Panorama de Mercado XP: Bolsa em novembro – O que você precisa saber para investir

O que você deve saber para investir na bolsa em novembro

access_time 31/10/2019 - 20:04
format_align_left 18 minutos de leitura

Observação: Para uma melhor experiência de leitura, recomendamos a utilização do índice de conteúdos à esquerda da tela na versão para computador, ou na parte inferior na versão mobile.

Outubro foi um mês positivo para o Ibovespa, que subiu 2,4% e fechou em 107.220 pontos, com destaque para:

(1) Otimismo com a aprovação da reforma da previdência no segundo turno no Senado, com uma economia acima do previsto pelo mercado;

(2) Gradual consolidação da agenda pós-previdência, que exigirá articulação política do governo;

(3) Melhora relativa no cenário externo, com expectativas de que os EUA e China cheguem pelo menos a um acordo comercial preliminar;

(4) Menor probabilidade de recessão nos EUA, corroborada pela surpresa no crescimento do PIB no 3T e mensagem do Fed de que cortes adicionais nos juros, além dos 0,25%, não serão necessários.

No Brasil, o corte de 0,50% na Selic manteve aquecida a discussão de juros mais baixos por mais tempo e sustentou o  índice Ibovespa no relativo aos mercados globais. Nossos economistas esperam mais um corte de 0,50% na próxima reunião do Copom em dezembro, e um adicional de 0,25% na reunião de fevereiro, levando a Selic para o menor patamar de sua história, de 4,25% ao ano.

Do lado das reformas, o foco agora passa para a agenda pós-previdência, incluindo as reformas administrativa e tributária bem como o pacto federativo. A equipe econômica esta na iminência de enviar suas propostas, e será importante monitorar o grau de articulação política do governo para executá-las após a volatilidade recente.

Seguimos otimistas com o Brasil e especialmente com a Bolsa. O Ibovespa atualmente negocia a 12,75x P/L em 2020. Apesar de levemente acima do patamar histórico de 12,3x, acreditamos que há espaço para revisão de projeções de lucros das empresas em um ambiente de juros mais baixos e atividade acelerando. Também notamos que, em momentos de mudanças estruturais como a que vivemos atualmente, há sustentação para que os múltiplos negociem com prêmio, conforme visto em outros países emergentes. Mantemos nossa projeção de 140 mil pontos para o final de 2020.

1 – Reformas Pós-Previdência em Foco

No Brasil, o grande destaque do mês de outubro foi a aprovação da reforma da Previdência na votação de segundo turno no Senado, com uma economia esperada de R$ 800 bilhões para os próximos 10 anos.

Com essa página virada, a agenda de reformas pós-previdência entra em foco em novembro. A expectativa é que o Ministério da Economia apresente em breve um pacote de propostas, dividido nos seguintes eixos:

(i) Reforma Administrativa: A equipe econômica trabalha para enviar PEC e projetos de lei para reestruturar as novas carreiras apenas, dado que o presidente Bolsonaro vetou a discussão para servidores atuais. Apesar da complexidade, o Ministério defende o fim da estabilidade, a redefinição dos salários de ingresso no setor público para novos servidores e o término da progressão automática.

(ii) Pacto Federativo: Esse tema é considerado o mais avançado em termos de negociações políticas. As discussões envolvem a divisão dos recursos da cessão onerosa, já aprovada pelo Congresso, e as medidas batizadas de DDD – desvinculação, desindexação e desobrigação. Inclusive, algumas medidas de desobrigação de despesas que constam da PEC 438 podem ser englobadas no pacto. As medidas no campo fiscal são desafiadoras, mas há um consenso entre a equipe econômica de que a possibilidade de exceções para romper o teto de gastos não deve ser considerada.

(iii) Reforma Tributária: Tudo indica que esse tema, que era prioridade do governo no pós-previdência, passa a ficar em segundo plano. Ainda há dificuldades na discussão de um calendário para a reforma tributária e, na avaliação do governo, é preciso calibrar o momento político certo. Apesar disso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mantém o posicionamento de que essa reforma é fundamental e deve continuar avançando.

