e analisamos os dados mensais da ANS sobre os beneficiários de planos de saúde. Os destaques são: (i) após a interrupção de uma longa sequência de altas em janeiro, o mercado de planos saúde apresentou uma leve melhora; (ii) o segmento de planos empresariais apresentou alguma recuperação, compensando os valores negativos do trimestre anterior; (iii) o segmento de Medicina de Grupo teve o melhor desempenho no mês, mas ainda apresenta uma queda de 85k beneficiários no acumulado do 1T23; (iv) juntos, SP e RJ recuperaram 36% da perda apresentada em janeiro, enquanto MG e a região de CO apresentaram crescimento; (v) As operadoras da Hapvida recuperaram parcialmente a perda de janeiro, enquanto as operadoras do GNDI apresentaram comportamento estável no mês; (vi) os cancelamentos de planos no mês não preocupam – exceto para a Amil e a Athena; e (vii) a SULA e a Unimed Seguros foram os destaques positivos do mês. Apesar da recuperação parcial do setor, reiteramos a nossa visão cautelosa quanto à capacidade de crescimento do mercado de saúde e notamos que a Hapvida pode não entregar o crescimento esperado por mais um trimestre.

Hapvida (HAPV3): Endereçando preocupações do mercado (Relatório)

Hapvida (HAPV3) anunciou duas transações com potencial de levantar R$2,3B. A primeira é um sale-leaseback de R$1,25B com uma parte relacionada, e a segunda é uma oferta primária de ações de até R$1,04B. O primeiro instrumento não reduz a alavancagem da companhia, mas fornece uma significativa liquidez, enquanto a oferta de ações deve reduzir a alavancagem de 4,9x para 4,5x EBITDA ajustado para o final de 2023. Os recursos de ambas as transações devem poder chegar às PJs pretendidas, endereçando questões de solvência e de capital. Notamos que os acionistas controladores optaram por destinar apenas 22,3% do valor desembolsado por eles para a oferta primária de ações, com a cotação dos papéis próxima da mínima histórica. Consideramos a sinalização de curto prazo como negativa. No entanto, mantemos a nossa recomendação de compra, dado que ainda consideramos o modelo de negócios sólido e vemos um potencial positivo para a ação mesmo após a alta de hoje.

DASA (DASA3): Reduzindo a alavancagem financeira (Relatório)

A DASA (DASA3) anunciou uma oferta primária de R$1,5B, a R$8,5/ação. Para cada 10 novas ações emitidas, será emitido um bônus de subscrição com preço de exercício de R$8,5, sendo que os acionistas controladores e uma das instituições financeiras participantes da oferta se comprometem a subscrever na oferta. De acordo com nossas projeções, a alavancagem ao final de 2023 cairá para 3,9x o EBITDA ajustado da companhia (4,5x sem a capitalização). Considerando o prêmio que os investidores pagarão para subscrever as novas ações, as ações precisarão subir 23% para atingir o break-even. Consideramos a oferta como positiva, dado que (i) resolve parcialmente os problemas relacionados à alavancagem financeira e (ii) sinaliza que os acionistas controladores vêm potencial no negócio.

Obs.: Relatório na área logada é em inglês.

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