Será importante monitorar o grau de articulação política do governo para executar e aprovar o pacote de propostas mencionado acima, após a volatilidade recente.

2 – Melhora Relativa no Cenário Externo

Acreditamos que um dos fatores que sustentou a alta da Bolsa no mês de outubro foi a melhora relativa do cenário externo, principalmente devido ao arrefecimento da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

O avanço do acordo comercial preliminar entre as duas potências foi uma evolução importante e trouxe um tom mais positivo. Dentre os detalhes discutidos nesta primeira fase, destacamos: (i) o entendimento nas áreas cambial, de propriedade intelectual e de serviços financeiros; e (ii) o aumento entre US$ 40-50 bilhões das compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos.

Além disso, os Estados Unidos concordaram em não elevar as tarifas de 25% para 30% no dia 15 de outubro e estão considerando estender as isenções tarifárias sobre US$ 34 bilhões de produtos chineses por mais doze meses.  

Novembro será um mês importante para esse tema. A expectativa era de que um acordo poderia ser assinado na reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), no Chile, nos dias 16 e 17. Porém, o evento foi cancelado em função dos protestos locais. Dessa forma, por enquanto, ainda está incerto onde e quando será o encontro entre os países. 

Mantemos nossa visão de que as circunstâncias devem forçar o presidente americano a chegar a um acordo com os chineses, aumentando suas chances de reeleição em 2020.

Quanto ao crescimento global, os dados continuam a apontar para um quadro de desaceleração. Porém, a probabilidade de recessão nos Estados Unidos diminuiu.

Os sinais de contração da indústria e do mercado de trabalho americano contribuíram para a redução de 0,25% nos juros. Entretanto, o crescimento do PIB no terceiro trimestre surpreendeu positivamente e o comunicado do Fed após a decisão do FOMC sugeriu que cortes adicionais não serão necessários.  

Na China, o PIB do terceiro trimestre cresceu 6,0% na comparação anual, marcando o ritmo mais lento de crescimento desde o início da série histórica, em 1992. Na Europa, os dados de PMI também reforçaram a mensagem de que o cenário econômico da região permanece desafiador, com indicadores próximo da marca de 50 que indica estagnação. 

Por fim, apesar do desfecho ainda incerto, a percepção com relação ao Brexit melhorou. A União Europeia acatou o adiamento da decisão para 31 de janeiro e tem se mostrado mais aberta para um acordo. Além disso, o Parlamento britânico aprovou a convocação de eleições gerais para 12 de dezembro, onde será decidido quem comandará o país nas negociações finais do Brexit. 

3 – Juros mais baixos por mais tempo

A discussão de juros baixos por mais tempo do que se imagina permaneceu aquecida em outubro, com cortes adicionais nas taxas de juros.

Uma exceção foi na Europa, onde Banco Central (BCE) manteve sua política monetária inalterada. A decisão era esperada, uma vez que uma série de medidas de estímulo, como corte de juros e retomada de compras mensais de ativos, haviam sido anunciadas em setembro.

Também em linha com as expectativas, os sinais de contração da indústria e do mercado de trabalho americano contribuíram para a redução de 0,25% nos juros dos Estados Unidos. Entretanto, o crescimento do PIB no terceiro trimestre surpreendeu positivamente e o comunicado do Fed após a decisão do FOMC sugeriu que cortes adicionais não serão necessários. Ainda assim, destacou-se a importância do acompanhamento dos indicadores econômicos.  

No Brasil, a expectativa da continuidade do ciclo de corte de juros se concretizou. Em outubro, o Banco Central anunciou redução adicional de 0,50% na taxa Selic e manteve a mensagem de que o balanço de riscos para inflação é benigno no comunicado emitido após a reunião.

Nossos economistas esperam que o Copom realize mais um corte de juros de 0,50% na reunião de dezembro, além de um corte adicional de 0,25% na reunião de fevereiro, trazendo a taxa Selic para o menor patamar de sua história em 2020, em 4,25% ao ano.

O principal impacto do tema de juros baixos por mais tempo nas companhias negociadas na Bolsa é a redução no custo de dívida. Dessa forma, as empresas mais beneficiadas são aquelas que detém (i) grande parte do custo da dívida atrelado à Selic e/ou  (ii) nível elevado de alavancagem.

Nossa análise de sensibilidade do impacto no preço-alvo para cada corte de 0,50% na Selic sugere que os setores da nossa cobertura mais beneficiados, por ordem de grandeza, são:

(1) Locação de veículos, que inclui Localiza, Unidas e Movida (incremento médio de +10%);

(2) Shoppings, que engloba Iguatemi, Multiplan e brMalls (impacto de aproximadamente +6,5%);

(3) Elétricas, com destaque para  Copel, AES Tietê, Equatorial e Cemig (aumento entre +3% a +6%);

(4) Varejo, em especial Lojas Americanas, B2W, Via Varejo e Magalu (incremento entre +3% a +4%).

4 – Resultados Relativamente Fracos no 3T19

A segunda quinzena de outubro marcou o início da divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2019 (3T19) das empresas listadas na Bolsa.

Vemos uma temporada de resultados relativamente fraca, reflexo do cenário ainda desafiador para a atividade econômica, que impacta as empresas domésticas.

Um indicador que corrobora nossa visão é o crescimento esperado para o PIB nesse trimestre. Com base nos dados disponíveis até o momento, acreditamos que a economia crescerá apenas 0,5% no 3T19 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (versus 1,0% no 2T19).

Essa leve desaceleração decorre principalmente da menor pujança dos setores de consumo de bens duráveis, de setores de serviços centrais, tais como transportes, e da persistente fragilidade da indústria brasileira.

Ainda assim, alguns setores devem se destacar positivamente. Um deles é o comercio eletrônico, com aumento da penetração online e crescimento do marketplace. Os frigoríficos também estão na ponta positiva, com preços e exportações mais altos. Por fim, esperamos um bom trimestre para os bancos privados, com maior participação de indivíduos e PMEs na carteira de crédito.

Do lado oposto, esperamos um trimestre fraco para as siderúrgicas, reflexo da demanda ainda enfraquecida e ambiente de preços desafiador. Os resultados das varejistas também devem refletir a lenta recuperação econômica. Por fim, esperamos que as geradoras sejam impactadas negativamente pelo cenário hidrológico mais adverso e por preços de energia menores que o esperado. 

Até o momento, as primeiras divulgações foram mistas, com destaque positivo para companhias como Vale, Petrobras, WEG, Magazine Luiza e Multiplan. Enquanto Ambev, Localiza, CSN, EDP, Klabin, Cielo e Gerdau desapontaram. As demais divulgações devem ocorrer até 14 de novembro, data que encerra a temporada de resultados.

Os principais temas da nossa carteira para novembro são:

  1. SELIC baixa por mais tempo do que está precificado (RENT, ENBR, CPLE e IGTA) – acreditamos que a queda expressiva da curva de juros nos últimos meses ainda não se refletiu inteiramente na Bolsa;
  2. Crescimento acelerando (BBDC, BTOW e AZUL) – tema que deve começar a ganhar tração ao longo dos próximos meses;
  3. Nomes de qualidade (LREN, RENT e IGTA) – eles protegem a carteira no curto prazo, mas também buscamos opções que se beneficiam da retomada econômica adiante;
  4. Cíclicos globais descontados (PETR e JBSS) – mas de forma seletiva, dadas as incertezas globais ainda elevadas.
Recomendação: Compra
Curto prazo: Verde
Preço-alvo: R$ 60,00

Vemos potencial de valorização para as ações, baseado (i) no potencial incremento sustentado de margens para a frente, (ii) melhora no cenário macroeconômico, resultando em aquecimento na demanda e nível mais favorável de câmbio e (iii) ambiente racional de oferta e demanda, potencialmente sustentando precificação benigna.


Recomendação: Compra
Curto prazo: Verde
Preço-alvo: 26,00

Acreditamos que a EDP negocia a um desconto injustificado em relação a seus pares devido a: (1) maiores retornos na construção de seus projetos de transmissão, e (2) um portfólio de ativos de geração que apresentam elevado potencial de geração de caixa. Além disso, destacamos notícias sobre uma possível reestruturação corporativa da companhia com a CTG Brasil. Embora não haja evolução neste tema até o momento, não acreditamos que uma possível aquisição da companhia está precificada nas ações.

Recomendação: Compra
Curto prazo: Verde
Preço-alvo: 37,00

Temos destacado o momento positivo dos frigoríficos há um tempo, mantendo nossa preferência pela JBS devido a sua sólida operação, independentemente do potencial impacto positivo advindo da peste suína africana. Apesar da significativa alta das ações no ano, vemos potencial adicional adiante.


Recomendação: Compra
Curto prazo: Verde
Preço-alvo: 60,00

Vemos a Renner como um nome de qualidade que oferece proteção para a carteira em ambiente de volatilidade, com entrega sólida e consistente de crescimento. Acreditamos que os resultados no curto prazo, apesar da decepção com a atividade, devem se destacar em relação às demais varejistas e impulsionar as ações.

Resultados 2T19
Recomendação: Compra
Curto prazo: Verde
Preço-alvo: R$ 58,00

Com a conclusão da migração de algumas categorias do modelo de e-commerce próprio para o marketplace e impacto reduzido do fim da Lei do Bem nos resultados a partir do segundo semestre, acreditamos que a empresa está bem posicionada para capturar a melhora, ainda que gradual, no ambiente macroeconômico e aumento da penetração online.

Recomendação: Compra
Curto prazo: Amarelo
Preço-alvo: 58,00

Iguatemi é nosso nome preferido dentro do setor de shoppings, combinando um portfólio bem posicionado e de qualidade elevada com as ações negociando a múltiplos atrativos. Acreditamos que o setor deva ser impulsionado com a melhora da atividade, curva de juros mais baixa e com um ambiente mais ativo de expansões, aquisições e novos projetos.





Recomendação: Compra
Curto prazo: Verde
Preço-alvo: 49,50

Apesar da consistente alta das ações, acreditamos que fatores como (i) maior capacidade de crescimento ante concorrentes menores, (ii) maior liberdade de precificação, (iii) momento macro/setorial favorável, com taxas de juros estruturalmente mais baixas, e (iv) uma execução de primeira linha sustentem nossa perspectiva positiva.

Recomendação: Compra
Curto prazo: Verde
Preço-alvo: 68,00

Acreditamos que há espaço para a redução do desconto que a Copel negocial em relação a pares devido a (1) iniciativas de redução de custos, como visto no recente anúncio de um Plano de Demissão Incentivada, (2) potenciais ganhos com a venda da Copel Telecom e (3) redução mais acelerada do endividamento com a maturidade dos investimentos realizados em geração.

Recomendação: Compra
Curto prazo: Verde
Preço-alvo: 45,00


Mantemos o Bradesco como favorito entre os bancos devido a (1) Maior apetite a risco declarado deverá resultar em crescimento da carteira de varejo; (2) Mais espaço para redução de despesas de provisões e (3) Múltiplos com desconto, considerando crescimento de lucros projetado.







Recomendação: Compra
Curto prazo: Verde
Preço-alvo: 36,0

Vemos a Petrobras como excessivamente descontada em face de uma agenda positiva sem precedentes. As vendas de ativos são o grande destaque, com a venda das 8 refinarias podendo gerar R$52 a R$57 bi em recursos, e a venda de ativos de gás natural outros R$11 a R$13 bi. No curto prazo, o mercado devem monitorar o iminente leilão dos barris excedentes da Cessão Onerosa e o grau de atuação da Petrobras na aquisição de blocos.

Para nossa Carteira Top Dividendos XP no mês de novembro, retiramos ENGIE (EGIE3) e EDP (ENBR3) e incluímos Sanepar (SAPR11) e CTEEP (TRPL4).

O investimento em dividendos oferece uma alternativa para quem busca menor volatilidade e a oportunidade de criar um fluxo de renda recorrente, além do crescimento do valor de mercado do portfólio pela apreciação das ações.

Recomendação: Compra
Curto prazo: Verde
Preço-alvo: 16,50

O segmento de geração de energia possuí margens elevadas e um certo grau de previsibilidade, dado que parte da receita já é contratada. Assim sendo, a AES Tietê apresenta lucros consistentes, embora possa haver um certo grau de volatilidade dependendo da incidência de chuvas. Estimamos um dividend yield de 9,8% em 2020-21.







Recomendação: Neutro
Curto prazo: Verde
Preço-alvo: 33,00

O segmento de transmissão de energia é baseado em receitas fixas e margens elevadas, proporcionando um estável fluxo de dividendos. Apesar de acreditarmos que as ações estão próximas do valor justo, a TAESA deve se beneficiar no curto prazo, a de um cenário de queda das taxas de juros, que aumenta a atratividade de pagadoras de dividendos.

Recomendação: Compra
Curto prazo: Verde
Preço-alvo: 107,00

A elevada distribuição de dividendos da Sanepar se deve à política de dividendos da companhia. A política prevê a distribuição do dividendo mínimo de 25% do lucro, além de 25% adicionais caso a situação financeira da empresa o permita (o que acontece desde 2012). Estimamos um dividend yield de 6,8% entre 2020 e 2022.







Recomendação: Neutro
Curto prazo: Verde
Preço-alvo: 29,00

Após a privatização da companhia, o foco do mercado será em agendas de eficiências de custos para reduzir a diferença de R$20/m3 de custos operacionais para as pares privadas. Por ter baixo endividamento e receber relevantes recursos de um acordo com a Eletrobras anunciado em 2018 e antecipação dos recebíveis da Amazonas Energia R$1,4 bi em setembro de 2019, estimamos dividendos de 7,6% para a BR em 2020-21

Recomendação: Compra
Curto prazo: Verde
Preço-alvo: 24,00

A CTEEP recebe elevados fluxos de caixa como indenizações relacionadas a ativos não amortizados existentes até maio de 2000 (denominados RBSE). Tais elevados fluxos de caixa, somados ao baixo endividamento da CTEEP, nos faz acreditar que a companhia pode distribuir dividendos extraordinários (ou seja, acima do lucro que a empresa registrou no ano), conforme observado no exercício de 2018. Estimamos um dividend yield de 8,3% em 2020-21 (sem assumir dividendos extraordinários).

Disclaimer:

Em atendimento à Instrução CVM nº 598, de 3 de maio de 2018, informamos que a XP Investimentos CCTVM S.A. e/ou suas afiliadas (“XP Investimentos” ou “XP”) mantém relacionamento comercial com a sociedade Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. - TAESA, inclusive prestando serviços de assessoria com interesses financeiros e comerciais relevantes. Assim, o leitor deve ter ciência de tal informação e fazer sua própria análise e julgamento sobre eventual existência de conflito de interesses ou sobre a imparcialidade deste relatório. Cabe ressaltar que, opiniões emitidas anteriormente sobre a sociedade não estão abarcadas pelo posicionamento vigente, a cobertura da companhia emissora está suspensa por ora, mas o que foi publicado até então não perde sua validade ou eficácia. A XP Investimentos, expressamente, se limita e reserva o direito de recusar-se a atender qualquer solicitação baseada no conteúdo de informações especulativas sobre o relacionamento comercial com a referida sociedade.

Este relatório de análise foi elaborado pela XP Investimentos CCTVM S.A. (“XP Investimentos ou XP”) de acordo com todas as exigências previstas na Instrução CVM nº 598, de 3 de maio de 2018, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A XP Investimentos não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à XP Investimentos e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela XP Investimentos.

O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da XP Investimentos estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários da XP Investimentos. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da XP Investimentos ou por agentes autônomos de investimento que desempenham suas atividades por meio da XP, em conformidade com a ICVM nº 497/2011, os quais encontram-se registrados na Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários – ANCORD. O agente autônomo de investimento não pode realizar consultoria, administração ou gestão de patrimônio de clientes, devendo atuar como intermediário e solicitar autorização prévia do cliente para a realização de qualquer operação no mercado de capitais. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes. Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo agentes autônomos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos. SAC. 0800 77 20202. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da XP Investimentos: www.xpi.com.br. A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto. O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.